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Operação Dark Chain prende investigado por abuso sexual infantojuvenil no ambiente digital
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Rio de Janeiro, 8/6/26 – Com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCRJ) deflagrou, nesta segunda-feira (8), a Operação Dark Chain. A ação resultou na prisão em flagrante de um homem investigado por armazenar conteúdo de abuso sexual infantojuvenil.
A investigação teve como objetivo identificar e responsabilizar pessoas envolvidas na aquisição, no armazenamento e no compartilhamento de conteúdos ilícitos envolvendo crianças e adolescentes em ambientes digitais.
Durante as diligências, as equipes especializadas encontraram indícios do uso de recursos tecnológicos avançados para acessar e disseminar esse tipo de conteúdo em ambientes da internet aberta e em áreas de acesso restrito da rede. As apurações também contaram com a análise de movimentações financeiras realizadas por meio de criptoativos, permitindo aprofundar as investigações e identificar evidências relevantes para a responsabilização do investigado.
Prisão em flagrante
Durante a prisão no bairro de Jacarepaguá, na capital fluminense, também foram recolhidos dispositivos eletrônicos pertencentes ao investigado. Durante análise preliminar dos equipamentos, os policiais localizaram centenas de arquivos com registros de abuso sexual infantojuvenil, configurando situação de flagrante delito.
O investigado foi preso pela prática do crime previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tipifica a conduta de adquirir, possuir ou armazenar material contendo cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.
A Operação Dark Chain evidencia a importância da integração entre as polícias judiciárias e os órgãos especializados em inteligência e investigação cibernética no enfrentamento aos crimes praticados contra crianças e adolescentes no ambiente digital. A cooperação entre as instituições fortalece a capacidade de identificar autores, rastrear ativos digitais e produzir conhecimento técnico voltado à proteção de grupos vulneráveis.
As investigações prosseguem para a identificação de eventuais conexões com outros envolvidos e para o aprofundamento das análises decorrentes do material apreendido.
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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



