BRASIL
MME realiza monitoramento do Luz para Todos em terras indígenas de Mato Grosso
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O Ministério de Minas e Energia (MME) está na Terra Indígena Wawi, localizada no Território Indígena do Xingu (TIX), no Mato Grosso (MT), para acompanhar o Encontro de Monitoramento e Avaliação do Programa Luz para Todos (LPT). O encontro, realizado na aldeia do povo Kisêdjê, segue até esta sexta-feira (28/03) e reúne diversas lideranças indígenas, para debaterem a implementação e ajustes necessários para o LPT nas aldeias.
Além das demandas das comunidades, a visita do MME também analisa os impactos da chegada da eletricidade em áreas tão isoladas. Até o momento, o processo de monitoramento revelou que, embora a energia tenha melhorado a qualidade de vida de muitas famílias, ainda existem desafios, como a manutenção do sistema e a capacitação para o uso adequado dos sistemas.
“A energia foi boa pra gente. Melhorou muito o nosso dia e trouxe muita coisa boa, mas temos muitas dúvidas sobre o seu uso e algumas questões poderiam ser melhores”, disse Winti, articulador político e liderança da comunidade Ksedjê.
Nas comunidades indígenas, a energia elétrica é distribuída pelo sistema de energia solar, baseado em placas fotovoltaicas. Essa tecnologia, promove o acesso à energia limpa e renovável. Para o MME é fundamental garantir que o programa continue a ser uma ferramenta de inclusão social e desenvolvimento sustentável para as populações mais isoladas do Brasil.

Foto: Tauan Alencar /MME
“É uma grande oportunidade para o MME dialogar com os povos tradicionais atendidos pelo Luz para Todos buscando sempre satisfazer as necessidades das pessoas e impactar positivamente a vida dos beneficiários”, afirmou o diretor do Programa LPT e representante do Ministério de Minas e Energia na expedição, André Dias.
Além do MME, participam do Encontro de Monitoramento, as vinculadas Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), e Organizações da Rede Energia e Comunidades.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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BRASIL
Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo


