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Páscoa e Tiradentes: maior feriado do ano deve movimentar mais de 2,6 milhões de passageiros nos aeroportos do país
BRASIL
O Brasil se prepara para um dos períodos de maior movimentação aérea dos últimos anos. Entre os dias 16 e 22 de abril, quando se celebram os feriados da Sexta-feira Santa e de Tiradentes, mais de 2,6 milhões de passageiros devem circular pelos aeroportos do país. A expectativa reafirma o bom momento vivido pelo turismo nacional, que cresceu 18% em comparação ao mesmo período do ano passado, e consolida o setor como motor da economia, impulsionando empregos, fortalecendo destinos e promovendo a integração entre as diversas regiões do Brasil.
“O setor aéreo é um termômetro da vitalidade do turismo nacional. A movimentação esperada para este feriadão mostra que o brasileiro está viajando mais, conhecendo o Brasil e movimentando a economia. Continuamos trabalhando para tornar o turismo um dos grandes vetores de desenvolvimento econômico e social do país”, afirma o ministro do Turismo, Celso Sabino. O levantamento feito pelo Ministério do Turismo com base nas informações fornecidas pelas principais concessionárias aéreas do país.
No Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, a expectativa é de 700 mil passageiros, sendo 440 mil em voos domésticos. O dia 17 de abril deve ser o mais movimentado, com previsão de 125 mil passageiros em trânsito. Os destinos mais procurados incluem Recife, Porto Alegre e Rio de Janeiro.
A Rede Infraero, com dez terminais operando voos comerciais regulares, estima 115 mil passageiros e 996 operações aéreas no período. O número representa um salto de 224% em comparação com o mesmo feriado no ano passado. Os dias 17 e 22 de abril devem concentrar os maiores fluxos, com mais de 24 mil passageiros cada.
Em Brasília, o feriado terá um sabor especial. Além da Páscoa e de Tiradentes, a capital federal comemora 65 anos no dia 21 de abril. No total, o terminal deve receber cerca de 285 mil passageiros, segundo estimativas da Inframerica.
Nos terminais administrados pela CCR Aeroportos, a previsão é de mais de 428 mil passageiros, com destaque para o Aeroporto Internacional de Confins (MG), que deve receber 190 mil viajantes, seguido por Curitiba (68,7 mil) e Goiânia (45,4 mil). O aumento é de quase 8% em relação ao ano passado, sinalizando a consolidação da retomada turística.
A Fraport Brasil, responsável pelos terminais de Porto Alegre e Fortaleza, também projeta fluxo intenso: mais de 114 mil passageiros devem passar pelos aeroportos entre 18 e 21 de abril, em mais de 800 voos programados. Já a Aena Brasil, que opera 17 aeroportos no país, prevê 5.234 operações aéreas no período, refletindo a intensa movimentação nos principais corredores turísticos do Brasil.
Com destinos variados e datas comemorativas unificadas, o feriadão de abril se consolida como um dos períodos mais aquecidos do ano para o turismo nacional, comprovando o vigor do setor e sua contribuição para o crescimento do Brasil.
TURISMO RODOVIÁRIO – Não só pelo ar que o turismo vai estar bombando. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestres de Passageiros (Abrati), deve haver um aumento de 60% no número de viagens interestaduais ao longo dos quatro dias de folga, de 18 a 21 de abril.
De acordo com a entidade, empresas do setor planejam a oferta de ônibus extras no período. A previsão de alta pode variar conforme a região do país. No Rio de Janeiro, por exemplo, onde ainda haverá um feriado municipal na quarta-feira (23.04) – quando é celebrado o Dia de São Jorge -, a procura pelas passagens de ônibus para outras Unidades da Federação deve registrar uma ampliação de até 80% neste ano, favorecendo a chegada de turistas a diversos destinos.
Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



