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Posto avançado do Sine montado na Esplanada dos Ministérios oferece mais de 700 oportunidades de emprego
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Está em busca de uma oportunidade de emprego? O posto da Casa do Trabalhador, que funciona até sexta-feira (9) no estacionamento do Ministério do Trabalho e Emprego na Esplanada dos Ministérios em Brasília está oferecendo mais de 700 oportunidades em todo o Distrito Federal. Os salários chegam até R$ 4.000,00 nas vagas oferecidas pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine) no local. Além de se candidatar a vaga de emprego, o visitante pode aproveitar as atrações e outros serviços disponíveis, ou ainda, provar os diversos pratos da culinária brasileira.
A assistente administrativa da Ouvidoria Geral do Ministério da Previdência Social, Fernanda Feijó de Carvalho, é uma dessas pessoas. A servidora de 35 anos passeava casualmente com colegas na hora do almoço quando passou pelo estacionamento do Edifício Sede do MTE. Fazia algum tempo que ela nutria dúvidas sobre a simulação de um empréstimo feito pelo programa Crédito do Trabalhador. “Estava com medo de que algum valor pudesse ser descontado do meu salário. Aqui consegui todas as orientações e as explicações que eu precisava, agora devo conseguir resolver minhas pendências”, contou ela.
Apoio ao trabalhador – A Unidade Móvel do Trabalhador (Casa do Trabalhador) é voltada para o apoio da classe trabalhadora em geral. Por esses canais, qualquer pessoa pode dar entrada em recursos, atualizar informações, recuperar dados como senhas e se informar sobre programas oferecidos, sendo um espaço de inclusão e promoção social. Nela são atendidos jovens e adultos que buscam o primeiro emprego e recolocação no mercado de trabalho ou mesmo dar entrada em programas do governo, como o Cesta do Trabalhador – uma parceria entre o MTE e o Governo do Distrito Federal (GDF) que busca atender os trabalhadores desempregados em situação de vulnerabilidade com entrega de cestas de alimentos. Para ser participante do programa, é necessário estar desempregado por mais de 180 dias – comprovado pela ausência de registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); ter renda per capita de até um salário-mínimo mensal; e não estar beneficiado por qualquer outro programa de transferência de renda e/ou suplementação alimentar do Governo Federal ou Distrital
Outra possibilidade ao trabalhador é o cadastro no programa Prospera, uma iniciativa de microcrédito do DF e do MTE. A ação se pauta na possibilidade de receber um crédito do Governo para o atendimento das necessidades financeiras de empreendedores caracterizados como pessoas físicas ou jurídicas, das áreas urbanas e rurais, que possuem atividades produtivas de pequeno porte.
Para se candidatar ao crédito, é preciso possuir empreendimento (atividade produtiva própria) que esteja comprovadamente em funcionamento há pelo menos seis meses (exceto em caso de CPF, que necessita, apenas, apresentar qualificação profissional) e não possuir dívidas junto ao GDF (IPTU, IPVA, Dívida Ativa etc.)
Vans de atendimento – As Unidades Móveis do Trabalhador (UMT) são veículos que se deslocam, evitando que o cidadão seja obrigado a percorrer longos trechos para ter acesso ao serviço do MTE. As vans são equipadas com balcão, cadeira, mesa e computador com acesso à internet. Além da emissão de Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), os veículos estão equipados a prestar outros tipos de serviços com dar entrada em recurso de Abono Salarial e no Seguro Desemprego, recuperar e redefinir a senha da Conta Gov.br ou fazer acertos gerais dentro do sistema.
Mais informações podem ser obtidas presencialmente na rede de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego ou pelo site oficial da SEDET.
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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação



