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Ministério do Turismo propõe e, junto com o GARA, assina Declaração das Cataratas, reforçando o compromisso na proteção da infância no turismo

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O Ministério do Turismo reafirmou, nesta quarta-feira (04.06), seu compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes ao propor e assinar a Declaração das Cataratas, durante a XVIII Reunião Presencial do Grupo de Ação Regional das Américas (GARA), realizada em Foz do Iguaçu (PR), no Parque Tecnológico Itaipu.

O documento marca um novo patamar de cooperação regional no enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes no contexto das viagens e do turismo.

Em mensagem especial de boas-vindas aos representantes dos países membros do GARA, o ministro do Turismo, Celso Sabino, destacou o papel do Brasil como agente ativo na promoção de práticas responsáveis e na mobilização da cadeia turística em defesa da infância. “Isso é prioridade para todos nós. Como membro ativo, o Brasil investe em inúmeras práticas responsáveis. Entre elas, cito o Código de Conduta Brasil – uma ferramenta essencial para orientar empresas e profissionais na prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes”, afirmou.

O ministro também celebrou o lançamento do Movimento Turismo que Protege, uma iniciativa do MTur que amplia e fortalece as ações previstas no Código de Conduta, convocando não apenas o setor público federal e estadual, mas também, governos locais, instituições do terceiro setor e a sociedade civil organizada. “Estamos convictos de que esse esforço conjunto tornará o turismo uma força transformadora, engajando toda a cadeia produtiva do setor como agente de proteção”, reforçou Sabino.

A escolha de Foz do Iguaçu como sede da reunião foi destacada como simbólica, por representar a integração entre os países da tríplice fronteira e a união necessária no enfrentamento de uma violação que ultrapassa divisas territoriais. “A exploração de crianças e adolescentes exige atenção permanente e ações coordenadas de prevenção. Juntos, somos capazes de construir um turismo mais humano, justo e próspero para as próximas gerações. Contem com o Brasil para proteger nossas riquezas mais valiosas: nossas crianças e adolescentes”, concluiu Sabino.

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Encerrando o primeiro dia de atividades, a secretária-executiva do Ministério do Turismo,
Ana Carla Lopes, afirmou que a assinatura da Declaração das Cataratas é um marco importante para os países das Américas. “É um compromisso firme com a proteção irrestrita de crianças e adolescentes e contra a exploração sexual no turismo, esse crime nefasto que compromete o nosso imenso potencial turístico. Firmamos o propósito inabalável de fortalecer essa grande rede de intercâmbio entre as nossas nações, que permite a implementação de estratégias eficazes contra esse crime”, enfatizou.

Ela lembrou ainda que o Brasil é o idealizador do GARA, há 20 anos, e celebrou o fortalecimento da cooperação entre os países-membros. “A prevenção à violência contra crianças e adolescentes é pauta prioritária para o governo brasileiro, como prevê a Declaração das Cataratas, aqui assinada e o Movimento Turismo que Protege, um grande chamado à ação que ultrapassa as barreiras do turismo. Brindamos essas duas décadas de trabalho com uma homenagem simbólica, uma medalha, que renova nosso compromisso de sermos reconhecidos não apenas pelas nossas belezas naturais, mas também por sermos destinos seguros e acolhedores para crianças e adolescentes” disse.

A coordenadora-geral de Turismo Sustentável e Responsável do MTur, Carolina Fávero, também agradeceu a presença das delegações internacionais e reforçou os esforços do Ministério para ampliar a adesão ao Código de Conduta Brasil e destacou que o planejamento nos próximos meses estará fortemente voltado à mobilização de adesões ao Movimento, especialmente em estados estratégicos, como o Pará, sede da próxima COP30.

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“A ideia é fortalecer ações em regiões que devem receber grande fluxo turístico na COP30, e áreas mais vulnerabilizadas, como o Marajó e garantir que os grandes eventos internacionais que o Brasil sediará estejam alinhados com a política de proteção da infância no turismo. Além disso, propomos que o Movimento “Turismo que Protege” possa ser ampliado para além do Brasil, com apoio dos países membros do GARA, como um símbolo regional de compromisso com essa causa”, finalizou a secretária.

DECLARAÇÃO DAS CATARATAS – O documento assinado pelos países membros do GARA, reafirma o compromisso da América Latina e Caribe com a prevenção da exploração sexual contra crianças e adolescentes no turismo. O documento faz referência a marcos internacionais como a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança, convenções da OIT e resoluções da OEA, e convoca os países a fortalecer ações conjuntas entre governos e sociedade civil, promover a capacitação contínua de profissionais do setor, estimular a adesão de empresas ao Código de Conduta e avançar na formulação de políticas públicas eficazes.

GARA – A XVIII Reunião do GARA reúne delegações de 15 países da América Latina e Caribe, além de representantes de organismos multilaterais e redes internacionais, como a ECPAT e a Organização dos Estados Americanos (OEA). A edição em solo brasileiro marca um momento histórico: os 20 anos de atuação do grupo na promoção de um turismo protetor da infância.
A programação segue até esta quinta-feira (05.06), com a realização da Oficina de Planejamento Estratégico e a apresentação e validação das ações previstas para os próximos anos.

Por Lívia Albernaz
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira

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Brasília, 11/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou nesta quinta-feira (11), no Palácio do Itamaraty, da cerimônia de premiação do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação. A iniciativa reconheceu trabalhos jornalísticos e projetos de comunicação voltados à defesa dos direitos humanos, do meio ambiente, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.

Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

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Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.

“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.

Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.

Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.

“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.

Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente

Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.

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Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.

Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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