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Pesquisa aponta ampla adesão à restrição de celulares nas escolas

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Um ano após a entrada em vigor da Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de aparelhos celulares para fins não pedagógicos nas escolas de educação básica, uma pesquisa coordenada pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apontou ampla adesão à medida em todo o país. Segundo o levantamento, 92% dos gestores escolares afirmam que a legislação já está sendo implementada nas instituições, sendo que 45% consideram o processo consolidado e 47% avaliam que a implementação está em curso, apesar de ainda enfrentarem desafios. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 30 de junho, pela secretária de Educação Básica, Katia Schweickardt.  

Durante a apresentação dos dados, a secretária Katia Schweickardt destacou que a legislação busca orientar o uso equilibrado das tecnologias no ambiente escolar e ressaltou os resultados observados no primeiro ano de implementação. “Essa lei, na verdade, tenta ser uma forma de a gente posicionar, junto a várias outras estratégias, o lugar da tecnologia no fazer educacional. Um ano para uma lei é pouca coisa, mas, nesse pouco tempo, conseguimos colocar os pilares de pé e já estamos vendo a efetividade dessa iniciativa. Ressalto que não estamos demonizando o uso dos celulares. O uso equilibrado da tecnologia é bom, o que a torna uma inimiga é a forma que a gente a utiliza“.  

A Pesquisa Nacional 1º ano da Lei nº 15.100/2025 contou com a seleção de 8.189 escolas da educação básica, distribuídas em todas as unidades da Federação, com dados representativos a nível nacional das escolas públicas e privadas e, para a rede pública, dos anos iniciais e finais do ensino fundamental e do ensino médio. Nesta primeira etapa, foram divulgados os resultados referentes à percepção dos gestores escolares. Os dados relativos aos professores serão apresentados no segundo semestre.  

Os gestores apontam mudanças significativas no uso de celulares nas escolas. Antes da lei, 13% das instituições permitiam utilizar o aparelho em qualquer espaço e horário. Após a implementação da norma, esse percentual caiu para zero. Já a restrição do uso de celulares em todos os espaços escolares passou de 20% para 48% das escolas. Nas redes públicas, o modelo predominante passou a ser o uso pedagógico mediado por profissionais da educação.   

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Entre os impactos percebidos pelos entrevistados, 97% concordam que a medida contribuiu para ampliar a participação dos estudantes nas atividades pedagógicas. Outros 95% avaliam que a restrição favoreceu a socialização presencial e a concentração durante as aulas. Além disso, 88% associam a política à redução de conflitos, agressões digitais e episódios de cyberbullying.  

A pesquisa também aponta efeitos positivos relacionados ao bem-estar dos estudantes. Para 86% dos gestores, a política contribuiu para reduzir a ansiedade no ambiente escolar. Já 67% das escolas relataram aumento de atividades manuais, lúdicas e artísticas sem telas, enquanto 56% observaram crescimento de atividades pedagógicas realizadas fora da sala de aula.  

Educação digital Os dados mostram que a restrição ao uso não pedagógico dos celulares não resultou em redução das atividades educacionais com tecnologias digitais. Mais da metade das escolas públicas (51%) ampliou ações de educação digital e midiática em 2025, e outras 36% informaram que iniciariam atividades em 2026. Além disso, 86% das escolas indicaram manutenção ou ampliação das atividades pedagógicas com tecnologias após a implementação da lei. A percepção dos gestores reforça esse cenário: 71% discordam da afirmação de que a restrição ao uso dos celulares limita o desenvolvimento de habilidades digitais dos estudantes.  

Desafios Entre os principais desafios apontados pelos gestores estão a adesão dos estudantes às novas regras e a infraestrutura necessária para o armazenamento dos aparelhosambos os aspectos foram mencionados por 39% dos entrevistados. O fortalecimento da parceria com as famílias e a ampliação da formação dos profissionais da educação aparecem entre as prioridades para a continuidade da política.  

