CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

MJSP e Enap lançam curso de capacitação para recuperação de ativos e combate à corrupção e à lavagem de dinheiro

Publicados

BRASIL

Brasília, 30/04/2025 – Para ampliar e disseminar conhecimento sobre recuperação de ativos e combate à corrupção e à lavagem de dinheiro, a Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), lançou, nesta quarta-feira (30), curso à distância sobre o tema. Ele está disponível a qualquer interessado na plataforma da Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

A cerimônia de lançamento ocorreu durante a abertura do curso avançado do Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para a Recuperação de Ativos e o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (PNLD), na sede do MJSP, em Brasília (DF). Com programação ao longo de todo o dia, o evento reúne especialistas de órgãos públicos para debaterem estratégias de investigação, cooperação internacional e o uso de tecnologia no combate a crimes financeiros.

O secretário Nacional de Justiça, Jean Keiji Uema, destacou, na abertura do evento, que o curso fortalece a capacidade investigativa do Estado e estimula uma cultura de integridade. “Estamos falando de devolver ativos à sociedade, às vítimas e aos cofres públicos. É discutir sobre como impedir que o dinheiro desviado se esconda atrás de estruturas complexas, como carros de luxo, empresas de fachada, contas no exterior”, afirmou.

Leia Também:  Decreto amplia acordo automotivo entre Brasil e Argentina

O secretário também ressaltou o papel estratégico da Enap na ampliação do alcance das capacitações. “Com a oferta do curso na plataforma da Enap, damos um salto qualitativo e quantitativo. Vamos alcançar mais agentes públicos em todo o País, com formação continuada, atualizada e integrada às melhores práticas internacionais”, completou.

A diretora-executiva da Enap, Natália Teles da Mota, destacou que combater a corrupção e a lavagem de dinheiro significa garantir que os recursos públicos cheguem a quem mais precisa. “Um curso como esse, baseado nos pilares da transparência, do controle e da participação, contribui diretamente para que a população tenha acesso a serviços de qualidade”, afirmou.

Curso à distância

Com 64 horas de formação, o curso à distância está dividido em seis módulos. Para se matricular, basta acessar a plataforma da Enap, buscar pelo título Recuperação de Ativos e Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, fazer o login com a conta Gov.br e preencher o cadastro. Quem finalizar todo o curso receberá certificação.

Para construir o conteúdo do curso, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional da Senajus contou com a parceria do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Rede Nacional de Laboratórios de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro (Rede-Lab).

Leia Também:  Brasil está no top 10 dos países mais procurados por viajantes de negócios europeus

O curso integra o PNLD, que já capacitou mais de 35 mil agentes públicos em 21 anos. A iniciativa é resultado de uma Ação da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), que é composta por aproximadamente 90 órgãos públicos e entidades da sociedade civil.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

BRASIL

Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados

Publicados

em

Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.

A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.

Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.

Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.

Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.

Leia Também:  Enem 2026: participantes da Paraíba ganham mais tempo para pedir isenção

Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.

“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”

O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.

Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.

Operações em unidades prisionais

Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.

A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.

Leia Também:  Viagens solo ganham espaço e consagram nova realidade no turismo

Plataformas digitais

Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.

O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.

“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.

De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.

“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.

A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA