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Publicado edital para formação continuada de diretores
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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), lançou nesta segunda-feira, 21 de julho, o Edital de Apoio à Formação Continuada para Diretores Escolares. O objetivo é fomentar a oferta de cursos gratuitos, on-line e autoinstrucionais, voltados ao fortalecimento da gestão escolar. A iniciativa integra um conjunto de ações da SEB para qualificar o trabalho de diretores e das diretoras que estão à frente das mais de 120 mil escolas públicas brasileiras.
A chamada pública é voltada a instituições interessadas em desenvolver ou ceder cursos para a Plataforma AVAMEC, com foco em três dimensões fundamentais da gestão escolar: Gestão Pedagógica, Gestão Administrativa e Financeira, e Gestão de Pessoas e Comunicação. As propostas devem mobilizar saberes práticos e experiências que dialoguem diretamente com os desafios enfrentados pelas escolas no cotidiano.
O edital é uma resposta direta ao que foi identificado no Diagnóstico das Escolas 2024, realizado entre novembro de 2024 e abril de 2025, que ouviu mais de 93 mil escolas de todo o país. A análise dos dados mostrou a necessidade de ampliar e diversificar as ofertas formativas voltadas à atuação estratégica dos(as) diretores(as).
A seleção das propostas será feita por comissão especializada da SEB. Os cursos poderão ter entre 40 e 180 horas de carga horária, e devem ser submetidos por instituições com experiência comprovada em formação on-line, em formato assíncrono, em larga escala.
Inscrições – As instituições interessadas podem se inscrever para a chamada pública até 18 de agosto, por meio do formulário disponível no edital. As informações completas e os anexos da chamada estão disponíveis no Edital n 4/2025, publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (21).
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes
O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.
O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.
Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.
Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.
Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.
Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



