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Rio de Janeiro é eleito o destino favorito de turistas americanos para as festas de fim de ano

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A cidade do Rio de Janeiro (RJ) foi eleita o destino internacional mais procurado por turistas dos Estados Unidos para a temporada de férias de fim de ano, que inclui o Natal e o Réveillon. O levantamento, realizado a partir de dados do Google Flights e divulgado pela revista americana Travel + Leisure, analisou o aumento nas buscas por voos partindo de aeroportos americanos para o período de 21 de dezembro a 4 de janeiro. Entre janeiro e agosto deste ano, o Brasil recebeu mais de 516 mil turistas estadunidenses.

A publicação destaca as “praias icônicas, mais de 300 trilhas e joias culturais”, além do clima ensolarado e do mundialmente famoso Réveillon de Copacabana, que atrai milhões de pessoas, como os motivos que tornam a capital fluminense tão atraente. O resultado reflete o sucesso das estratégias de promoção do Brasil no exterior e o fortalecimento da infraestrutura turística nacional.

Para o ministro do Turismo, Celso Sabino, a notícia é motivo de celebração. “Este resultado é um reconhecimento do excelente trabalho de promoção que vem sendo feito. O Rio é uma das principais portas de entrada do Brasil, e seu sucesso impulsiona o turismo em todo o país. O Governo Federal tem trabalhado incansavelmente para fortalecer nossa malha aérea e promover nossos destinos no exterior, ver o nosso país se destacando é motivo de grande orgulho para todos nós”, afirma o ministro.

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Essa percepção positiva é confirmada por números recordes. O Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) registrou um crescimento histórico no primeiro semestre de 2025, com 8,2 milhões de passageiros — um aumento de 26% em relação ao mesmo período de 2024. Esse avanço, o maior entre os dez principais aeroportos do país, não é um fato isolado, mas sim o resultado de ações estratégicas coordenadas para ampliar a atratividade do Brasil.

RECORDE – Nesta quarta-feira (17/09), o Brasil atingiu a marca de 6.807.707 visitantes estrangeiros, atingindo 98,5% da meta de 6,9 milhões de turistas internacionais para todo o ano de 2025 prevista no Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027.

Para fomentar ainda mais o turismo, o Ministério do Turismo, em parceria com o Sebrae e a Embratur, lançou o “Plano Brasis”. A estratégia é um compilado de documentos que apresentam um diagnóstico baseado nos dados e nas características de cada região e alinham as estratégias e planos de ação para potencializar a atração de turistas internacionais para as 27 unidades da Federação.

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Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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