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Ao abordar esses desafios para consolidar a política, Katia Schweickardt também destacou que a restrição ao uso de celulares deve ser acompanhada de investimentos em infraestrutura e espaços que favoreçam outras formas de aprendizagem, convivência e desenvolvimento dos estudantes. Segundo ela, o Novo PAR é uma das principais ferramentas do MEC para apoiar estados e municípios nesse planejamento. “Em questão de infraestrutura, nós temos uma ferramenta muito importante, que é o Novo PAR. Há muitas indagações sobre ‘falta isso, falta aquilo’, mas, na verdade, o que falta é planejamento. O Novo PAR é uma ferramenta que apoia desde o diagnóstico até a conclusão do entendimento sobre as necessidades educacionais da região”.  

Pesquisa A Pesquisa Nacional 1º ano da Lei nº 15.100/2025 foi conduzida pela Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Instituto Alana, com cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O estudo ouviu gestores de escolas públicas e privadas de todas as unidades da Federação e buscou compreender como as redes de ensino vêm implementando a legislação, além de identificar estratégias adotadas, desafios e percepções sobre seus efeitos no cotidiano escolar.  

A pesquisa utilizou amostra probabilística nacional definida pelo Inep, com representatividade para escolas públicas e privadas. Foram selecionadas 8.189 escolas em todo o país e aplicados questionários entre março e abril de 2026.  

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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Programa Recicla Indústria fortalece cooperativas de catadores no Distrito Federal

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV), celebrou dois termos de fomento voltados à modernização de cooperativas de catadoras e catadores de materiais recicláveis no Distrito federal. 

As iniciativas são executadas pelo programa Recicla Indústria, coordenado pela SEV/MDIC, e somam R$ 1,5 milhão em investimentos viabilizados por emenda parlamentar. 

A Central Nacional das Cooperativas de Trabalho de Reciclagem (CCO Nacional) definiu a Associação Recicle a Vida como polo estratégico de consolidação de cargas, em razão de sua infraestrutura operacional e de sua localização estratégica.

Nesse contexto, os recursos serão destinados à Associação Recicle a Vida e à Central das Cooperativas de Produção e/ou Serviços de Catadores de Materiais Recicláveis do Distrito Federal e Ride DF (Rede Alternativa). 

O primeiro termo de fomento prevê investimento de R$ 650 mil para fortalecer a capacidade produtiva e a eficiência logística das cooperativas associadas. Entre as ações previstas estão a aquisição e instalação de uma prensa enfardadeira com perfurador de PET, equipamento que permitirá ampliar o beneficiamento de materiais recicláveis e aumentar a competitividade econômica da cadeia da reciclagem. 

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A associação Recicle a Vida atua na coleta seletiva, triagem, beneficiamento e comercialização de materiais recicláveis e reutilizáveis, além de desenvolver ações voltadas à inclusão social, capacitação profissional e fortalecimento comunitário. 

Já o termo de fomento com a Rede Alternativa prevê investimento de R$ 850 mil para aquisição de equipamentos e contratação de serviços técnicos especializados que contribuirão para a modernização das cooperativas integrantes da rede. 

Os recursos serão destinados à elaboração de cinco planos de negócios individualizados, aquisição de empilhadeira, plataforma de triagem, esteiras de alimentação, separação e processamento de materiais recicláveis, ampliando a capacidade operacional das organizações beneficiadas. 

A iniciativa contempla diretamente as cooperativas Coopere e Cooperar Brasil, que receberão investimentos para modernização de suas estruturas produtivas, além de outras cinco cooperativas filiadas que serão apoiadas na elaboração de planos de negócios voltados ao fortalecimento da gestão e da sustentabilidade econômica.

 Para a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV/MDIC), Julia Cruz, as parcerias ampliam a capacidade produtiva, operacional e gerencial destas organizações, melhoram as condições de trabalho dos cooperados e fortalecem a economia circular. 

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“Nosso compromisso é garantir que a renda gerada na reciclagem fique com quem faz esse trabalho na ponta. As catadoras e os catadores sustentam uma atividade de enorme valor social e ambiental, e o nosso papel é criar as condições para que sejam reconhecidos e valorizados por isso”, explica. 

Economia circular

As duas parcerias integram as ações do programa Recicla Indústria, coordenado SEV/MDIC, que busca fortalecer a cadeia da reciclagem e promover a inclusão produtiva dos catadores de materiais recicláveis no contexto da economia circular.

 Os termos de fomento foram anunciados na última sexta-feira (26/9), durante visita da secretária Julia Cruz e equipe da SEV e do autor das emendas parlamentares, deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) às sedes das cooperativas.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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