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Pacto pelo Trabalho Decente em Grandes Eventos fortalece setor que movimenta bilhões e gera milhares de empregos no Brasil

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizou, nesta quinta-feira (25), em Brasília, a cerimônia de assinatura do Pacto pelo Trabalho Decente em Grandes Eventos, iniciativa construída em diálogo com representantes de trabalhadores, empregadores, Ministério da Cultura (Minc), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O pacto estabelece um marco institucional de cooperação voltado à promoção de relações de trabalho dignas, seguras e em conformidade com a legislação em um setor que se destaca pela relevância econômica, cultural e social no país. Durante a cerimônia, 10 empresas do setor aderiram formalmente à iniciativa, ampliando o alcance das ações e o compromisso com a melhoria das condições de trabalho na cadeia produtiva dos grandes eventos.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou a importância do engajamento para o sucesso da iniciativa. “A assinatura desse pacto é motivo de muita satisfação. Para executá-lo, não basta vontade do governo, é preciso que cada CNPJ do nosso país assuma essa responsabilidade”, afirmou.

Ele também ressaltou o papel do diálogo social. “É possível atingir os objetivos se cada um de nós acreditar para valer nesse processo, estimulando a negociação coletiva”, disse.

Para fins da iniciativa, considera-se grande evento aquele com público diário e simultâneo superior a cinco mil pessoas, independentemente do local de realização ou da infraestrutura envolvida. Esses eventos abrangem atividades como shows, festivais, eventos esportivos, congressos, feiras e exposições, mobilizando milhares de trabalhadores em áreas como montagem de estruturas, segurança, logística, atendimento ao público e serviços de apoio. A adesão das empresas ao pacto é voluntária.

Construção coletiva

O coordenador-geral dos Pactos pelo Trabalho Decente do MTE, Guilherme Candemil, destacou o caráter consensual da iniciativa. Ele apresentou os principais objetivos: promover ambientes de trabalho seguros e saudáveis; fortalecer a negociação coletiva; disseminar boas práticas trabalhistas; estimular a formalização das relações de trabalho, especialmente no combate a fraudes; e erradicar o trabalho infantil e o trabalho análogo à escravidão.

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Segundo Candemil, o pacto prevê ainda a criação de uma mesa tripartite permanente de diálogo, composta por representantes de trabalhadores, empregadores e governo. “Será uma instância de caráter consultivo e orientativo, voltada à construção de soluções consensuais, que será o núcleo do pacto”, explicou.

“Com o pacto, prevê-se a criação de uma maior segurança jurídica para o setor”, acrescentou Candemil.

O ministro da Cultura em exercício, Márcio Tavares, destacou a relevância do setor para o país e ressaltou que a iniciativa atende a uma demanda histórica. “O Brasil é um dos maiores produtores de grandes eventos do mundo, com festivais de música, carnaval, shows, feiras literárias e eventos esportivos que movimentam bilhões de reais e empregam centenas de milhares de trabalhadores. Essa potência econômica precisa vir acompanhada de dignidade e proteção social”, disse.

Representantes das centrais sindicais ressaltaram o papel do pacto na garantia de direitos e na visibilidade dos trabalhadores do setor. Para o diretor da Força Sindical, William Ferreira da Silva, o crescimento do segmento exige iniciativas estruturantes. “O Brasil cresceu muito no setor de grandes eventos, com muita visibilidade, então são muito importantes ações como essa”, afirmou.

A secretária-adjunta para assuntos de acessibilidade da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Márcia Adão, destacou a dimensão social da iniciativa. “Hoje é um dia histórico. De nada adianta ter eventos grandiosos se não tivermos condições dignas de trabalho”, declarou.

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Já o secretário-geral da CUT, Renato Zulato, enfatizou a importância do acompanhamento da implementação. “Vamos estar atentos para dar visibilidade a esse pacto para os trabalhadores”, destacou.

Impacto econômico e fortalecimento do setor

O presidente da Fecomércio-SP, Ivo Dall’Acqua Júnior, apontou o potencial econômico gerado pelos grandes eventos. “O Brasil cresce muito nessa área e a tendência é que isso se multiplique. Ações dessa natureza alavancam outras atividades econômicas”, disse.

Na avaliação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a iniciativa reforça princípios essenciais do mundo do trabalho. “Do ponto de vista da OIT, essa iniciativa é de grande relevância, por ser um grande exercício de diálogo e tripartismo”, destacou José Ribeiro, oficial em Geração de Conhecimento para a Promoção do Trabalho Decente.

