BRASIL
MJSP autoriza atuação da Força Nacional em sete frentes estratégicas no Brasil
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Brasília 1º/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) publicou, na terça-feira (31), um conjunto de portarias que autorizam e prorrogam a atuação da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) em áreas estratégicas do País, com foco na preservação da ordem pública, na proteção de pessoas e patrimônio e no apoio a órgãos federais e estaduais.
As medidas abrangem territórios indígenas no Maranhão (MA), no Pará (PA) e no Rio Grande do Sul (RS); a fronteira de Tabatinga (AM); a região da Usina de Belo Monte (PA); o estado do Rio de Janeiro (RJ); a Amazônia Legal e o Pantanal, onde houve prorrogação das ações de combate a incêndios florestais, com apoio da Polícia Judiciária e da perícia forense. As portarias preveem atuação por 90 dias, em caráter episódico e planejado com a participação da Polícia Federal (PF), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e de outros órgãos parceiros.
Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, as portarias reforçam a estratégia do Governo Federal de presença coordenada em áreas sensíveis. “A atuação da Força Nacional nessas regiões reforça a integração entre União e estados para proteger vidas, garantir a ordem pública e responder com rapidez a cenários de maior sensibilidade, seja na proteção de territórios indígenas, nas fronteiras, no enfrentamento de incêndios florestais ou em áreas urbanas estratégicas. Nosso foco é assegurar a presença efetiva do Estado onde a população mais precisa”, assegurou.
No caso da Amazônia Legal e do Pantanal, a prorrogação mantém equipes especializadas em investigação e perícia na apuração das causas de incêndios provocados por ação humana, em apoio às polícias civis e à Polícia Federal. Já em Tabatinga, a atuação reforça o policiamento na fronteira entre Brasil e Colômbia, região considerada estratégica para o enfrentamento de crimes transnacionais.
As novas autorizações também ampliam a proteção em áreas de tensão fundiária e de interesse ambiental, como as Terras Indígenas Awá, Caru, Alto Turiaçu, Alto Rio Guamá e Guarita, além de garantir apoio operacional na região da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e no estado do Rio de Janeiro, o que fortalece a capacidade de resposta integrada das forças de segurança.
A Força Nacional tem atuado em diferentes frentes, em apoio aos entes federativos e aos órgãos de segurança pública, em operações de desintrusão de terras indígenas, combate ao crime organizado, enfrentamento ao garimpo ilegal, repressão a crimes ambientais, patrulhamento de fronteiras — inclusive na Tríplice Fronteira, na região de Foz do Iguaçu (PR), com atuação na Ponte Internacional da Amizade —, além de ações de Polícia Judiciária, perícia técnica e apoio à preservação da ordem pública em todas as regiões do País.
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Novo marco: Diretoria Técnico-Científica da Polícia Federal é reconhecida como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação
Brasília, 3/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, assinou nesta terça-feira (2) a portaria n° 1176/2026, que reconhece a Diretoria Técnico-Científica da Polícia Federal como uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT). O enquadramento consolida a DITEC como um dos maiores polos de pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico voltados à segurança pública no País.
A medida amplia os instrumentos de atuação do órgão, possibilitando a celebração de novas parcerias, o acesso a recursos públicos e, principalmente, a produção de conhecimento e inovação para o País.
Com o reconhecimento, a Polícia Federal poderá impulsionar pesquisas e estudos voltados à transformação de conhecimento e análise de dados em soluções concretas para a sociedade.
Segundo o ministro Wellington César Lima e Silva, a portaria representa um “avanço institucional” que contribuirá para ampliar os resultados do Ministério no combate ao crime organizado.
“Como ICT, a Polícia Federal poderá acessar novas fontes de financiamento, além do orçamento direto, por meio de parcerias voltadas à criação de ferramentas tecnológicas de grande relevância policial e social, com reflexo em diversas áreas da segurança pública.”, analisa o ministro.
Benefícios do reconhecimento como ICT
Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) são organizações dedicadas à pesquisa científica ou tecnológica e ao desenvolvimento de novos produtos, serviços ou processos com impacto social.
Regidas pela Lei nº 10.973/2004, as ICTs possuem respaldo legal para celebrar acordos de cooperação com instituições públicas e privadas para a realização de atividades conjuntas de pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e inovação.
A flexibilidade para firmar parcerias institucionais foi destacada pelo Secretário-Executivo do MJSP, Ademar Borges, como um dos principais benefícios da medida.
“A DITEC possui uma capacidade extraordinária de gerar soluções tecnológicas. Com o status de ICT, a Polícia Federal poderá cooperar diretamente com universidades, centros de pesquisa e startups para o desenvolvimento de softwares, metodologias e ferramentas forenses, além de valorizar o trabalho dos peritos pesquisadores através de bolsas e incentivos de inovação”, afirma Ademar Borges.
Possibilidades de atuação como ICT
A partir da publicação da portaria, a DITEC/PF passa a contar com ferramentas específicas do ecossistema de inovação brasileiro, incluindo:
• Acesso a Financiamento: Participação direta em editais de fomento à pesquisa de órgãos como CNPq, FINEP, CAPES e BNDES;
• Inovação Aberta: Compartilhamento de infraestrutura laboratorial e equipamentos de alto custo com empresas e universidades;
• Contratos Simplificados: Maior agilidade e segurança jurídica para a celebração de parcerias e transferência de tecnologia;
• Isenções e Benefícios: Facilidades alfandegárias e desoneração fiscal para a importação de equipamentos e insumos destinados à pesquisa científica;
• Estímulo ao Capital Humano: Possibilidade de concessão de bolsas de incentivo a peritos e pesquisadores envolvidos em projetos estratégicos.
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