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MME lança Atlas Brasileiro da Transição Energética com levantamento de ações realizadas pelos estados
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Todos os estados do país têm alto potencial para produção de energia elétrica e de combustíveis de baixa emissão de carbono a partir de fontes renováveis e contam com políticas e iniciativas públicas para aproveitar essas potencialidades. É o que aponta o Atlas Brasileiro da Transição Energética, lançado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), nesta terça-feira (27/05), durante o Fórum Nacional dos Secretários Estaduais de Minas e Energia, em Salvador (BA).
O documento consolida, de maneira inédita, iniciativas e regulamentações dos estados para promover uma matriz energética mais sustentável e diversificada, reduzindo a dependência de fontes fósseis e mitigando vulnerabilidades climáticas. Ao todo, foram mapeadas 224 leis e decretos sobre o tema, 268 projetos e ações, 14 políticas aplicadas no setor, 39 programas planejados, 22 planos previstos e oito tipos de fontes energéticas. São elas: energia eólica; energia solar; biomassa; hidrogênio; biogás/ biometano, nuclear; gás natural e Combustível Sustentável de Aviação (SAF, na sigla em inglês).
Os números representam um crescimento acelerado das políticas ligadas ao tema, cerca de 160%, na comparação com 2015, de acordo com os dados do Atlas. “Um desenho nítido do esforço e comprometimento do governo brasileiro em promover uma transição energética justa, inclusiva e equilibrada, com políticas públicas, leis e marcos regulatórios que vão garantir mais oportunidades à população, desenvolvimento à economia e segurança jurídica aos investidores”, destacou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Durante a apresentação do Atlas, o diretor de Programa da Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento do MME, Leandro Albuquerque, destacou o potencial da ferramenta para identificar áreas de possíveis de colaboração interestadual e de cooperação com o Governo Federal. “A colaboração entre União, estados e municípios é fundamental para alcançar as metas de descarbonização e o desenvolvimento sustentável. Agora, temos um documento oficial para o setor energético ter acesso a ideias, normas legais e infralegais, um grande repositório de políticas de transição energética”, apontou.
Vocações e potenciais regionais
De acordo com o Atlas, todas as regiões do Brasil têm leis ou iniciativas para hidrogênio de baixa emissão de carbono e contam com legislações ou decretos para incentivar o uso de biomassa, especialmente para a produção de biocombustíveis. Os estados do Sul, sudeste e Centro-Oeste, por sua vez, mostram mais vocação para o biogás, uma vez que as políticas para esse energético estão concentradas nessa região. O Nordeste destaca-se, no levantamento, pelo estabelecimento de leis e decretos com incentivos à energia solar. No centro-oeste, as iniciativas públicas estaduais mostram elevado número de ações voltadas para Biomassa.
Metodologia
O atlas está sendo desenvolvido pelo MME, por meio da Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento, desde julho de 2023. O projeto envolveu duas etapas de levantamento de informações – o envio de iniciativas pelos estados e a coleta de normas publicadas por órgãos legislativos e executivos – resultando em duas bases de dados – uma de iniciativas (Eixo executivo) e outra normativa e regulatória, com destaque para o mapeamento das leis, decretos e instruções normativas estaduais na temática da transição energética (Eixo normativo).
De olho nos próximos ciclos
Durante a apresentação do Atlas, o diretor de Programa da Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento do MME reforçou que o Atlas será uma iniciativa permanente, com atualização anual. “Precisamos desse contínuo engajamento dos estados, para que a base de dados seja ampliada e refinada, apresentando resultados que se aproximem cada vez mais da realidade brasileira na transição energética, destacando a posição de liderança em função da atuação conjunta dos entes federativos”, finalizou Leandro Albuquerque.
Acesse aqui o Atlas Brasileiro da Transição Energética.
Confira aqui a apresentação do Atlas Brasileiro da Transição Energética.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo


