BRASIL
Pará recebe R$ 45 milhões e 16 viaturas do Fundo Nacional de Segurança Pública
BRASIL
Belém, 27/05/2025 – Foi oficializado durante a abertura do II Encontro Nacional do ComprasSusp, nesta terça-feira (27), o repasse de R$ 45 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e da entrega de R$ 3,1 milhões em viaturas ao Pará (PA).
A solenidade ocorreu no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém, e contou com a presença da diretora do Fundo Nacional, Camila Pintarelli; do governador do Pará, Helder Barbalho; e do titular da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do estado, Ualame Machado.
“A ocasião é extremamente especial: além da materialização das doações de equipamentos adquiridos com recursos do FNSP, fizemos a assinatura simbólica do repasse de R$ 45 milhões do fundo a fundo ao Pará. Foi um dia muito importante para nós e, especialmente, para o Pará, que em breve receberá a COP 30”, declarou Camila.
O repasse foi feito por meio de transferências obrigatórias que o FNSP faz para os fundos estaduais de segurança anualmente, na modalidade conhecida como repasse fundo a fundo. Segundo a diretora, o FNSP destinará mais de R$ 1,1 bilhão a todos as unidades federativas em 2025.
Para o Pará, foram entregues 16 veículos — cinco 4×4 Mitsubishi L200, totalizando R$ 1,3 milhão; e 11 Fiat Cronos, no valor total de R$ 1,2 milhão — e uma embarcação (R$ 578 mil). Os automóveis serão destinados às Polícias Civil e Militar e Corpo de Bombeiros Militar, enquanto a embarcação vai para o Grupamento Fluvial de Segurança Pública.
“A união dos esforços das secretarias estaduais com o MJSP permitirá compras competitivas que fortaleçam, cada vez mais, a integração do sistema nacional de segurança, para que chegue mais tecnologia a todas as polícias do Brasil e para que possamos trocar estratégias que integrem as ações de combate à criminalidade em nosso País”, disse o governador Helder Barbalho.
Estrutura do FNSP
O FNSP, principal ferramenta de financiamento da segurança pública no Brasil, é abastecido com receitas das lotéricas e de emendas parlamentares. Parte do dinheiro dessa reserva é obrigatoriamente transferido de forma direta aos estados e ao Distrito Federal. Trata-se das transferências fundo a fundo. Elas saem do fundo nacional e são depositadas nos fundos locais mediante apresentação e aprovação de planos de aplicação.
O uso dos recursos é regulamentado pela Portaria nº 685, em que há o detalhamento das áreas temáticas e os procedimentos para aplicação desses recursos. Ela estabelece que é preciso definir projetos, atividades, metas e indicadores de resultados.
A portaria também especifica que os recursos devem ser aplicados em custeio e investimento, com uma divisão entre os tipos de despesas, e proíbe, por exemplo, pagamento de pessoal e aquisição de materiais de escritório. Também são delineadas as diretrizes para a aplicação do dinheiro, com foco em ações de prevenção à violência, aprimoramento digital das forças de segurança e capacitação profissional. Além disso, ela estabelece critérios para a utilização excepcional da verba em situações de emergência ou calamidade pública e determina a realização de auditoria e rastreabilidade dos equipamentos adquiridos.
BRASIL
Dia Internacional de Combate à Pirataria alerta para relação entre mercados ilícitos e crime organizado
Brasília, 10/6/2026 – O Dia Internacional de Combate à Pirataria, celebrado em 10 de junho, chama atenção para os impactos da comercialização de produtos falsificados, do contrabando e de outras práticas ilegais que violam a propriedade intelectual.
A pirataria movimenta recursos que podem financiar organizações criminosas envolvidas em atividades como contrabando, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e outros delitos. Por isso, a compra de produtos falsificados não é uma prática sem consequências e pode contribuir para a manutenção de redes ilícitas que atuam fora dos mecanismos de controle do Estado.
Além dos impactos econômicos, produtos falsificados podem representar riscos à saúde e à segurança dos consumidores. Como não passam por processos regulares de fiscalização e controle de qualidade, esses itens podem apresentar falhas de fabricação, composição inadequada e descumprimento de requisitos técnicos exigidos pela legislação. Medicamentos, cosméticos, bebidas, eletrônicos, peças automotivas, roupas e acessórios estão entre os produtos frequentemente alvo de falsificação.
No Brasil, as ações de enfrentamento à pirataria são coordenadas pelo Conselho Nacional de Combate à Pirataria e aos Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP), vinculado à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O Conselho atua na articulação entre órgãos públicos e entidades da sociedade civil para fortalecer ações de fiscalização, prevenção, capacitação e conscientização.
As iniciativas integram a Política Nacional de Combate à Pirataria (PNCP), que reúne ações voltadas à proteção da propriedade intelectual, ao enfrentamento dos mercados ilícitos e ao fortalecimento da cooperação entre os setores público e privado.
A orientação aos consumidores é comprar produtos em estabelecimentos regulares, verificar a procedência das mercadorias, exigir nota fiscal e desconfiar de preços incompatíveis com os praticados no mercado. Denúncias sobre a comercialização de produtos falsificados também auxiliam o trabalho dos órgãos responsáveis pela fiscalização e repressão dessas práticas.
O combate à pirataria depende da atuação coordenada do poder público, do setor produtivo e da sociedade. A conscientização dos consumidores contribui para reduzir a circulação de produtos ilegais, fortalecer a economia formal e dificultar o financiamento de atividades criminosas.
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