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Operação Sepulcro Caiado cumpre mandados de prisão e bloqueio de R$ 211 milhões

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Brasília, 27/02/2026 – Com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro (DLAV/DEIC), deflagrou, nesta sexta-feira (27), a Operação Sepulcro Caiado. A ação tem como objetivo desarticular organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro, tendo o estelionato como crime antecedente.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 211 milhões em bens e valores dos investigados. Também foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão nos estados do Ceará (CE), Mato Grosso (MT), Rio Grande do Sul (RS), Santa Catarina (SC) e São Paulo (SP).

A operação contou com apoio logístico e operacional da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), no âmbito do Projeto I.M.P.U.L.S.E. A iniciativa possibilitou o deslocamento de equipes e a integração com as Polícias Civis do Ceará (PCCE), de Mato Grosso (PCMT), do Rio Grande do Sul (PCRS), de Santa Catarina (PCSC) e de São Paulo (PCSP). A cooperação fortaleceu a execução simultânea das ações e o intercâmbio de informações estratégicas.

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Como a organização atuava

A investigação identificou um esquema estruturado em várias camadas. O grupo recrutava “laranjas” para abrir contas em instituições financeiras digitais e corretoras de criptoativos, com uso de fraudes na verificação de identidade. O objetivo era pulverizar valores ilícitos e dificultar o rastreamento pelas autoridades.

Também foi identificado o uso de empresas de fachada nas regiões Nordeste e Sul do país. Essas empresas simulavam operações comerciais para dar aparência de legalidade aos recursos movimentados.

A análise de dispositivos eletrônicos e de relatórios de inteligência financeira permitiu identificar operadores de alto escalão. Um dos investigados movimentou mais de R$ 318 milhões, apesar de constar como beneficiário de auxílio emergencial.

A operação representa avanço no enfrentamento à lavagem de dinheiro e na descapitalização de organizações criminosas, especialmente das que utilizam tecnologias financeiras e criptoativos para ocultar recursos ilícitos.

Participaram da ação policiais do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LABLD), da Delegacia de Crimes Ambientais e contra as Relações de Consumo (DCAC), da Delegacia de Defraudações (DD), da Delegacia de Furto e Roubo de Cargas (DFRC), da Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS), da Diretoria de Polícia da Grande Florianópolis (DPGF) e das Polícias Civis do Ceará (PCCE), de Mato Grosso (PCMT), do Rio Grande do Sul (PCRS), de Santa Catarina (PCSC) e de São Paulo (PCSP).

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O MJSP, por meio da Senasp e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), reafirma o compromisso com o fortalecimento das Polícias Judiciárias e com a promoção de operações integradas em todo o território nacional.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira

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Brasília, 11/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou nesta quinta-feira (11), no Palácio do Itamaraty, da cerimônia de premiação do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação. A iniciativa reconheceu trabalhos jornalísticos e projetos de comunicação voltados à defesa dos direitos humanos, do meio ambiente, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.

Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

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Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.

“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.

Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.

Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.

“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.

Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente

Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.

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Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.

Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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