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MJSP cria Centro Nacional de Inteligência Penal para fortalecer o enfrentamento ao crime organizado

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Brasília, 26/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) instituiu, por meio da Portaria nº 1.234, de 22 de junho de 2026, o Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP), no âmbito da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN). A nova estrutura representa mais um avanço do Programa Brasil Contra o Crime Organizado e integra as ações do Padrão Segurança Máxima, iniciativa voltada ao fortalecimento da inteligência, da tecnologia e da atuação integrada no sistema prisional brasileiro.

O CNIP será o ambiente operacional de integração e coordenação estratégica da Rede Nacional de Inteligência Penitenciária (RENIPEN), reunindo os órgãos de inteligência das polícias penais dos estados, do Distrito Federal e da Polícia Penal Federal. A iniciativa amplia a capacidade de compartilhamento de informações, produção de conhecimento estratégico e apoio às operações de inteligência em âmbito nacional.

Coordenado pela Diretoria de Inteligência Penal da SENAPPEN, o Centro funcionará como um núcleo nacional de fusão de informações, responsável por integrar, consolidar, analisar e difundir informações de inteligência penal, além de operar soluções tecnológicas voltadas ao enfrentamento das organizações criminosas que atuam a partir do sistema prisional.

Entre as atribuições do CNIP estão a coordenação e o acompanhamento de operações nacionais de inteligência penal, o monitoramento de situações de crise, a operação de sistemas e plataformas tecnológicas, a produção de conhecimentos estratégicos e o suporte técnico à tomada de decisões da alta gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da SENAPPEN e dos entes federativos.

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O Centro funcionará em regime contínuo, permitindo atuação permanente na integração de informações, no monitoramento de cenários críticos e no apoio às operações de inteligência penal em todo o território nacional.

“O enfrentamento ao crime organizado exige integração entre inteligência, tecnologia e atuação operacional. A criação do Centro Nacional de Inteligência Penal representa mais um passo do Programa Brasil Contra o Crime Organizado na consolidação de uma política nacional de inteligência penal. Ao integrar as estruturas de inteligência das polícias penais de todo o país, ampliamos a capacidade do Estado de produzir conhecimento estratégico, apoiar operações e enfrentar de forma cada vez mais eficiente a atuação das organizações criminosas”, afirmou o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.

Para o diretor de Inteligência Penal da SENAPPEN, Antônio Glautter Morais, o CNIP representa um novo modelo de atuação integrada da inteligência penal brasileira.

“O Centro Nacional de Inteligência Penal permitirá que as estruturas de inteligência das polícias penais atuem de forma cada vez mais coordenada, compartilhando informações estratégicas, produzindo conhecimento e apoiando operações em âmbito nacional. Mais do que integrar dados, o CNIP fortalece a capacidade de antecipação do Estado diante das ações do crime organizado, amplia a eficiência das operações e apoia a tomada de decisões estratégicas em benefício da segurança pública”, destacou.

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Padrão Segurança Máxima

O Centro Nacional de Inteligência Penal integra o projeto Padrão Segurança Máxima, iniciativa do Programa Brasil Contra o Crime Organizado coordenada pela SENAPPEN.

Estruturado em três eixos, inteligência e operações, modernização tecnológica e capacitação de servidores, o projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 324 milhões em equipamentos, tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional para fortalecer o sistema prisional brasileiro.

As 138 unidades prisionais estratégicas contempladas pelo programa foram selecionadas com base em critérios de inteligência penal e receberão equipamentos de alta tecnologia, scanners corporais, aparelhos de raio X, viaturas cela, drones, georradares, sistemas de monitoramento e outras soluções voltadas ao fortalecimento do controle prisional.

A iniciativa busca difundir, de forma cooperativa, protocolos, procedimentos e referências operacionais consolidados no Sistema Penitenciário Federal, administrado pela Polícia Penal Federal, fortalecendo a cooperação entre União e estados e ampliando a capacidade de enfrentamento ao crime organizado dentro e fora das unidades prisionais.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Dia D da Operação Virtude reforça combate à violência contra idosos em todo o País

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Brasília, 26/6/2026 – A Diretoria de Operações Integradas (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), promoveu na quinta-feira (25) o Dia D da Operação Virtude 2026. Iniciada em 15 de junho, a mobilização nacional é voltada ao enfrentamento da violência contra a pessoa idosa e ocorre simultaneamente nas 27 unidades da Federação.

A ação tem como objetivo prevenir, reprimir e conscientizar a sociedade sobre os diferentes tipos de violência praticados contra pessoas idosas. A iniciativa conta com a atuação integrada das forças de segurança dos estados e do Distrito Federal. Entre 15 e 25 de junho, a operação mobilizou 432 policiais e 825 viaturas em 417 municípios.

No âmbito das ações cartorárias e investigativas, foram registrados 798 boletins de ocorrência e instaurados 415 inquéritos policiais. Ao todo, 218 investigações com autoria identificada foram concluídas. Também houve a representação de 43 medidas cautelares e a solicitação de 154 medidas protetivas. Além disso, foram lavrados 140 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs).

Ações preventivas

Na frente preventiva, foram realizadas 779 ações educativas, que impactaram diretamente 76.110 pessoas por meio de palestras, orientações e campanhas de conscientização sobre os direitos da pessoa idosa. A importância da denúncia de casos de violência, negligência e abandono esteve entre os principais temas abordados.

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Ações repressivas

Nas ações repressivas, a mobilização resultou em 51 prisões, sendo 46 em flagrante e cinco em cumprimento de mandados de prisão. As diligências realizadas pelas equipes permitiram a apuração de 767 denúncias, a partir de 637 contatos recebidos, além do cumprimento de dez mandados de busca e apreensão (MBAs). Ao todo, 1.469 vítimas receberam atendimento e acolhimento das forças de segurança e da rede de proteção.

Operação Virtude

A Operação Virtude reforça a atuação integrada das instituições de segurança pública na defesa dos direitos da pessoa idosa. A iniciativa busca responsabilizar autores de violência, ampliar a proteção às vítimas e fortalecer a rede de apoio para garantir um envelhecimento com dignidade, respeito e segurança. As ações seguem em andamento em todo o Brasil, com atividades de fiscalização, investigação, atendimento às vítimas e conscientização da população.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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