CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

MTE e Dieese realizam 2º Encontro Nacional da Rede de Observatórios do Trabalho

Publicados

BRASIL

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) promovem, nos dias 20, 21 e 22 de agosto, o 2º Encontro Nacional da Rede de Observatórios do Trabalho. O evento será realizado no auditório do MTE, em Brasília, e transmitido ao vivo pelo canal oficial do YouTube do Ministério.

O encontro reunirá representantes dos 35 observatórios locais de trabalho, distribuídos em 22 estados e 13 municípios com mais de 200 mil habitantes, além de gestores públicos, pesquisadores e especialistas do setor. O objetivo é promover a troca de experiências e o compartilhamento das ações em curso relacionadas a trabalho, emprego e renda.

Durante o evento será lançada a segunda edição da revista “Observatório do Trabalho Brasileiro”, produzida pelo MTE e Dieese, que traz artigos com análises atuais e estratégicas sobre o mercado de trabalho.

Os observatórios locais têm papel fundamental na elaboração de estudos e análises que apoiam o Sistema Nacional de Emprego (Sine), as Comissões Estaduais e Municipais de Trabalho. Em 2023 e 2024, eles receberam R$ 4 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para fortalecer suas estruturas.

Leia Também:  Brasil fortalece acolhida humanitária a afegãos por meio de nova parceria

A subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner, destaca: “Essa é uma política permanente do Ministério. Os observatórios são essenciais para analisar os dados locais e produzir conhecimento que subsidia políticas públicas”.

O público do evento é formado por conselheiros de políticas públicas, técnicos e gestores de órgãos governamentais, pesquisadores de universidades e centros de estudo especializados no tema.

Programação:

20 de agosto 

9h – Abertura

10h – Tema 1: Mercado de Trabalho Brasileiro em 2025 – Análise regional da ocupação e da subutilização da mão de obra

  • Análise para as regiões Sul e Sudeste

  • Análise para a Região Nordeste

  • Análise para a Região Centro-Oeste

  • Análise para a Região Norte

14h – Grupos de Trabalho Regionais

  • Intercâmbio sobre atividades realizadas

  • A implementação dos observatórios locais: panorama do Bloco de Assessoramento Estatístico

16h30 – Tema 2: As Juventudes e sua relação com o trabalho – transições e permanências

18h – Lançamento da Revista Observatório do Trabalho Brasileiro nº 3

Leia Também:  Redação do Enem aborda o envelhecimento na sociedade brasileira

21 de agosto 

9h – Tema 3: Pejotização e seus desafios

11h – Tema 4: Os desafios da Inteligência Artificial para a qualificação digital e profissional

14h – Apresentação dos Grupos de Trabalho

16h – Seminário de Encerramento: Os desafios da transição ambientalmente justa – perspectivas para o Brasil

22 de agosto 

9h – Oficina sobre o Painel de Indicadores da Rede de Observatórios do Trabalho

11h – Oficina sobre captação de recursos para o bloco de assessoramento estatístico (emendas parlamentares)

13h – Encerramento

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Propaganda

BRASIL

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

Publicados

em

A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

Leia Também:  Conheça os avanços da educação brasileira nos últimos anos

Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

Leia Também:  MME destaca papel da mineração brasileira na agenda mundial de energia limpa

Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA