BRASIL
Projeto Cão-Guia é apresentado a representantes dos Corpos de Bombeiros Militares durante o iLab Segurança 2026
BRASIL
Brasília, 9/3/2026 – O Projeto Cão-Guia, iniciativa voltada à inclusão e à assistência a pessoas com deficiência visual, compôs a programação dos representantes da Liga Nacional dos Integrantes do Grupo de Trabalho Integrado do ComprasSusp dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil, vinculados ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), durante o iLab Segurança 2026, realizado em março, na capital federal.
A atividade, promovida no âmbito do programa ComprasSusp, teve como objetivo apresentar a metodologia do projeto, promover o intercâmbio de conhecimentos e fortalecer a cooperação institucional entre os entes federativos em ações que combinam segurança, assistência social e acessibilidade.
Segundo o coordenador-geral de Licitações e Contratos do FNSP, Coronel Marcio Batista Nunes, a visita contribuiu para aprimorar políticas públicas e ampliar o alcance de iniciativas de impacto social.
“Conhecer de perto o Projeto Cão-Guia do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal permitiu compartilhar metodologias bem-sucedidas e fortalecer a integração entre as instituições. Esse intercâmbio é fundamental para aumentar a eficiência na utilização de recursos públicos e disseminar boas práticas que podem inspirar contratações em todo o País”, afirmou.
Imersão técnica e metodologia do projeto
Durante a visita, os participantes conheceram a estrutura e o funcionamento da iniciativa, que treina e entrega gratuitamente cães assistentes a pessoas com deficiência visual, ampliando sua autonomia, mobilidade e segurança. O programa conduz todo o ciclo de formação dos animais — desde a seleção genética, a socialização inicial em lares voluntários e o treinamento técnico avançado de obediência e navegação.
Com infraestrutura especializada e expertise cinotécnica consolidada, o CBMDF tornou-se referência nacional na implementação de iniciativas voltadas à inclusão social e à promoção da cidadania. A imersão permitiu aos especialistas acompanhar “in loco” todas as etapas do treinamento e a estrutura operacional utilizada pela corporação, reforçando o caráter prático do intercâmbio técnico.
A visita também fortaleceu a atuação integrada promovida pelo ComprasSusp, permitindo que experiências consolidadas sirvam como referência para o desenvolvimento de projetos estruturantes, a padronização de equipagens e a ampliação da eficiência do investimento público em segurança e políticas sociais associadas.
BRASIL
Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



