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Nova Estratégia BIM BR avança com foco em regulamentação, obras públicas e inovação

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Estratégico para a modernização do setor da construção no Brasil, o Comitê Gestor da Nova Estratégia BIM BR realizou sua 4ª Reunião Ordinária na última quarta-feira (6). Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o encontro apresentou os avanços significativos do primeiro semestre de 2025 e delineou as ações prioritárias para consolidar o uso da metodologia Building Information Modeling (BIM) em todo o país.

Durante a abertura do evento, o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços, Uallace Moreira, ressaltou o caráter colaborativo da iniciativa. “Este trabalho só existe por causa de vocês. A estratégia está conectada a missões prioritárias do governo, como a da Nova Indústria Brasil, envolvendo não apenas a construção civil, mas também a infraestrutura de transportes e a digitalização de serviços públicos”, afirmou o secretário.

A reunião contou com a presença de representantes dosórgãos estratégicos que compõem o Comitê Gestor: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Ministério da Educação (MEC), Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério dos Transportes/DNIT, Ministério de Portos e Aeroportos, Ministério da Defesa, Ministério das Cidades e a Casa Civil, reforçando a importância da agenda para o governo federal.

Avanços em Obras Públicas e Regulamentação

Um dos principais destaques foi a crescente aplicação do BIM em programas federais de grande impacto. No âmbito do Novo PAC, o mapeamento de projetos padronizados que utilizam a metodologia está em plena expansão. Já foram aprovadas propostas de Creches do Tipo 1 (MEC/FNDE) e Unidades Básicas de Saúde (MS) que, ao adotarem modelos em BIM, garantem aos municípios projetos mais precisos, quantitativos acurados e uma melhoria significativa na qualidade e compatibilização das obras.

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No programa Minha Casa, Minha Vida, a Caixa Econômica Federal superou as metas estabelecidas no Plano de Trabalho , com nove contratações já utilizando a análise de engenharia em BIM, além de projetos-piloto voltados para a Habitação de Interesse Social.

Paralelamente, avança a proposta de regulamentação que tornará prioritário o uso do BIM na Administração Pública Federal, em linha com a Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021).

Capacitação, Governança e Inovação

No eixo de capacitação, as Caravanas BIM, promovidas pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), já passaram por Sergipe, Rio Grande do Sul e Maranhão, treinando agentes públicos locais com um cronograma que se estende até o fim de 2025. Além disso, está em curso uma pesquisa nacional para avaliar a maturidade do ensino de BIM nas universidades e institutos federais.

“Ainda temos o desafio de adaptar as grades curriculares a essas transformações. Precisamos preparar nossos profissionais para a construção civil do futuro”, destacou Uallace Moreira.

Anúncio da seleção de nova Célula BIM no Norte do país

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Na reunião, foi anunciada a vencedora do edital promovido pelo MDIC para a seleção de uma nova Célula BIM na região Norte do país. Ao todo, foram recebidas sete candidaturas, sendo a Universidade Federal do Pará a instituição que atendeu plenamente aos requisitos e obteve a maior pontuação. O curso de Engenharia Civil receberá aporte de equipamentos e apoio técnico para a transformação do ensino, com o objetivo de incluir do BIM em sua grade curricular, bem como de demais tecnologias da Construção 4.0.

Sustentabilidade e Próximos Passos

A integração entre BIM e sustentabilidade segue como prioridade, com o mapeamento de iniciativas voltadas à descarbonização do setor. Entre elas, um projeto da CAIXA em parceria com a USP para medir a emissão de CO₂ em projetos do MCMV e a articulação com a Taxonomia Sustentável Brasileira, coordenada pelo Ministério da Fazenda.

A 4ª Reunião Ordinária consolida um semestre de trabalho intenso e colaborativo, posicionando a Nova Estratégia BIM BR como um vetor fundamental para aumentar a produtividade, a qualidade e a sustentabilidade da construção civil brasileira.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Indústria brasileira está pronta para receber novos investimentos espanhóis, diz ministro

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Após dois dias de encontros com representantes do governo e empresários da Espanha para fortalecer parcerias em diversos setores, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que a Nova Indústria Brasil (NIB) está pronta para receber novos investimentos de grupos espanhóis nas seis missões da política industrial. O ministro integra a delegação brasileira em missão oficial à Europa, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco no fortalecimento de parcerias diplomáticas e econômicas.

