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Rede Recupera promove intercâmbio entre polícias civis do Norte e Nordeste
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São Paulo, 3/6/2026 – As polícias civis do Amapá (PCAP) e do Piauí (PCPI) participaram, entre 26 e 28 de maio, de um intercâmbio institucional promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), na capital paulista. A atividade integra as ações da Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Recupera), voltadas ao fortalecimento das capacidades investigativas para o enfrentamento das organizações criminosas e a recuperação de ativos ilícitos.
Durante a programação, foram compartilhadas metodologias avançadas, experiências bem-sucedidas e estratégias especializadas para identificação, rastreamento, bloqueio e recuperação de bens provenientes de atividades criminosas.
Também foram apresentadas medidas relacionadas à estruturação de unidades especializadas, à otimização de fluxos operacionais e ao aprimoramento da integração entre instituições responsáveis pela persecução patrimonial.
A atividade integra os esforços da Rede Recupera para disseminar conhecimento, aperfeiçoar capacidades técnicas e ampliar a cooperação institucional entre os órgãos de segurança pública, contribuindo para aumentar a eficiência das investigações financeiras e patrimoniais em todo o País.
Rede Nacional de Recuperação de Ativos
A Rede Recupera é uma iniciativa de articulação institucional do Ministério da Justiça e Segurança Pública voltado à identificação, apreensão, administração, alienação e destinação de ativos relacionados à prática ou ao financiamento de infrações penais. A rede foi instituída por meio da Portaria MJSP nº 533, de 11 de dezembro de 2023.
A Rede busca potencializar os processos de recuperação de ativos e estabelecer um ambiente seguro para a troca de experiências, metodologias de trabalho, capacitação integrada e protocolos, além de fortalecer as estruturas responsáveis pela persecução patrimonial nas polícias civis e na Polícia Federal.
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MME abre consulta sobre regras de comercialização, armazenamento e mercado livre de energia
O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu, nesta segunda-feira (24/8), consulta pública para receber contribuições sobre a minuta de decreto que atualiza as regras de comercialização e de exploração dos serviços e instalações de energia elétrica. O texto adapta os Decretos nº 5.163/2004, nº 2.655/1998 e nº 5.177/2004 às mudanças introduzidas pela Lei nº 15.269/2025 e prepara a regulamentação para a abertura integral do mercado de energia.
A consulta ficará aberta por 45 dias. A iniciativa integra a implementação da reforma do setor elétrico e submete ao debate público tanto os ajustes exigidos pela nova legislação quanto outros pontos relevantes para o funcionamento do mercado. Consumidores, empresas, entidades setoriais e órgãos públicos poderão apresentar contribuições para o aperfeiçoamento da proposta.
Entre os principais temas, a minuta coloca em discussão a flexibilização da regra que exige de consumidores e distribuidoras a contratação da totalidade de sua carga. Também propõe critérios para a comprovação de lastro de venda em contratos bilaterais de agentes armazenadores, revê as diretrizes para os limites mínimo e máximo do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e permite reavaliar a periodicidade da contabilização e da liquidação do Mercado de Curto Prazo (MCP).
Mercado livre e armazenamento
Na frente de abertura do mercado, a proposta atualiza os prazos de migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL) e de retorno ao Ambiente de Contratação Regulada (ACR) dos consumidores atendidos em tensão igual ou superior a 2,3 kV. O texto também trata da dispensa de comprovação de lastro pelo supridor de última instância, agente responsável por assegurar o atendimento ao consumidor em situações excepcionais, e reabre a discussão sobre o enquadramento do consumidor parcialmente livre.
O armazenamento de energia passa a ser incorporado de forma expressa à regulamentação. A minuta cria, na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a classe dos armazenadores autônomos na categoria de comercialização e prevê representação obrigatória para os agentes que comercializarem energia. Também permite que as condições gerais de acesso à rede contemplem requisitos de controle, capacidade, flexibilidade e armazenamento.
Para os supridores de última instância, a proposta determina a contabilização separada de despesas e custos. O texto ainda incorpora os novos limites legais de revisão da garantia física, inclui a flexibilidade entre as formas de contratação
de reserva de capacidade e retira o prazo mínimo de suprimento da energia proveniente de novos empreendimentos de geração.
Preços, encargos e contratação das distribuidoras
A minuta também revê regras de encargos e operação. Entre elas está a alocação dos Encargos dos Serviços do Sistema (ESS) de natureza elétrica conforme o consumo medido do autoprodutor, em alinhamento ao Acórdão nº 1.631/2026 do plenário do Tribunal de Contas da União (TCU). A proposta prevê ainda a cobertura, pelo ESS, de cortes de geração provocados por indisponibilidade externa ou por razões de confiabilidade elétrica, nos termos da legislação.
Para as distribuidoras, o texto torna obrigatória a participação no Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits (MCSD) antes dos leilões de energia. O mecanismo permite que as empresas compensem entre si sobras e déficits contratuais antes de recorrer a novas compras. Também estão em discussão a simplificação do critério usado na apuração da exposição contratual, o submercado de entrega dos Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR) e o uso da origem da demanda, como reposição, recuperação ou crescimento do mercado, para definir se a contratação será feita em leilões de energia existente ou nova.
A revisão inclui ainda novas definições para autoprodutor, armazenador e supridor de última instância, novos parâmetros para a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) e para o cálculo do PLD e o compartilhamento, entre consumidores dos mercados regulado e livre, dos efeitos financeiros da sobrecontratação ou da exposição involuntária das distribuidoras decorrentes da migração de consumidores.
Acesse aqui o Portal de Consulta Pública do MME.
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