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MTE e Liga Coop lançam aplicativo de mobilidade urbana para motoristas cooperativados no Distrito Federal

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Com o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foi lançado nesta quarta-feira (17) o aplicativo Liga Coop – Passageiro, uma plataforma de mobilidade urbana formada por motoristas cooperativados no Distrito Federal. A iniciativa é da Federação Nacional das Cooperativas de Mobilidade Urbana (Liga Coop) e já reúne 100 motoristas na capital, integrantes da Cooperativa de Mobilidade Urbana do Distrito Federal (CoopmobiDF).

O lançamento ocorreu no auditório do MTE, em Brasília, e integrou a programação comemorativa do Dia Internacional e Nacional da Economia Solidária, celebrado em 15 de dezembro. O evento contou com a presença de autoridades e de representantes dos motoristas de aplicativo, reforçando o papel do cooperativismo como alternativa de geração de trabalho e renda no setor de mobilidade urbana.

Durante a cerimônia, o secretário nacional de Economia Popular e Solidária do MTE, Gilberto Carvalho, destacou que, embora a regulamentação dos aplicativos esteja avançando no Congresso Nacional, é fundamental pensar em alternativas que fortaleçam os trabalhadores, como o cooperativismo. “Se o trabalhador pode ser o dono do meio de produção e se ele pode fazer uma gestão, uma boa governança da empresa de forma autogestionária, ou seja, pelos próprios trabalhadores de forma cooperativa, ele é o melhor dos mundos, porque você elimina essa taxa de exploração”, explicou o secretário.

Gilberto Carvalho ressaltou ainda que gerir uma empresa solidária é um grande desafio. “O sucesso de vocês é o sucesso da economia solidária, não pode dar errado. Vocês têm o privilégio de serem pioneiros nesse processo e, ao mesmo tempo, são cobaias, porque é uma coisa que está começando. E quando uma coisa começa, a gente está muito sujeito ao erro e ao acerto. É assim que se vai aprendendo”, informou o secretário.

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Um dos principais desafios enfrentados pelos motoristas de aplicativo é o baixo valor das corridas repassado pelas grandes plataformas. No modelo cooperativista da Liga Coop, a taxa retida pela cooperativa será de apenas 12% do valor da corrida, o que assegura maior retorno financeiro e melhores condições de trabalho aos motoristas.

Para o presidente do Sindicato dos Motoristas Autônomos de Transporte Privado Individual por Aplicativos no Distrito Federal (Sindmaap-DF), Marcelo Chaves, o apoio do MTE tem sido fundamental para fortalecer o cooperativismo e contribuir para a organização do setor. “Desde 2023, estamos lutando para termos direitos. Foi daí que veio a ideia do cooperativismo junto ao MTE. Acreditamos que juntos podemos ir mais longe”, destacou Chaves.

Segundo Marcelo Santos, um dos fundadores da Liga Coop e presidente da Coopama, os motoristas vinculados às grandes plataformas chegam a trabalhar de 12 a 15 horas por dia para garantir o sustento da família. “A Liga Coop veio para mudar isso. Não é apenas sobre apoio financeiro, mas sobre recuperar nossa dignidade e o nosso bem mais precioso: o tempo. Tempo para viver com a família, curtir os filhos e ter momentos de lazer. Queremos devolver dignidade aos motoristas de aplicativo e trabalhadores”, explicou Santos.

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Liga Coop

Criada em 2023, a Federação Nacional das Cooperativas de Mobilidade Urbana, a Liga Coop, é resultado do intercooperativismo entre as cooperativas de mobilidade urbana e tem como objetivo oferecer melhores condições de trabalho e qualidade de vida aos motoristas, com remuneração mais justa, além de assegurar preços acessíveis aos usuários. Atualmente, as cooperativas que fazem parte da Liga Coop operam com uma plataforma alugada que conecta motoristas e passageiros. Com articulação do MTE e parceria da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), será construído um App próprio para a Liga Coop em 2026.

Atualmente, a Liga Coop reúne 12 cooperativas de motoristas de aplicativo em 10 estados, somando cerca de 6 mil trabalhadores em todo o país.

Para utilizar o serviço, basta acessar a loja de aplicativos do seu celular e buscar por “Liga Coop – Passageiro”.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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