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Portaria do MEC regulamenta ferramentas de dados da educação

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O Ministério da Educação (MEC) publicou, no Diário Oficial da União (DOU) de quinta-feira, 26 de março, a Portaria nº 269/2026, que regulamenta a Infraestrutura Nacional de Dados da Educação (EducaDados) e institui a nova Plataforma Nacional de Dados da Educação. As novas ferramentas fazem parte das ações previstas no Sistema Nacional de Educação (SNE) e têm o objetivo de promover o uso de informações para aperfeiçoar a gestão educacional e auxiliar na criação de políticas públicas baseadas em evidências empíricas. A implementação da EducaDados ocorrerá de forma gradual, em diálogo com os sistemas de ensino, e de acordo com as disponibilidades administrativas, tecnológicas e orçamentárias. 

A portaria estabelece que a EducaDados é o arcabouço normativo institucional, composto pelas normas, padrões técnicos, arquiteturas e sistemas que possibilitarão a integração e o uso compartilhado de dados. Já a Plataforma Nacional de Dados da Educação será a camada mais visível, onde será possível acessar de forma simplificada bases educacionais, painéis públicos e personalizados, como as informações referentes aos alunos, aos professores e às escolas. A partir da contínua integração de bases por meio da interoperabilidade entre sistemas, será possível qualificar progressivamente a qualidade e a confiabilidade dos dados, que poderão ser utilizados de forma estratégica para o planejamento, a execução, o monitoramento e a avaliação das iniciativas educacionais e para a transparência na gestão. 

O documento também define que os conjuntos mínimos de dados educacionais a serem compartilhados serão definidos e atualizados pelo MEC. Para isso, serão observadas a finalidade pública, a necessidade e proporcionalidade do tratamento de dados, a padronização e interoperabilidade das bases, além da proteção de dados pessoais. Além disso, também caberá aos sistemas de ensino observarem os padrões técnicos e modelos informacionais definidos no âmbito da EducaDados. 

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Para apoiar a implementação e assegurar uma construção colaborativa dos instrumentos, também foi instituído o Comitê Consultivo da Infraestrutura Nacional de Dados da Educação (CC/EducaDados). O grupo terá como competências: propor diretrizes para a implementação da EducaDados; promover articulação entre os sistemas de ensino; contribuir para a definição de padrões de interoperabilidade; apoiar a definição dos conjuntos mínimos de dados educacionais; acompanhar a implementação da Plataforma Nacional de Dados da Educação; e emitir recomendações sobre governança e compartilhamento de dados educacionais. 

Contexto – Por ser um país muito grande, o Brasil conta com uma estrutura educacional robusta composta por 46 milhões de estudantes, 2,4 milhões de professores e 178,7 mil escolas, o que se transforma em desafio na construção da política de educação do país. Com a EducaDados, os dados deixam de ser apenas registros desconexos e passam a ser instrumentos para reduzir invisibilidades, qualificar decisões e melhorar a trajetória educacional de milhões de brasileiros. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais (Segape) 

Fonte: Ministério da Educação

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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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