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Norma que orienta o Selo Amazônia deve ser lançada até maio

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O lançamento da norma que vai orientar a certificação de produtos com o Selo Amazônia deve ocorrer até maio deste, segundo encaminhamento do Comitê Gestor do programa, em reunião realizada na última sexta-feira (6/3). Esta será a norma-mãe, a regra principal para produção dentro do programa

O selo foi criado em 2024 pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), onde é coordenado pela Secretaria Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV). O programa está alinhado à missão 5 da Nova Indústria Brasil (NIB), voltada para a bioeconomia e a descarbonização.

A reunião do Comitê foi presidida pela secretária da SEV, Julia Cruz. Foram elencados cerca de 100 produtos e famílias de produtos adequados aos macrocritérios do programa (recortes produtivo, territorial, de origem e de sustentabilidade).

Desses, 15 conjuntos foram indicados pelo Comitê considerando a relevância e presença de cada um em bases de negócios (Cadimpacto/MDIC; Inova Amazônia/ Sebrae; e Jornada Amazônia/Fundação Certi).

Também foram observados produtos já previstos em outras políticas do MDIC (Coopera+ e Fábrica de Bionegócios da Amazônia), além da existência de empreendimentos com produtos a partir dos bioinsumos indicados.

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A atual lista engloba os setores de alimentos e bebidas, higiene e perfumaria, bioenergia e biocombustíveis, e químicos e novos materiais. Os insumos definidos para o programa incluem açaí, babaçu, cupuaçu, andiroba, copaíba, castanha-do-Brasil, cacau, buriti, tucumã, jambu, cumaru, murumur, guaraná, pupunha e ucuúba.

A definição dos primeiros produtos a serem certificados com pelo Selo Amazônia dependerá da validação do Comitê Consultivo, que deve se reunir nas próximas semanas. Após esta etapa, a ABNT será a responsável por elaborar as normas técnicas necessárias à certificação.

Programa Selo Amazônia

O Programa Selo Amazônia consiste numa certificação que vai identificar e valorizar produtos e serviços produzidos de forma sustentável na Amazônia Legal. Será um selo de qualidade e sustentabilidade destinado a produtos elaborados na região, que utilizem matérias-primas oriundas da biodiversidade amazônica e que observem critérios ambientais, sociais e econômicos.

A fabricação deve ocorrer em algum dos nove estados da Amazônia Legal – Acre, Amazonas, Amapá, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Pará, Maranhão e Tocantins – e com insumos pertencentes ao bioma amazônico.

Por outro lado, quando a matéria-prima for originária do Bioma Amazônia, a etapa de industrialização pode ocorrer em qualquer Estado da Amazônia Legal.

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Além de gerar renda para as comunidades locais e incentivar a bioeconomia, o programa busca facilitar a comercialização desses produtos tanto no mercado nacional quanto internacional.

Diversos produtos podem receber o Selo Amazônia, como alimentos e bebidas amazônicos, cosméticos naturais, além de itens de moda e de ecodesign. No entanto, existem regras importantes para a concessão do selo.

Na prática, o Selo Amazônia vai funcionar como um “selo verde” da região, indicando que determinado produto foi elaborado de maneira sustentável e em respeito à floresta e às comunidades locais.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Paraná recebe projeto Defensoras Populares e conclui implementação da iniciativa em dez estados

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Curitiba, 27/6/2026 – O projeto Defensoras Populares será lançado neste sábado (27), em Curitiba (PR), marcando a conclusão do ciclo de implementação da iniciativa em dez estados brasileiros. Promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o projeto fortalece a educação em direitos, amplia o acesso à Justiça e contribui para a prevenção da violência de gênero por meio da formação de lideranças femininas em seus territórios.

O projeto integra o programa Antes que Aconteça, da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), e o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio. Desenvolvido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), tem como objetivo fortalecer redes comunitárias de proteção e ampliar o acesso das mulheres aos serviços de Justiça e assistência.

A cerimônia contará com a presença de deputadas federais, vereadoras, representantes do sistema de Justiça e do Governo Federal. Também participará da mesa de abertura a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reforçando o compromisso interinstitucional com o enfrentamento à violência contra as mulheres.

O lançamento ocorre em um contexto de agravamento da violência doméstica e familiar no estado. Segundo dados da Divisão de Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil do Paraná, mais de 70 mil denúncias foram registradas no último ano. No mesmo período, cerca de 32 mil medidas protetivas foram solicitadas. Embora os números tenham aumentado em relação ao ano anterior, especialistas apontam que esse crescimento também reflete uma maior disposição das vítimas em denunciar as agressões.

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Para a secretária nacional de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, os indicadores reforçam a necessidade de fortalecer as redes de proteção e garantir que as mulheres conheçam seus direitos e os mecanismos disponíveis para romper o ciclo da violência.

“A violência contra as mulheres não é um problema privado, é uma grave violação de direitos humanos que exige respostas coletivas e permanentes do Estado e da sociedade. O crescimento das denúncias também mostra que mais mulheres estão encontrando alternativas para pedir ajuda, e o projeto Defensoras Populares nasce justamente para ampliar esses caminhos, formando mulheres que se tornam pontes de informação, acolhimento e acesso à Justiça em suas comunidades”, afirma.

Com a conclusão da implementação nos dez estados contemplados, o projeto consolida uma estratégia nacional de prevenção baseada no fortalecimento de lideranças femininas, na promoção da cidadania e na construção de redes comunitárias capazes de identificar situações de violência, orientar mulheres sobre seus direitos e ampliar o acesso aos serviços de proteção.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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