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Processo seletivo técnico de diretores escolares aumenta 69,2%

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De acordo com o Censo Escolar 2024, nas escolas municipais, o processo seletivo qualificado e a nomeação de diretores baseados em critérios técnicos aumentou 69,2% entre 2023 e 2024. A proporção dessa forma de ingresso no cargo foi de 16,3% para 27,3% nesse período. O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) contextualizaram os resultados da primeira etapa da pesquisa estatística na última quarta-feira, 9 de abril.  

A seleção de diretores com critérios técnicos faz parte das condicionalidades de melhoria de gestão para a distribuição do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), previsto na Lei do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O VAAR é um complemento do Fundeb que o Governo Federal transfere para redes de ensino que melhorem a gestão e reduzam as desigualdades educacionais. 
 
Segundo o diretor de Estatísticas Educacionais (DEED) do Inep, Carlos Eduardo Moreno Sampaio, “a política do VAAR está mudando a forma de acesso ao cargo de diretor nas escolas brasileiras. É um movimento muito positivo, influenciado pela lei do Fundeb, que prevê esse tipo de ingresso na condição do diretor”, disse. “Obviamente, essa liderança na escola é essencial para conduzir as políticas de inclusão e melhoria na educação brasileira”, acrescentou Moreno.   
 
Na rede estadual, também houve avanço nesse tipo de processo seletivo — de 11,9% para 15,2% entre 2023 e 2024. O Censo mostrou, ainda, que o acesso ao cargo de diretor exclusivamente por indicação ou escolha da gestão municipal perdeu espaço — a redução foi de 54,6% para 39,6% no mesmo período. Já nos estados, esse tipo de acesso apresentou uma redução de 20,5% para 18,9%. O concurso público específico para o cargo de gestor escolar teve um aumento de proporção nos municípios, de 7,3% para 8,0%. Nos estados houve uma pequena redução, de 8,5% para 8,1%. 
 
O processo seletivo qualificado conciliado à eleição e à participação da comunidade escolar foi de 5,9% a 9,0%, nos municípios. Já nas redes estaduais, a proporção aumentou de 26,0% para 26,4%, o que colocou esse tipo de seleção como a mais utilizada pelos estados no ano de 2024. No que se refere ao acesso exclusivamente por eleição com a participação da comunidade escolar, os municípios foram de 13,4% para 13,9%. Os estados tiveram uma redução de 28,0% para 26,1%, no uso dessa forma de acesso aos cargos de direção entre 2023 e 2024.  
 

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  • Em 2024, foram contabilizados 163.987 diretores na educação básica.  

  • Quem exerce cargo de direção, em sua maioria, tem formação superior (91,5%) e é mulher (80,6%). 

 
Censo Escolar – Principal pesquisa estatística da educação básica, o Censo Escolar é coordenado pelo Inep e realizado, em regime de colaboração, entre as secretarias estaduais e municipais de educação, com a participação de todas as escolas públicas e privadas do país. O levantamento estatístico abrange as diferentes etapas e modalidades da educação básica: ensino regular, educação especial, educação de jovens e adultos (EJA) e educação profissional.  
 
As estatísticas de matrículas servem de base para o repasse de recursos do Governo Federal e para o planejamento e a divulgação das avaliações realizadas pelo Inep. O Censo também é uma ferramenta fundamental para que os atores educacionais possam compreender a situação educacional do Brasil, das unidades federativas e dos municípios, bem como das escolas, permitindo-lhes acompanhar a efetividade das políticas públicas educacionais.  
 
Essa compreensão é proporcionada por meio de um conjunto amplo de indicadores que possibilitam monitorar o desenvolvimento da educação brasileira. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), as taxas de rendimento e de fluxo escolar e a distorção idade-série são calculados com base no Censo Escolar. Parte dos indicadores também serve de referência para o monitoramento e o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação.  
 

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Confira a coletiva de imprensa sobre o Censo Escolar 2024

Acesse a apresentação com os principais resultados do Censo Escolar 2024

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Acesse a Sinopse Estatística do Censo Escolar 2024

Acesse as Notas Estatísticas do Censo Escolar 2024

Acesse o Resumo Técnico do Censo Escolar 2024

Acesse os Indicadores Educacionais

Acesse o Painel de Estatísticas da Educação Básica

Saiba mais sobre o Censo Escolar

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep 
 

Fonte: Ministério da Educação

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Luiz Marinho defende em SP redução de jornada para 40 horas semanais com dois dias de folga remunerados

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta-feira (14), em São Paulo, a aprovação da proposta que estabelece a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado. A declaração foi feita durante audiência pública da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que debate, nos estados, a PEC 221/2019, voltada ao fim da escala 6×1 no Brasil. “É isso que a PEC precisa definir, o restante deve ser definido por negociação coletiva, na convenção coletiva de cada categoria. Essa discussão da regulamentação deve ser construída entre trabalhadores e empregadores, respeitando especificidades de cada setor”, defendeu Marinho.

Segundo o ministro, a mudança para a escala 5×2 vai gerar mais produtividade, redução do absenteísmo e melhora no ambiente de trabalho. “Já poderíamos estar trabalhando há muitos anos com jornada de 40 horas semanais. A maioria dos países já não utilizam mais a jornada de 44 horas”, afirmou.

Sobre a compensação pedida por algumas frentes do setor produtivo, que desejam desonerações para compensar a redução da jornada, o ministro ressaltou que isso não vai ocorrer. “O fim da escala 6×1 será compensada pelo ganho no ambiente do trabalho, pelo ganho de melhoria da qualidade e da produtividade. Ao reduzir a jornada, se elimina o absenteísmo, evita acidentes e doenças”.

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As audiências nos estados da Comissão Especial que discute a PEC 221/2019 continuam por todo o mês de maio, com votação do relatório previsto para o dia 26 de maio.

Ao fim da audiência, o ministro prestigiou o encontro nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), que acontece em São Paulo até o dia 16 de maio e reúne sindicalistas de todo o país para debater temas como negociação coletiva, os desafios dos sindicatos, o uso da inteligência artificial e a LGPD no movimento sindical, além da aplicação da norma da NR-1.

Aos participantes, Luiz Marinho destacou a importância da pressão da classe trabalhadora para que medidas como a redução de jornada, fim da escala 6×1 e regulamentação de trabalhadores por aplicativos sejam aprovadas no Congresso Nacional.

“A classe trabalhadora passou por uma reforma trabalhista traumatizante nos governos anteriores e para aprovar mudanças que beneficiem a categoria agora, tem de pressionar o Parlamento, senão elas não saem. Foi assim para a inserção de quem ganha até R$ 5 mil reais por mês no imposto de renda, ganho real no salário mínimo e várias outras conquistas. Hà um clamor do povo trabalhador brasileiro, em especial das mulheres e da juventude, que quer ter mais tempo para a família, cuidar dos filhos. Muitas empresas estão com dificuldade de preencher as vagas quando se fala que a escala é 6×1″, defendeu. “Algumas empresas resolveram antecipar a redução, implantando a escala 5×2, e o resultado é que eles zeraram as faltas, melhoraram a produtividade, o qualidade do seu serviço. O Brasil pode e deve sim cuidar melhor da saúde mental e física dos seus trabalhadores”, complementou.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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