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Reinventa.BR seleciona empresas do RS para avançar em soluções tecnológicas e modernização

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O secretário de Competitividade e Políticas Regulatórias do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Pedro Ivo, anunciou, nesta quinta-feira (16/4), durante reunião do Conselho da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), a seleção de indústrias gaúchas para o programa Reinventa.BR – programa que busca aproximar indústrias de médio e grande porte das Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTs) de todo o país para desenvolver soluções tecnológicas e modernizar a produção.

O programa foi lançado em dezembro de 2024 e desenvolve agora um projeto piloto com a Fiergs. As empresas selecionados passarão por um diagnóstico de maturidade em gestão da inovação, propriedade intelectual e transferência de tecnologia. Em seguida, serão elaborados planos de trabalhos que para atender às necessidades de cada uma.

O anúncio das selecionadas ocorreu durante agenda do secretário no estado, que incluiu encontros com o setor produtivo, o governo estadual e instituições de inovação. As empresas selecionas são dos setores de metal-mecânica, eletroeletrônica, automação industrial, química, saúde, alimentos, bens de consumo, energia e embalagens.

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“O Brasil não amplia competitividade sem conectar indústria, tecnologia e inovação. O Reinventa.BR é uma ferramenta concreta para levar essa agenda para dentro das empresas e gerar resultado real. Ele mostra que é possível transformar conhecimento em resultado dentro da indústria, sustentado por uma visão estratégica da propriedade industrial, e acelerando a incorporação de tecnologia nos processos produtivos”, afirmou.

O Cláudio Gastal, diretor do Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, destacou a relevância do programa e o apoio do estado: “O IEL-RS atua como articulador dessa agenda, aproximando oportunidades, competências e soluções junto as indústrias do RS, expertise essa que a entidade possui desde 2009”. 

Indústria e escala do programa

O Reinventa.BR integra a Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI), com vigência até 2030, e tem como perspectiva a expansão em escala nacional entre 2027 e 2028.

A participação no Conselho de Inovação e Tecnologia (CITEC) ampliou o diálogo com o setor produtivo sobre caminhos para elevar a competitividade industrial, com foco na modernização de processos e na incorporação de novas tecnologias.

Conexão com inovação

A agenda do secretário Pedro Ivo incluiu ainda reunião com o presidente do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Jorge Gerdau Johannpeter, e visita ao Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc).

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A programação foi concluída com reunião na Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (SICT), em Porto Alegre, com foco no avanço de iniciativas voltadas à resiliência climática.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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