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Programa de Acolhida Humanitária: mais 200 afegãos serão beneficiados

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Brasília, 07/05/2025 – Mais 200 afegãos serão beneficiados por meio do Programa de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário com a assinatura do terceiro acordo de cooperação entre a Secretaria Nacional de Justiça e uma associação da sociedade civil. Com isso, o Brasil conseguirá acolher mais de 900 pessoas. O grupo será recebido, no Paraná (PR), pela entidade Mais.

Os novos beneficiários serão conduzidos a uma base de acolhida com 15 casas equipadas, salas de aula e consultórios médico e odontológico. Fundada em 2010, logo após o terremoto no Haiti, a organização Mais conta com uma estrutura que surgiu da mobilização voluntária de brasileiros sensibilizados pela tragédia da época.

Durante cerca de 6 meses, os acolhidos receberão apoio completo: vacinação, atendimentos de saúde, aulas de português e cultura brasileira, regularização documental e orientação para a integração. Após esse período, eles serão conduzidos para outras cidades previamente escolhidas de acordo com o perfil e os vínculos familiares.

A inserção no mercado de trabalho será apoiada por cursos profissionalizantes ofertados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e instituições locais, com turmas de até 15 alunos e tradução simultânea por mediadores culturais. O objetivo é garantir que, ao final do processo de acolhida, essas pessoas estejam aptas a se manter de forma autônoma no Brasil.

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O modelo de Patrocínio Comunitário é considerado inovador por envolver diretamente a sociedade civil no acolhimento, criando redes locais de apoio e promovendo uma integração efetiva, sem a necessidade do uso de recursos públicos.

Programa de acolhida

Até o momento, o programa será executado pela Mais e por mais outras duas organizações que já assinaram acordo: Panahgah Associação de Apoio Humanitário Internacional, que receberá 500 pessoas, e o Instituto Estou Refugiado, que será responsável por 224 afegãos. Dezoito beneficiados chegaram ao Brasil na terça-feira (29), em Guarulhos (SP), e 14 estão previstos para desembarcar nesta semana. As outras pessoas estão em processo de emissão de vistos humanitários e compras de passagens.

Outras sete entidades estão em fase de análise documental e do plano de trabalho para participar do programa. As organizações interessadas em atuar no acolhimento de afegãos no Brasil ainda podem enviar propostas à Senajus, de acordo com as regras do Edital de Chamamento Público nº 1/2024.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Senad acompanha caso isolado de fentanil encontrado em cocaína apreendida no ES

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Brasília, 10/6/2026 – A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), emitiu neste mês um alerta após a confirmação da presença de fentanil misturado à cocaína em drogas apreendidas em Vitória (ES). A identificação foi feita pela Polícia Científica do Espírito Santo e comunicada por meio do Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas (SAR).

Segundo a Senad, as análises realizadas no âmbito das ações de monitoramento e vigilância do sistema confirmaram a presença da substância. Até o momento, as informações disponíveis indicam que se trata de um caso isolado, sem evidências de circulação ampla dessa mistura no país.

“Nosso compromisso é fornecer informações qualificadas e baseadas em evidências para apoiar a atuação dos órgãos públicos e proteger a população. Este alerta tem caráter preventivo e reforça a importância da vigilância, da cooperação entre instituições e da identificação precoce de possíveis mudanças no perfil das substâncias circulantes no Brasil”, afirma a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado.

Conforme o comunicado, o caso está relacionado a apreensões realizadas em 2024, que incluíram ampolas de fentanil, pinos e um pacote com quase 2kg de substância em pó. Análises laboratoriais confirmaram a presença de fentanil misturado à cocaína.

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O fentanil é um opioide sintético de alta potência utilizado na medicina para tratamento da dor, mas que também está associado a casos graves de intoxicação e mortes por overdose em diversos países. Devido à sua elevada potência farmacológica, pequenas quantidades podem causar depressão respiratória grave e potencialmente fatal. Quando presente em amostras de cocaína, a substância aumenta o risco de intoxicação inesperada, especialmente entre pessoas que não possuem tolerância a opioides e desconhecem a presença do composto na droga consumida.

Levantamento realizado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), em articulação com áreas de inteligência das unidades federativas, identificou registros compatíveis apenas nos estados do Espírito Santo e de São Paulo.

O SAR segue monitorando novas notificações relacionadas ao fentanil e a outras substâncias correlatas, reforçando a importância da cooperação entre os órgãos de saúde, segurança pública, perícia criminal e inteligência para subsidiar respostas rápidas e coordenadas diante de eventuais mudanças no cenário nacional.

Riscos associados
A presença de fentanil em substâncias comercializadas como cocaína pode dificultar o reconhecimento dos sinais de intoxicação, uma vez que usuários podem não esperar efeitos típicos de opioides. O risco de overdose pode ser ampliado em situações como uso de grandes quantidades, repetição de doses em curto intervalo de tempo, combinação com álcool, benzodiazepínicos ou outros depressores do sistema nervoso central, além do desconhecimento da composição da substância consumida.

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Entre os principais sinais de intoxicação por opioides estão dificuldade para respirar, respiração lenta ou ausente, sonolência intensa, redução do nível de consciência, pupilas contraídas, pele fria e coloração arroxeada ou acinzentada nos lábios e extremidades. A intoxicação pode evoluir rapidamente para parada respiratória e morte, exigindo atendimento imediato.

Orientações em caso de suspeita de intoxicação
• Acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192;
• Buscar orientação junto ao Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) da região;
• Encaminhar a pessoa rapidamente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital;
• Informar aos profissionais de saúde a possibilidade de exposição a opioides.

O alerta destaca ainda que a naloxona, principal medicamento utilizado para reversão da intoxicação por opioides, está disponível em unidades hospitalares. Também ressalta que testes rápidos disponíveis no mercado apresentam limitações para detecção de fentanil e outros opioides sintéticos, de modo que resultados negativos não eliminam o risco de exposição.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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