BRASIL
Projetos de pesquisa acadêmica voltados para políticas sobre drogas são apresentados em seminário
BRASIL
Brasília, 28/03/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), promoveram o Seminário Marco Zero Procad: Cooperação Acadêmica em Políticas sobre Drogas, na quinta-feira (27), no Palácio da Justiça, em Brasília (DF).
Durante o evento, foram apresentados os dez projetos selecionados no Edital nº 2/2024, do Capes e da Senad, para fortalecer a cooperação acadêmica em temas prioritários para a formulação de políticas públicas sobre drogas.
“É nosso papel estimular a produção e dar condições para que os pesquisadores produzam conhecimentos que serão incorporados nas nossas políticas. O objetivo é ampliar as ações e caminhar sempre mirando as melhores práticas, a produção acadêmica, a ciência e as evidências”, declarou a titular da Senad, Marta Machado.
Na avaliação dela, o seminário representou um ponto de partida simbólico para as iniciativas escolhidas, sendo duas de cada eixo estratégico, e proporcionou um espaço de debate acadêmico, divulgação científica e colaboração entre pesquisadores, gestores, sociedade civil e profissionais da área.
A presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, ressaltou a importância de projetos de cooperação entre ministérios, no caso entre o MJSP e o Ministério da Educação, para o avanço na disseminação e divulgação científica.
“O Brasil é o 13º no mundo em produção científica e uma das áreas onde temos mais produções é a saúde pública, mas as nossas pesquisas são mais usadas para definir políticas públicas no exterior do que no próprio Brasil. Não é possível que continuemos assim, não valorizando a ciência nacional, os cientistas e a academia brasileira”, disse.
Eixos estratégicos
Os cinco eixos estratégicos dos projetos são: prevenção ao uso problemático de drogas; novas substâncias psicoativas (NSPs); gestão do conhecimento sobre drogas; políticas sobre drogas e segurança pública e impactos das políticas sobre drogas entre negros, indígenas, mulheres e outros grupos vulnerabilizados.
A escolha baseou-se nos campos prioritários para a produção de conhecimento e de evidências capazes de subsidiar amplamente as políticas públicas sobre drogas brasileiras.
O investimento total será de até R$ 15.722.833,20, sendo R$ 9.380.000 da Senad em recursos de custeio e capital, e R$ 6.342.833,20 da Capes para bolsas nacionais e internacionais.
BRASIL
Indústria estratégica e setores afetados pela guerra no Oriente Médio poderão acessar mais R$ 15 bi do Plano Brasil Soberano
O governo brasileiro publicou Portaria Conjunta do Ministério do Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério da Fazenda, nessa quarta-feira (15/4), que define os setores que poderão acessar os recursos adicionais de R$ 15 bilhões do Plano Brasil Soberano, anunciados pelo presidente Lula no mês passado.
Os critérios priorizaram indústrias de maior intensidade tecnológica e com relevância estratégica para o país, além daquelas que tiveram suas exportações afetadas por medidas tarifárias dos EUA (seção 232) e pela guerra no Oriente Médio.
Os recursos são oriundos do superavit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e as taxas de juros dos empréstimos deverão ser definidas nesta semana em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).
“A medida fortalece cadeias estratégicas e reduz vulnerabilidades externas”, destaca o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa. “A orientação do Presidente Lula é mantermos o foco na preservação de empregos, da capacidade produtiva e da competitividade da indústria nacional, utilizando instrumentos modernos e legítimos de política industrial, alinhados às melhores práticas internacionais”.
A MP que instituiu o programa, estabelece que os recursos podem ser usados para: capital de giro; aquisição de bens de capital ou investimentos para adaptação de atividade produtiva; investimentos para ampliar a capacidade produtiva ou o adensamento da cadeia de produção; e investimento em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos.
Setores
De acordo com Márcio Elias Rosa, a definição dos setores de média, média-alta ou alta intensidade tecnológica, listados na portaria como elegíveis ao programa, seguiu critérios técnicos baseados na classificação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), contando com a colaboração do BNDES.
A seleção também considerou a relevância dos setores para o comércio exterior brasileiro, incluindo cadeias estratégicas e aqueles que apresentam vulnerabilidade externa, com déficit na balança comercial.
“Os critérios são objetivos e técnicos: intensidade tecnológica, relevância para o comércio exterior e papel estratégico nas cadeias produtivas. Além disso, há recorte adicional de vulnerabilidade externa”, explicou o ministro.
Entre os setores elegíveis estão: máquinas, equipamentos e setor automotivo; produtos químicos e farmacêuticos; eletrônicos e equipamentos de informática; aeronáutica e demais equipamentos de transporte; máquinas elétricas, geradores e equipamentos industriais; borracha e plásticos industriais; têxtil e cadeia de transformação associada; e minerais críticos e terras raras.
“A inclusão de minerais críticos e terras raras reflete a centralidade desses insumos nas cadeias globais de valor — especialmente em energia, defesa, semicondutores e mobilidade elétrica”, explica Márcio Elias Rosa.
EUA e Golfo Pérsico
Nos casos de exportadores e fornecedores afetados pela Seção 232 da lei comercial dos EUA, bem como daquelas que exportam para o Golfo Pérsico, são elegíveis as empresas cujo percentual de faturamento com exportação para esses destinos e produtos tenha sido, em 12 meses, igual ou superior a 5% do faturamento total no mesmo período.
Os países do Oriente Médio definidos na portaria são: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Irã, Kuwait e Omã.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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