BRASIL
MTE apresenta modelo brasileiro de seguro-desemprego a comitiva da África do Sul
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, recebeu, nesta segunda-feira (23), em Brasília, uma comitiva de representantes do governo e do parlamento da África do Sul para apresentar o funcionamento do seguro-desemprego e outros programas de proteção social brasileiros.
Técnicos da Secretaria de Proteção ao Trabalhador do MTE explicaram as modalidades do seguro-desemprego adotadas no Brasil, o modelo de financiamento e outros detalhes que podem ajudar o país africano a aprimorar o sistema de proteção social aos trabalhadores.
“Nosso carinho com o povo africano é imenso. A amizade do presidente Lula com o presidente da África do Sul é muito sólida, um carinho mútuo. Portanto, recebê-los para trocar experiências, para nós, é motivo de satisfação”, afirmou o ministro Luiz Marinho.
A comitiva sul-africana teve como objetivo entender como funcionam o financiamento, os sistemas digitais e de automação, os modelos de contribuição, a duração do benefício, os métodos de cálculo e outros aspectos técnicos do benefício concedido aos trabalhadores que ficam desempregados de forma involuntária.
Também foram foco do encontro as inovações tecnológicas e reformas no programa, com o uso de biometria e verificação online para prevenir fraudes e agilizar o atendimento.
Durante a reunião, destacou-se que o seguro-desemprego brasileiro inclui a participação em programas de qualificação profissional e conecta os trabalhadores a vagas de emprego por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine).
Um dos membros da Câmara dos Deputados da África do Sul, BM Maneli, agradeceu ao ministro e aos técnicos do MTE pela troca de experiências e afirmou que o encontro será importante para as políticas públicas trabalhistas no país.
BRASIL
Ajuste do Fundeb 2025 garante mais R$ 710 milhões a entes
A arrecadação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) em 2025 superou as previsões iniciais e resultou em um reforço nos repasses da União para estados e municípios. Ao todo, o Fundo alcançou R$ 282,53 bilhões, o que representa R$ 13,49 bilhões a mais do que o estimado no início do ano passado (R$ 269,03 bilhões).
Com a revisão, a complementação da União também foi ampliada. Após a dedução de R$ 3,053 bilhões destinados ao fomento de matrículas em tempo integral, conforme o inciso XIV do art. 212-A da Constituição Federal, o valor total passou de R$ 56,15 bilhões para R$ 56,29 bilhões.
Os recursos adicionais foram distribuídos da seguinte maneira: R$ 26,68 milhões na complementação Valor Anual por Aluno (VAAF); R$ 24,51 milhões na complementação Valor Anual Total por Aluno (VAAT), e R$ 5,1 milhões na complementação Valor Anual por Aluno Resultado (VAAR).
A Portaria Interministerial MEC/MF nº 5/2026, publicada em 30 de abril, que apresenta os demonstrativos do ajuste anual, também atualizou os valores mínimos por aluno. O VAAF-MIN passou de R$ 5.669,79 para R$ 5.670,14, enquanto o VAAT-MIN foi reajustado de R$ 8.020,77 para R$ 8.024,31. A norma atualizou ainda as estimativas de complementação da União ao Fundeb para o exercício de 2026.
Os valores do ajuste foram creditados, em parcela única, nas contas de estados e municípios na última quinta-feira, 30 de abril. A medida foi coordenada pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e reforça o compromisso do governo federal com o fortalecimento da educação básica pública.
Com a complementação VAAF, foram beneficiados os fundos estaduais de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí. Já na complementação VAAT, 2.375 municípios receberam recursos, incluindo dois novos entes que passaram a atender aos critérios legais: Taguaí (SP) e Rubim (MG).
Previsto na Lei nº 14.113/2020, que regulamenta o novo Fundeb, o ajuste anual tem como objetivo adequar os valores da complementação da União com base na arrecadação efetiva de impostos e transferências. Esses dados, apurados pela Secretaria do Tesouro Nacional, substituem as estimativas utilizadas ao longo do exercício anterior.
A atualização fortalece diretamente as redes públicas de ensino, viabilizando investimentos em infraestrutura escolar, aquisição de materiais didáticos, transporte escolar e outras ações voltadas à manutenção e ao desenvolvimento da educação básica. A medida também contribui para maior transparência, equidade e eficiência na gestão dos recursos educacionais.
Fundeb – O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) é um fundo permanente, de natureza contábil e âmbito estadual, composto por 27 fundos (um por unidade da Federação). É formado por recursos provenientes de impostos e transferências dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, além da complementação da União. Os recursos do Fundeb são destinados exclusivamente à manutenção e ao desenvolvimento da educação básica pública e à valorização dos profissionais da educação, independentemente de sua origem.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
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