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MME abre consulta pública para atualizar portaria que fortalece o planejamento e as estatísticas do setor energético

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O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu, nesta sexta-feira (30/01), consulta pública para receber contribuições sobre a proposta de atualização da Portaria MME nº 331, de 29 de julho de 2005. A revisão normativa adequa o texto às práticas já consolidadas no setor, fortalece a governança de dados e amplia a transparência no processo de coleta e análise das informações utilizadas para projetar cenários, monitorar a segurança energética e subsidiar políticas públicas.

Entre os principais aprimoramentos propostos, a minuta reconhece oficialmente a atuação da Comissão Permanente de Análise e Acompanhamento do Mercado de Energia Elétrica (COPAM). Coordenada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a COPAM reúne representantes dos agentes de consumo e desempenha papel estratégico no acompanhamento da conjuntura do mercado, além de subsidiar estudos e projeções de demanda do Sistema Interligado Nacional (SIN).

A proposta traz também a definição das responsabilidades pela custódia, gestão e análise das informações energéticas. A EPE é formalmente designada como responsável por coordenar a coleta, o recebimento, o tratamento, a análise e a disponibilização dos dados, utilizando sistemas já consolidados, como o SIMPLES (Sistema de Informações de Mercado para Planejamento do Setor Elétrico) e o SAM (Sistema de Acompanhamento Mensal).

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A minuta estabelece ainda que a Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento (SNTEP) supervisionará e orientará estrategicamente todo o processo, assegurando o alinhamento com as políticas energéticas nacionais.

As obrigações de fornecimento das informações permanecem para os agentes de distribuição, vendedores, autoprodutores e consumidores livres, garantindo a robustez da base de dados necessária ao planejamento da expansão da geração e transmissão de energia no país.

Dessa forma, a iniciativa busca modernizar os procedimentos de fornecimento e gestão das informações de demanda de eletricidade essenciais ao planejamento do setor elétrico e à elaboração das estatísticas energéticas nacionais.

Os interessados podem acessar os documentos relacionados e enviar as contribuições pelo portal de Consulta Pública do MME até 28 de fevereiro de 2026.

Compromisso com transparência e desenvolvimento sustentável

Com a consulta pública, o MME reforça seu compromisso com a transparência, a governança de dados e a qualidade do planejamento energético nacional — pilares essenciais para a transição energética e para o desenvolvimento sustentável da infraestrutura energética do Brasil. A participação dos agentes e da sociedade é fundamental para qualificar o texto final da portaria e assegurar que o normativo reflita as necessidades e a realidade do setor elétrico brasileiro.

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Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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MJSP cria grupo de trabalho para regulamentar banco nacional de dados sobre facções criminosas, milícias e grupos paramilitares

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Brasília, 5/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou a construção da regulamentação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Grupos Paramilitares ou Milícias Privadas. Para isso, foi instituído um Grupo de Trabalho Técnico (GTT), responsável por elaborar a proposta normativa que definirá as regras de funcionamento, governança, compartilhamento de informações, interoperabilidade e segurança do sistema.

Previsto no artigo 29 da Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026, o Banco Nacional será uma ferramenta estratégica de integração de dados e produção de inteligência no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), destinada ao fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento, investigação e repressão qualificada ao crime organizado.

A proposta em elaboração prevê a criação de uma base nacional unificada com informações sobre integrantes, colaboradores, financiadores e pessoas vinculadas a organizações criminosas ultraviolentas, milícias privadas e grupos paramilitares, além de registros sobre estruturas organizacionais, vínculos operacionais, financeiros e territoriais, dados de inteligência, investigações criminais e articulações interestaduais e transnacionais dessas organizações.

O sistema será coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Gestão e Integração de Informações (DGI), e deverá funcionar de forma integrada aos bancos estaduais que serão implementados pelas unidades da Federação. A proposta também prevê mecanismos de interoperabilidade, auditoria permanente, rastreabilidade dos acessos e elevados padrões de segurança da informação e proteção de dados.

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Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa representa um avanço estrutural na capacidade do Estado brasileiro de enfrentar organizações criminosas que atuam de forma articulada em diferentes regiões do país. “O crime organizado não respeita divisas estaduais. Por isso, precisamos de ferramentas capazes de integrar informações, identificar conexões e permitir uma atuação coordenada entre as forças de segurança. O Banco Nacional nasce com esse propósito: transformar dados em inteligência, fortalecer as investigações e ampliar a capacidade do Estado de enfrentar facções criminosas, milícias e grupos armados que ameaçam a população brasileira”, afirmou.

O grupo de trabalho reunirá representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (Concpc) e Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG).

Também deverão ser convidados representantes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central, Receita Federal, Ministério Público Federal, além de pesquisadores e instituições de referência na área da segurança pública, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV-USP), o Instituto Sou da Paz e o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC).

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Além de apoiar investigações e ações de inteligência, o banco permitirá identificar vínculos operacionais, financeiros e associativos entre indivíduos e organizações criminosas, fortalecer a cooperação entre os entes federativos, subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências e ampliar a integração entre os sistemas de segurança pública de todo o país.

A regulamentação também deverá estabelecer critérios objetivos para inclusão, atualização e exclusão de registros, protocolos de compartilhamento nacional e internacional de informações, mecanismos de auditoria e responsabilização, além da utilização de tecnologias avançadas para correlação de dados, análise de vínculos e apoio à atividade de inteligência.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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