Em reunião com empresários brasileiros e espanhóis , liderada pelo Presidente Lula, o ministro falou das amplas possibilidades de expansão do investimento espanhol no Brasil . “Ouvindo as senhoras e os senhores, eu fico imaginando que a NIB foi feita sob medida para a capacidade de investimento e de realização que têm os grupos econômicos espanhóis. A NIB é baseada em agroindústria, em infraestrutura, mobilidade, saneamento, em complexo econômico e industrial da saúde, transição digital, telecomunicações, na indústria da defesa e na bioeconomia. Ou seja, exatamente em torno de setores noticiados nessa mesa”, disse o ministro na sexta-feira (17/04) durante cúpula empresarial Brasil-Espanha, que também contou com  a participação .

Lançada em 2024, a Nova Indústria Brasil está estruturada em seis missões que buscam enfrentar desafios sociais a partir do desenvolvimento industrial. Um exemplo é a missão 2, voltada ao fortalecimento do complexo econômico-industrial da saúde, com foco no atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS).

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Para o financiamento de iniciativas, o governo federal criou o Plano Mais Produção, que prevê R$ 713,3 bilhões em recursos entre 2023 e 2026. Até o fim de 2025, já foram aprovados R$ 653 bilhões para projetos que impulsionam o desenvolvimento industrial.

Cenário seguro para investimentos

Márcio Elias Rosa destacou que o Brasil reúne tem segurança jurídica, estabilidade política e previsibilidade econômica, três atributos relevantes para a realização de investimentos pelo setor privado. “Indicadores sociais, indicadores econômicos mostram que no Brasil de hoje nós temos estabilidade econômica ou previsibilidade econômica, com exceção da taxa de juros, que é um problema gravíssimo, porque afugenta o investimento ou torna mais difícil a obtenção de crédito. O fato é que a inflação, o câmbio e outros indicadores macroeconômicos são extremamente positivos”, avaliou.

A entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia é um dos temas centrais dos encontros dessa missão presidencial.  O ministro ressaltou o apoio do governo espanhol à aprovação do acordo na União Europeia e destacou a importância de fortalecer o diálogo com o setor produtivo para ampliar o comércio bilateral.

A partir de 1º de maio, pelo menos 540 bens que são reciprocamente importados e exportados terão redução tarifária. “Por isso, é necessário que façamos diálogos com o setor privado e com o setor público. Alguns produtos, milho, etanol, arroz, proteína animal, suína ou de aves, começam já a ter cotas e a alíquota é zero. E nós precisamos de um setor privado devidamente informado para que esse comércio se expanda”, explicou.

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Para Márcio Elias Rosa, o acordo Mercosul-UE também é uma oportunidade para modernizar o parque industrial brasileiro. “Há necessidade de nós integrarmos as cadeias produtivas cada dia mais e mais, até para reduzir as nossas dependências. Eu cito como exemplo a política de biocombustíveis, seja de etanol, seja de SAF – combustível sustentável de aviação – ou de biodiesel. E é preciso reforçar parcerias para responder às intempéries da geopolítica, promover sempre diversidade nas parcerias comerciais”, concluiu.

Próximas agendas

Depois da Espanha, a delegação brasileira chegou à Alemanha, nos dias 19 e 20, em Hannover, onde é realizada a maior feira de tecnologia industrial do mundo. O Brasil é o parceiro oficial deste ano.

No domingo, o ministro Márcio Elias Rosa participa da 52ª Comissão Mista de Cooperação Econômica Alemanha–Brasil (Comista).  Já na segunda-feira (20), estará na abertura do Pavilhão Brasil e participará de painéis de debates sobre desenvolvimento e desafios geopolíticos globais.

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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