BRASIL
MME torna público os pilares e diretrizes do Programa Nacional do Combustível Sustentável de Navegação, aprovado pelo CNPE
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O Ministério de Minas e Energia (MME) torna públicos os pilares e diretrizes do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Navegação (PNCSN), aprovados pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O documento tem como base o relatório final elaborado pelo Grupo de Trabalho da Resolução CNPE nº 10, de 26 de agosto de 2024, aprovado por unanimidade em 1º de abril e apresentado à sociedade em workshop realizado no último dia 17 de abril. O objetivo é consolidar as bases para a descarbonização do transporte aquaviário no país, com foco na ampliação da oferta de combustíveis de baixo carbono, atração de investimentos e fortalecimento da indústria nacional.
A proposta consolida a base técnica para estruturar uma política pública voltada à redução de emissões no transporte marítimo e fluvial, com foco em previsibilidade regulatória, atração de investimentos e fortalecimento da cadeia produtiva de combustíveis de baixo carbono no Brasil.
Instalado em 23 de janeiro de 2025, o GT foi dividido em cinco subgrupos (SubGT) temáticos, sendo um desses SubGTs responsável por elaborar e propor as bases dessa nova política pública, em alinhamento com a política do Combustível do Futuro e com a agenda nacional de transição energética.
O grupo de trabalho contou com representantes do MME, Casa Civil, Ministério da Fazenda, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério dos Transportes, Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Marinha do Brasil, além de Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O grupo promoveu amplo processo de participação social, trazendo legitimidade à proposta aprovada pelo CNPE.
Entre os pilares aprovados estão a promoção da produção doméstica de combustíveis sustentáveis para navegação, o estímulo à inovação tecnológica, a criação de instrumentos regulatórios que garantam segurança jurídica e a integração com políticas já existentes, como o RenovaBio. O relatório também propõe diretrizes para viabilizar escala produtiva, competitividade e inserção internacional, considerando as metas globais de descarbonização do transporte marítimo e as exigências da Organização Marítima Internacional (IMO).
As diretrizes aprovadas detalham um conjunto de instrumentos estruturantes para viabilizar o programa e consolidar o Brasil na liderança global da agenda da descarbonização da navegação.
Entre eles, destacam-se a definição de metas de redução de emissões no transporte aquaviário em consonância com a IMO, a criação de mecanismos de mercado — como sistemas flexíveis de conformidade e modelos de comercialização do tipo book and claim — e a implementação de políticas de estímulo à demanda, como contratos de offtake para dar previsibilidade aos produtores. Também estão previstos corredores marítimos verdes, nacionais e internacionais, e o uso progressivo de energia elétrica em portos (Onshore Power Supply), ampliando a eficiência ambiental da cadeia logística.
No campo do financiamento e da inovação, o Programa propõe a mobilização de instrumentos como o Fundo da Marinha Mercante, o Fundo Clima e linhas de instituições públicas de fomento, além do incentivo a projetos-piloto com hidrogênio, amônia e metanol verdes em portos estratégicos. A agenda inclui ainda a criação de centros de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), programas de capacitação técnica e mecanismos de precificação de carbono integrados ao RenovaBio e ao Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), reforçando o alinhamento com a política climática nacional.
As propostas contemplam, ainda, medidas voltadas à qualidade e certificação da produção de combustíveis sustentáveis para navegação e à governança institucional da política pública, incluindo a promoção de “selo verde” para portos e embarcações, a certificação de combustíveis com base pela metodologia da análise de ciclo de vida (well-to-wake), além da atualização do arcabouço regulatório da ANP e Antaq.
O PNCSN inclui também diretrizes para logística e infraestrutura, com incentivo à formação de cadeias de suprimento e planejamento integrado entre produtores, portos e consumidores. Por fim, a proposta prevê a cooperação internacional e a articulação de políticas públicas nacionais nacionais voltadas à descarbonização setorial, consolidando uma estratégia de longo prazo os combustíveis sustentáveis de navegação.
Acesse aqui a página do Combustível do Futuro.
Acesse aqui o Relatório Final do Subgrupo de Trabalho nº 05 – Mercado de Combustíveis Sustentáveis de Navegação.

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MME autoriza novo contrato para levar energia a áreas remotas do Acre
O Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou, no dia 17 de abril, a celebração do contrato entre a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) e a Energisa Acre para a execução da 4ª Tranche do Programa Luz para Todos em áreas remotas do Acre. Com investimento avaliado em R$ 83 milhões, a iniciativa vai beneficiar 2.550 novas unidades consumidoras por meio de Sistemas Individuais de Geração de Energia Elétrica com Fontes Intermitentes (SIGFIs), ampliando o acesso à energia em regiões onde a expansão da rede convencional não é tecnicamente ou economicamente viável.
“Esse é mais um passo que damos para avançarmos na universalização do acesso à energia elétrica, especialmente em áreas isoladas. Garantimos a continuidade do programa em localidades onde a expansão convencional da rede não é possível, levando um serviço essencial às famílias que historicamente ficaram à margem desse direito”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
A chegada da energia elétrica representa uma transformação concreta no cotidiano das populações beneficiadas. O Luz para Todos se consolida como uma das principais políticas públicas voltadas à redução das desigualdades regionais. Ao viabilizar soluções adaptadas à realidade de áreas remotas, como os sistemas individuais de geração, o programa assegura que comunidades isoladas possam ser atendidas de forma eficiente e sustentável, mesmo em locais de difícil acesso.
Avanços no Acre
Ao longo de sua trajetória, o Luz para Todos vem consolidando resultados expressivos no Acre. Desde 2003, mais de 67 mil famílias foram atendidas, tanto por meio da extensão convencional da rede elétrica quanto pela implementação de sistemas isolados de geração voltados às regiões remotas da Amazônia Legal. A partir de 2022, o programa intensificou sua atuação nas áreas remotas de difícil acesso no estado, alcançando 7.368 famílias. Nesse período, foram celebrados três contratos de operacionalização para atendimento na região, todos já concluídos, demonstrando o compromisso contínuo do Governo do Brasil com a expansão do serviço.
O programa já investiu cerca de R$ 695,5 milhões no estado, sendo R$ 251,5 milhões direcionados especificamente para áreas remotas. Com a nova autorização, o MME reforça sua atuação estratégica para garantir que o processo de universalização do acesso à energia elétrica avance de forma consistente, levando desenvolvimento, cidadania e melhores condições de vida às populações isoladas do país.
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