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MJSP inaugura Escritório Nacional Antifacção em São Paulo e fortalece integração no combate ao crime organizado
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São Paulo, 1º/7/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) inaugurou, nesta quarta-feira (1º), o Escritório Nacional Antifacção de São Paulo (ENA/SP), nova estrutura permanente da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) destinada a fortalecer a integração entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.
A solenidade contou com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; do secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; do secretário nacional de Polícia Penal, André Garcia; do delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Arthur Dian; do subsecretário de Gestão Corporativa da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, coronel Gustavo Henrique Lopes Barbosa; além de representantes das forças de segurança e de instituições parceiras.
O escritório integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado e passa a atuar como ponto permanente de articulação entre órgãos federais, estaduais e municipais, fortalecendo o compartilhamento de inteligência, a coordenação operacional e a execução de ações de enfrentamento ao crime organizado.

- Servidor testa máquinas disponíveis no Escritório. Foto: Tom Costa/MJSP
Durante a inauguração, o ministro Wellington Lima destacou que a criação do escritório representa mais um avanço na estratégia nacional de integração das instituições de segurança pública.
“O Programa Brasil Contra o Crime Organizado é o que de mais sólido o Governo Federal já estruturou para enfrentar as organizações criminosas. Ele reúne investimentos, inteligência, integração e planejamento. A inauguração deste escritório demonstra que estamos levando a presença do Estado para onde os desafios acontecem, fortalecendo a interlocução com as forças de segurança e potencializando nossa capacidade de resposta”, disse.
O ministro ressaltou ainda que a instalação das unidades em São Paulo, Rio de Janeiro e, posteriormente, em Foz do Iguaçu (PR) faz parte plano de aproximar a União dos principais centros de atuação do crime organizado.
“Não é possível enfrentar organizações criminosas apenas a partir de Brasília. Precisamos estar presentes nos territórios estratégicos, dialogando diariamente com as polícias, os Ministérios Públicos, o sistema financeiro e todos os órgãos que participam desse esforço nacional”, acrescentou.
Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a escolha de São Paulo tem caráter estratégico, especialmente pelo papel do estado na economia brasileira e no combate à lavagem de dinheiro e aos crimes financeiros.
“O principal eixo do Programa é a asfixia financeira das facções. E era um contrassenso que a União não tivesse uma presença permanente justamente em São Paulo, que concentra o principal sistema financeiro do País. Esse escritório aproxima o Governo das forças de segurança estaduais, das guardas municipais e das instituições que atuam no enfrentamento ao crime organizado”, disse.
Chico Lucas explicou ainda que a estrutura permitirá maior integração entre as instituições e ampliará a capacidade de produção e compartilhamento de inteligência.
“Não estamos inaugurando apenas um escritório. Estamos criando um espaço de integração. O crime organizado atua em rede, e o Estado precisa responder da mesma forma, compartilhando informações, aproximando instituições e construindo estratégias conjuntas para enfraquecer financeiramente as organizações criminosas”, finalizou.
Expansão dos Escritórios Nacionais Antifacção
O ENA/SP funcionará como um centro permanente de apoio às ações do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, promovendo a integração entre as forças de segurança, o intercâmbio de informações estratégicas e a coordenação de iniciativas voltadas à asfixia financeira das facções, ao combate ao tráfico de drogas e armas, ao enfrentamento do crime organizado e ao fortalecimento da inteligência policial.
A unidade também atuará em estreita cooperação com órgãos de persecução penal, instituições financeiras e demais parceiros estratégicos, ampliando a capacidade de articulação da União e contribuindo para a implementação das ações previstas no programa.
A inauguração em São Paulo integra a estratégia nacional de regionalização da Senasp. Na sexta-feira (3), será inaugurado o Escritório Nacional Antifacção no Rio de Janeiro, e novas unidades também estão previstas para regiões estratégicas do País, fortalecendo a presença institucional da União e ampliando a capacidade de integração entre os entes federativos no enfrentamento ao crime organizado.
O Programa Brasil Contra o Crime Organizado reúne ações voltadas ao combate às organizações criminosas por meio da integração entre União, estados e municípios, com foco na asfixia financeira das facções, no fortalecimento da inteligência, na modernização do sistema prisional, no enfrentamento ao tráfico de drogas e armas e na ampliação da cooperação entre as instituições de segurança pública.
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Ideb: Alagoas inicia análise de resultados nas redes
O Ministério da Educação (MEC) iniciou o Brasil Aprende+, estratégia nacional criada para apoiar os estados, os municípios e o Distrito Federal na transformação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 em ações de melhoria da aprendizagem. A iniciativa orienta as redes a analisar os dados, identificar desafios, definir prioridades e elaborar planos de ação de acordo com a realidade de cada território.
