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MJSP e UFPA firmam convênio de R$38,8 milhões para implementação do projeto +Justiça na Amazônia

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Brasília, 07/11/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), formalizou, na última quarta-feira (5), a assinatura do Termo de Execução Descentralizada (TED) com a Universidade Federal do Pará (UFPA) para a implementação do Programa +Justiça na Amazônia, iniciativa pioneira que abrangerá todos os estados da Amazônia Legal e será financiada com recursos do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD).

No total, o convênio soma R$ 38,8 milhões, os quais serão destinados à criação de uma rede integrada de Núcleos Técnicos de apoio aos nove Tribunais de Justiça da Amazônia Legal e ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), fortalecendo as Comissões de Soluções Fundiárias e ampliando a capacidade de atendimento das demandas socioambientais e fundiárias da região.

A assinatura ocorreu no auditório do Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ/UFPA) e contou com a presença do reitor da instituição, professor Gilmar Pereira da Silva; e do diretor de Promoção do Acesso à Justiça da SAJU/MJSP, Pedro Henrique Martinez.

Segundo Martinez, o projeto inaugura uma política pública estratégica para o País. “Assinamos hoje a parceria para iniciar a implementação do projeto +Justiça, abarcando todos os estados da Amazônia Legal. É um projeto pioneiro de acesso à justiça para fortalecimento e qualificação das Comissões de Soluções Fundiárias, que queremos levar para todo o Brasil.”

Benefício direto às universidades da Amazônia Legal

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A descentralização dos recursos permitirá que todas as Universidades Federais da Amazônia Legal sejam contempladas pelo programa: UFPA (Pará), UFAM (Amazonas), UFAC (Acre), UNIFAP (Amapá), UFMT (Mato Grosso), UFMA (Maranhão), UNIR (Rondônia), UFRR (Roraima) e UFT (Tocantins).

O reitor da UFPA destacou que o valor do convênio equivale a cerca de um quinto do orçamento anual da universidade, reforçando a dimensão estratégica do investimento. De acordo com ele, a iniciativa amplia a atuação acadêmica, fortalece a integração com outras universidades da região e beneficia diretamente a população que necessita de acesso efetivo à justiça.

Cooperação com o sistema de Justiça

A iniciativa foi desenvolvida em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os nove Tribunais de Justiça estaduais da Amazônia Legal e o TRF1, garantindo articulação interinstitucional robusta para enfrentar desafios históricos relacionados ao ordenamento territorial, aos conflitos fundiários e ao direito à moradia.

Ao enfatizar a importância da iniciativa, Martinez elogiou o trabalho da Clínica de Direito à Cidade e Acesso à Justiça da UFPA e reforçou a vocação da política pública: “Nosso papel na Secretaria de Acesso à Justiça é identificar boas práticas pelo país e potencializá-las, espalhando soluções que já fazem diferença em territórios onde o acesso à justiça é mais desafiador”.

Impacto social e fortalecimento das soluções comunitárias

Para a diretora do ICJ, professora Valena Jacob Chaves, a expectativa em relação aos resultados da Clínica Multivercidades da Amazônia é positiva, assim como o impacto social que os Núcleos Técnicos devem gerar, especialmente para as comunidades que buscam o reconhecimento do direito à moradia e ao acesso à justiça.

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O representante da comunidade da Terra Firme, José Maria Souza, explicou a urgência de estruturas administrativas municipais serem capazes de responder às demandas das bacias hidrográficas da região. Ele citou como exemplo a situação da Bacia do Tucunduba e defendeu que o programa permita avanços na gestão dos rios urbanos, dragagem, esgotamento sanitário e políticas permanentes de cuidado ambiental.

A coordenadora da Semana Multivercidades da Amazônia, Myrian Cardoso, afirmou que a parceria reforça o papel da universidade na integração entre ensino, pesquisa, extensão e políticas públicas. Segundo ela, os recursos permitirão oferecer bolsas de estudo e estruturar Núcleos de Apoio às Comissões Regionais de Soluções Fundiárias.

“Estamos fortalecendo o diálogo interinstitucional e comunitário para incluir as soluções apontadas pelas periferias urbanas, visando mais justiça social e ambiental diante das mudanças climáticas e da preservação da Amazônia e do planeta”, concluiu Cardoso.

Abertura da Semana Multivercidades

A assinatura do TED marcou a abertura oficial da Semana Multivercidades da Amazônia: Acesso à Justiça e Direito à Cidade, que segue até esta sexta-feira (7), reunindo especialistas, lideranças comunitárias, pesquisadores e instituições do sistema de justiça para discutir soluções integradas para os territórios amazônicos.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

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Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

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Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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