O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, enfatizou a centralidade da prevenção. “Nós temos o compromisso de diminuir as fatalidades e os acidentes de trabalho. Nossa preocupação é, primeiro, a atuação pedagógica e preventiva, com políticas públicas, antes de uma ação fiscalizatória”, afirmou.

Pactos pelo Trabalho Decente

Com caráter cooperativo, voluntário e orientador, o pacto não cria novas obrigações legais, mas estabelece compromissos de cooperação entre os signatários para fortalecer o trabalho decente no setor. A iniciativa integra a estratégia do MTE de desenvolver pactos setoriais e consolida um referencial nacional para a organização das relações de trabalho em um segmento marcado pela diversidade de vínculos e pela intensa dinâmica produtiva.

A cerimônia foi transmitida ao vivo pelo canal do MTE no YouTube e pode ser assistida aqui.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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PND: 14 municípios do Acre aderiram ao exame

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O estado do Acre registrou a adesão de 14 municípios à Prova Nacional Docente (PND) em 2026. O número representa 63,6% do total de cidades no estado (22). A adesão ao exame teve um crescimento de 31,79% em comparação à edição de 2025, quando apenas sete municípios acreanos participaram.

As inscrições deste ano estão abertas até 3 de julho, no Sistema PND. O Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), aplicará a prova no dia 20 de setembro. Confira a lista de municípios em que haverá aplicação do exame.

Em 2026, a adesão à PND passou a ter validade por tempo indeterminado. Isso significa que as redes que aderiram poderão utilizar os resultados da prova nos próximos anos sem a necessidade de nova adesão, bastando prever, expressamente, o uso dos resultados da PND em seus editais de seleção. 

Brasil – Em 2026, 2.031 entes federativos aderiram à Prova Nacional Docente (PND), esse número representa uma participação de 96% das capitais e 85% dos estados brasileiros. Em comparação com 2025, a adesão ao exame cresceu mais de 30%. Do total de entes que aderiram ao exame, 615 manifestaram interesse em utilizar os resultados da PND em seus processos seletivos deste ano.

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Confira a adesão à PND por unidade da Federação (UF):

UF

Adesão PND 2026

Nº municípios aderidos

AC

63,6%

14

AL

60,8%

62

AM

83,9%

52

AP

62,5%

10

BA

32,6%

136

CE

20,7%

38

DF

0,0%

0

ES

35,9%

28

GO

39,0%

96

MA

21,7%

47

MG

31,4%

268

MS

65,8%

52

MT

54,2%

77

PA

31,9%

46

PB

26,0%

58

PE

31,4%

58

PI

34,4%

77

PR

38,6%

154

RJ

65,2%

60

RN

33,5%

56

RO

94,2%

49

RR

40,0%

6

RS

28,0%

139

SC

50,5%

149

SE

25,3%

19

SP

36,6%

236

TO

14,4%

20

PND – A Prova Nacional Docente tem como objetivo contribuir para a melhoria da qualidade dos processos seletivos de professores, a fim de incentivar não apenas a realização de concursos públicos mais frequentes, mas também a ampliação da presença de profissionais mais qualificados nas redes públicas de ensino.

O exame soma-se a outras iniciativas do programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações integradas para promover a valorização e a qualificação do magistério da educação básica e o incentivo à docência no Brasil.

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Diretrizes –Edital Inep nº 67/2026 dispõe sobre as regras e os procedimentos para a realização da PND. A prova terá a mesma matriz da avaliação teórica do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) das Licenciaturas, que, desde a sua edição de 2024, tem enfoque nos cursos de formação docente. Neste ano, será aplicada no dia 20 de setembro, e os anos subsequentes contarão também com a avaliação.

Mais Professores – Instituído pela Lei nº 15.344/2026 e pelo Decreto nº 12.358/2025, o programa Mais Professores para o Brasil foi criado em reconhecimento ao papel central dos docentes no processo de aprendizagem dos estudantes e no sucesso das políticas educacionais. A iniciativa busca fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério, proporcionando-lhes recursos e oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo. Além disso, estima-se que o programa atenda 2,3 milhões de docentes em todo o país, com as seguintes iniciativas, além da PND: Bolsa Mais Professores, Pé-de-Meia Licenciaturas, Portal de Formação, bem como ações de valorização em parceria com bancos públicos e outros ministérios.   

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva (SE)

Fonte: Ministério da Educação

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