A mobilização será desenvolvida em oito etapas, que vão da análise dos resultados ao acompanhamento das ações realizadas pelas escolas. O encontro realizado na terça-feira (25) reuniu o MEC, a Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc/AL), a presidência estadual da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de secretários e representantes técnicos dos municípios alagoanos. O objetivo foi apresentar a estratégia nacional e os materiais que serão disponibilizados, bem como aprofundar a discussão sobre os indicadores de aprendizagem, com foco no ensino fundamental.
Durante a reunião, a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Infantil, Fundamental e Políticas Educacionais da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc), Fabiana Dias, destacou a evolução dos resultados educacionais do estado e reforçou o compromisso da secretaria em ampliar os avanços na aprendizagem dos estudantes. Ela também colocou a Seduc à disposição para colaborar com as redes representadas e ressaltou a importância da iniciativa apresentada.
Representando a Undime, Neilton Nunes destacou a importância da mobilização dos municípios para a melhoria da aprendizagem e avaliou que os resultados do Ideb refletem o trabalho realizado pelas redes, que passaram a analisar seus dados e identificar caminhos para avançar. Ele ressaltou ainda o esforço conjunto de dirigentes municipais, professores, equipes pedagógicas, gestores escolares e estudantes na construção dos resultados alcançados por Alagoas.
A estratégia será apresentada em 27 encontros técnicos estaduais, envolvendo os 26 estados e o Distrito Federal. Ao longo do processo, as redes terão acesso a ferramentas, painéis de dados e materiais para apoiar gestores, coordenadores pedagógicos e professores na implementação e no acompanhamento das ações.
Alagoas – De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Ideb do ensino fundamental de Alagoas passou de 6 para 6,4 nos anos iniciais e de 5 para 5,3 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 4,1 para 4,3. Na rede pública do estado, o resultado passou de 5,7 para 6,3 nos anos iniciais; de 4,8 para 5,1 nos anos finais; e de 4 para 4,2 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
Os dados serão utilizados como ponto de partida para o trabalho do Brasil Aprende+ no estado. A partir da análise dos resultados, as redes serão apoiadas na identificação dos principais desafios de aprendizagem e na construção ou revisão de seus planos de ação. Os documentos deverão definir prioridades, estratégias e resultados esperados com base nas evidências de cada território.
Para os municípios prioritários, o MEC disponibilizará ainda uma área específica no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), destinada ao detalhamento das ações relacionadas à recomposição das aprendizagens.
Ideb Nacional – Entre 2023 e 2025, o Ideb nacional também avançou nas três etapas avaliadas, considerando as redes públicas e privadas. Em uma escala de 0 a 10, o índice passou de 6,0 para 6,3 nos anos iniciais do ensino fundamental, de 5,0 para 5,3 nos anos finais e de 4,3 para 4,5 no ensino médio.
Considerando apenas a rede pública, o Ideb passou de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais, de 4,7 para 5,0 nos anos finais e de 4,1 para 4,3 no ensino médio. Com esses resultados, o país alcançou, nas três etapas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
Os resultados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025 foram divulgados em 5 de agosto pelo MEC, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Brasil Aprende+ – Entre os instrumentos previstos pelo Brasil Aprende+ está uma caixa de ferramentas, com painéis interativos, relatórios personalizados por rede de ensino, materiais orientadores, guias e ferramentas para gestores escolares, coordenadores pedagógicos e professores.
Ainda em agosto, o painel de priorização vai disponibilizar dados de todas as escolas do país. A ferramenta permitirá comparar os resultados de 2025 e a trajetória das unidades entre 2023 e 2025, ajudando a identificar escolas com resultados baixos, queda ou estagnação no desempenho.
Na segunda semana de setembro, será realizado o Dia D, mobilização nacional para apropriação dos resultados nas escolas. Cada rede poderá escolher a data, entre 8 e 11 de setembro, para reunir gestores, coordenadores pedagógicos e professores, analisar o desempenho dos estudantes, identificar lacunas de aprendizagem e definir prioridades.
Depois do Dia D, cada escola será estimulada a elaborar seu próprio plano de ação, conectado à realidade da unidade e integrado ao planejamento da rede. O trabalho será acompanhado ao longo do ano, com apoio do MEC na análise das evidências e no direcionamento de formação, apoio técnico e financeiro e outras políticas e programas, conforme os desafios identificados.
O Brasil Aprende+ integra o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, política construída em colaboração com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Undime para apoiar os entes federativos na recomposição das aprendizagens de estudantes da educação básica. A iniciativa busca contribuir para a redução das desigualdades e o fortalecimento da equidade na educação.
Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação



