BRASIL
Ministro da Justiça recebe presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara
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Brasília, 05/02/2025 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, recebeu, nessa quarta-feira (4), o novo presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, deputado federal Coronel Meira. Também participaram do encontro o deputado federal Capitão Alden e e a deputada federal Delegada Ione, além do secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, e do secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.
Durante a reunião, foram discutidos temas relacionados à segurança pública, com destaque para o fortalecimento das políticas nacionais do setor e para a importância da atuação integrada entre os Poderes Executivo e Legislativo. A visita reforçou o diálogo institucional e a cooperação entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Congresso na construção de soluções conjuntas para o aprimoramento da segurança no país.
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados desempenha papel central no debate e na formulação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da criminalidade, à valorização dos profissionais da segurança e ao fortalecimento das instituições responsáveis pela ordem pública. O colegiado analisa projetos de lei, promove audiências públicas e acompanha a implementação de ações governamentais, funcionando como espaço estratégico e essencial de diálogo entre o Parlamento, o Executivo e a sociedade civil sobre temas sensíveis à segurança da população brasileira.
A iniciativa reforça o compromisso do MJSP com a escuta ativa e a cooperação entre os Poderes, ouvindo e dialogando com deputados, que são fundamentais para a construção de políticas públicas mais eficazes e alinhadas às demandas do Parlamento e da sociedade na área da segurança pública.
BRASIL
CNE institui diretrizes para graduação em enfermagem
O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou, nesta terça-feira, 19 de maio, a Resolução CNE/CES nº 1/2026, que institui as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de graduação em enfermagem bacharelado e licenciatura.
A norma redefine princípios, competências e organização da formação na área, com foco na qualificação do ensino, na integração com o Sistema Único de Saúde (SUS) e no fortalecimento da formação humanista, ética, crítica e interprofissional. As novas diretrizes também ampliam a presença dos estudantes em cenários reais de prática desde o início da graduação e reforçam a articulação entre ensino, pesquisa e extensão.
A publicação dessa resolução ocorre após 14 anos de debates entre as diversas associações de ensino e conselhos de classe da enfermagem. Dentro do CNE, o texto foi desenvolvido por uma comissão presidida pela conselheira Ludhmila Hajjar e relatada pela conselheira Beth Guedes.
“As novas DCN’s de enfermagem são resultado de uma construção coletiva madura, conduzida em diálogo permanente com entidades científicas, profissionais, acadêmicas e representativas da área da saúde. Mais do que um texto normativo, elas expressam um processo contínuo de escuta, atualização e pactuação institucional em favor de uma formação conectada às transformações da sociedade, do SUS e do mundo do trabalho”, afirma Guedes.
Entre as principais mudanças está a definição de carga horária mínima de 4 mil horas para o bacharelado em enfermagem, exclusivamente no formato presencial, com tempo mínimo de integralização de cinco anos. O texto estabelece que as atividades teórico-práticas realizadas em serviços de saúde deverão corresponder a, no mínimo, 20% da carga horária total do curso. Já o estágio curricular supervisionado obrigatório deverá representar pelo menos 30% da carga horária total, sendo metade realizada na atenção primária à saúde e a outra metade na atenção hospitalar ou em serviços de média complexidade.
Segundo a resolução, a formação deverá estar alinhada às necessidades sociais e sanitárias do país e aos princípios do SUS, contemplando promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento, reabilitação e cuidado integral das pessoas e comunidades.
As novas diretrizes reforçam, ainda, conteúdos relacionados à diversidade, direitos humanos, relações étnico-raciais, gênero, sustentabilidade, educação ambiental, segurança do paciente e inclusão social, além da oferta de Libras no ensino, pesquisa e extensão. Também preveem o fortalecimento de metodologias ativas de aprendizagem e da integração ensino-serviço-comunidade, além da valorização da pesquisa científica e da educação permanente em saúde.
Na modalidade licenciatura, as diretrizes estabelecem formação voltada prioritariamente à atuação na educação profissional técnica de nível médio (EPTNM), especialmente na formação de técnicos e auxiliares de enfermagem. Outro ponto é a obrigatoriedade de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), além da manutenção do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e da criação de programas de formação e desenvolvimento da docência em saúde nas instituições de ensino superior.
Os cursos de graduação em enfermagem em funcionamento terão até 30 de junho de 2028, para adequar seus projetos pedagógicos e matrizes curriculares às novas diretrizes. Com a publicação da nova resolução, fica revogada a Resolução CNE/CES nº 3/2001, que orientava anteriormente os cursos de enfermagem no país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE
Fonte: Ministério da Educação
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