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Saju participa de projeto de escuta de famílias vítimas de violência institucional

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São Paulo, 07/05/2025 – Com o objetivo de contribuir para a construção de políticas públicas que ajudem familiares de vítimas de agentes públicos a terem acesso à justiça, foi lançado, nesta quarta-feira (7), o Projeto Multisetorial para Atendimento de Mães e Familiares da Violência Institucional. A cerimônia ocorreu em São Paulo (SP).

A ideia é ouvir as necessidades e as demandas dessa população de forma adequada e assegurar seus direitos à verdade, à preservação da memória, à justiça e à prevenção de erros semelhantes no futuro.

A proposta visa ampliar a compreensão sobre o luto e o adoecimento de mulheres e mães, além de identificar os impactos do sofrimento causado pela perda. O projeto também pretende potencializar políticas de reparação e de enfrentamento, com foco no acolhimento e na luta social. O plano considera interseções de classe, gênero e raça, além da relação entre violência estrutural e sofrimento psicossocial.

O projeto é financiado pela Secretaria de Acesso à Justiça Saju, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública. A titular da Saju, Sheila de Carvalho, participou da cerimônia na capital paulista e destacou que a pasta tem dado prioridade a ações voltadas à cidadania e que esse projeto reflete exatamente esse compromisso.

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“É uma iniciativa importante, que une pesquisa e ação, e tem potencial para gerar impactos reais. Acreditamos que, com esses relatos e vivências, será possível aprimorar as políticas públicas e construir propostas de reparação mais efetivas dentro do sistema de justiça sobre o tema”, disse.

O projeto é fruto de uma parceria entre o Governo Federal e a Universidade Federal de São Paulo, por meio do Centro de Arqueologia e Antropologia Forense (Caaf-Unifesp), e o Movimento Independente Mães de Maio.

Também participaram do lançamento do projeto a reitora da Unifesp e coordenadora Científica do Projeto Multisetorial para Atendimento de Mães e Familiares da Violência Institucional, Raiane Assumpção; o coordenador-geral do projeto, Dan Levy; e a coordenadora do Movimento Independente Mães de Maio e supervisora-executiva e pedagógica do projeto, Débora Maria da Silva.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados

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Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.

A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.

Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.

Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.

Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.

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Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.

“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”

O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.

Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.

Operações em unidades prisionais

Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.

A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.

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Plataformas digitais

Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.

O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.

“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.

De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.

“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.

A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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