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MME destaca papel do biometano como alternativa sustentável para o transporte público durante seminário em SP
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O Ministério de Minas e Energia (MME) reforçou, nesta terça-feira (25/03), a importância do biometano para a transição energética durante o Seminário Mobilidade Sustentável, que debateu o papel do biocombustível na descarbonização do transporte urbano. O evento, promovido pela Prefeitura de São Paulo, reuniu especialistas, representantes do setor e autoridades para discutir soluções para a renovação da frota de ônibus da maior cidade do Brasil com combustíveis de baixo carbono.
O biometano é um dos pilares da Lei do Combustível do Futuro (14.993/24), que incentiva a ampliação do uso de biocombustíveis para descarbonizar a matriz de transportes, promovendo ganhos ambientais e econômicos. Representando o ministro Alexandre Silveira, o ministro de Minas e Energia Substituto, Pietro Mendes, destacou o compromisso do Governo Federal com o desenvolvimento de combustíveis renováveis.
“Não existe alternativa melhor para substituir o diesel de forma renovável e com escala que não seja o biometano. E a cidade de São Paulo é decisiva nesse aspecto. Considerando que a distribuição do gás é monopólio dos estados, se tivermos uma regulação bem estruturada, poderemos ter um aumento significativo da utilização do biometano e zerar a importação de diesel no Brasil, além de garantir todos os benefícios ambientais”, afirmou Mendes.
O ministro Substituto destacou ainda a importância de iniciativas do MME para a regulamentação do biocombustível, como o Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB), que comprova a origem e a comercialização do gás renovável. Produzido a partir de resíduos orgânicos, o biometano representa redução de 90% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação com o diesel. Além disso, os ônibus movidos a biometano custam três vezes menos que os elétricos.
A participação do MME no debate reforça o alinhamento das políticas nacionais com as ações de descarbonização a serem adotadas por estados e municípios para garantir a efetividade desses esforços. O evento abordou temas como segurança energética, infraestrutura e tecnologias para reduzir a poluição na cidade.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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BRASIL
Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



