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MME reforça segurança da infraestrutura elétrica em 2025
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Garantir a proteção e a segurança da infraestrutura elétrica brasileira foi uma das prioridades do Ministério de Minas e Energia (MME) ao longo de 2025. Em resposta às ocorrências de furtos, roubos e sabotagens nas redes de transmissão, foi realizado o Fórum Técnico Setorial sobre Segurança das Infraestruturas de Transmissão, que resultou em ações integradas e respostas rápidas, aprimorando o monitoramento e articulação institucional para mitigar riscos operacionais e fortalecer a resiliência do sistema elétrico.
O ano também foi marcado pela sanção da Lei nº 15.181, que reforçou as penalidades para os crimes contra a infraestrutura, especialmente aqueles relacionados ao furto, roubo ou receptação de fios, cabos e equipamentos. A norma visa apoiar a proteção do sistema elétrico brasileiro e contribui para reduzir prejuízos operacionais.
Segurança hídrica e energética
Com base no relatório elaborado pela Secretaria Nacional de Energia Elétrica (SNEE), que tratou de 28 medidas adotadas durante a escassez hídrica de 2020-2021 e reuniu 116 propostas de aprimoramento, a Pasta estudou diretrizes de governança, gestão hidroenergética e preparação para eventos climáticos extremos, com objetivo de fortalecer a resiliência do setor elétrico brasileiro. As avaliações visam ampliar a segurança do atendimento eletroenergético ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e reforçar a capacidade de responder com mais eficiência a futuros desafios.
Além disso, durante a realização de eventos internacionais, como a Cúpula do BRICS e a COP30, o MME coordenou uma ampla operação integrada com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), distribuidoras e transmissoras para garantir o fornecimento estável de energia, evidenciando a maturidade e a resiliência do SIN diante de demandas excepcionais.
No âmbito do Plano de Recuperação dos Reservatórios (PRR), o Ministério reduziu defluências de usinas estratégicas e promoveu workshops para modernizar a gestão integrada dos reservatórios, ações que reforçaram a segurança hídrica e energética do país durante o período seco de 2025.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Enem possibilita que estudantes façam exame em Classe Hospitalar
problema de saúde que necessita de um longo tratamento ou uma doença que exige o isolamento não precisa ser um impeditivo para que o estudante consiga participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para esses casos, o Ministério da Educação (MEC) possibilita que o participante faça a prova no ambiente hospitalar, sem necessidade de deslocamento e com toda a estrutura essencial para garantir a segurança e a tranquilidade dos pacientes. Para isso, é necessário que o participante tenha solicitado, no ato da inscrição, a aplicação em classe hospitalar e que o hospital tenha emitido uma declaração garantindo a aplicação em espaço escolar e com total segurança.
A estudante Ana Clara Martinez, 18 anos, de Mogi das Cruzes (SP), tem um tumor no nervo óptico que faz com que ela tenha dificuldades visuais nos dois olhos. Ela fará o Enem no hospital pela terceira vez e comentou sobre essa experiência. “Na primeira vez, no momento da inscrição, eu solicitei para fazer a prova ampliada, mas o meu déficit visual me atrapalhou muito e eu não consegui concluir a redação. No ano seguinte, em decorrência do meu problema de saúde, eu descobri que tinha direito não só à prova ampliada, mas também a um escriba, um leitor e tempo extra de prova, o que melhorou muito minha experiência com o Enem. Neste ano, eu vou seguir por esse caminho mais uma vez, com o objetivo de conseguir cursar psicologia”, completou.
Anualmente, cerca de 50 candidatos solicitam a aplicação do exame em hospitais, por motivos que vão desde o tratamento de um câncer a patologias que exigem imunossupressão ou transplantes. No momento da inscrição no Enem, o estudante deve realizar o pedido de atendimento especial, contendo laudo médico assinado, com diagnóstico e justificativa da internação. Na solicitação, precisa constar uma declaração do hospital informando a disponibilidade de instalações adequadas à realização da prova e a confirmação da internação do estudante.
Classe Hospitalar – As Classes Hospitalares surgiram para garantir a continuidade ao processo de aprendizagem de estudantes que estejam impossibilitados de frequentar a escola em razão de tratamento de saúde. A modalidade foi criada para atender à legislação educacional que reconhece que a condição clínica do estudante não pode representar obstáculo ao acesso, à permanência e à continuidade da vida escolar. Cabe às redes de ensino garantirem aos educandos o atendimento educacional em ambiente hospitalar, segundo suas singularidades e demandas, contando com professores e equipes multiprofissionais.
Próximo de completar o 3º ano do ensino médio, o estudante João Paulo da Cruz, 18 anos, de São Paulo, foi aluno da Escola Móvel do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc) durante o tratamento de tumor e participará do exame pela segunda vez. A mãe dele, Rosangela da Cruz, destacou o papel da classe hospitalar na trajetória do filho. “Em decorrência do tratamento, João precisou ficar dois anos afastado da escola comum. Nesse período, ele conseguiu seguir com estudos por meio da classe hospitalar, que se preocupa não só em cuidar dos pacientes, mas também garantir que eles não tenham atrasos educacionais, que estejam preparados para regressar ao ensino regular e até que consigam realizar o Enem”, finalizou.
Para aderir a uma Classe Hospitalar, o estudante precisa estar matriculado na escola de ensino regular, que manterá contato constante com as equipes que atuam nas unidades de saúde. Os profissionais que trabalham nos hospitais enviarão informações pedagógicas, como relatórios, notas e registros de frequência, para as escolas, com o objetivo de assegurar o alinhamento de conteúdos, facilitar o retorno dos estudantes, dar continuidade ao ensino e evitar a reprovação por faltas ou atrasos pedagógicos.
Enem – O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é utilizado como mecanismo de acesso à educação superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam os resultados do Enem como critério único ou complementar em seus processos seletivos. As notas individuais do exame podem, ainda, ser utilizadas em processos seletivos de instituições de educação superior portuguesas que possuem acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para o aproveitamento dos resultados do Enem.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação





