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Selo Amazônia ganha Comitê Gestor e aprovação de macrocritérios para sua implementação

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A instalação do Comitê Gestor do Selo Amazônia iniciou os trabalhos já com a aprovação de três itens essenciais para a implementação do programa. Realizada nesta terça-feira (08/04), a reunião presidida pelo secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (SEV/MDIC), Rodrigo Rollemberg, serviu para definição de três macrocritérios importantes referentes a recortes de origem, territoriais e os produtos prioritários que devem integrar o programa.

“Todos sabem da importância dessa marca, da expectativa em relação ao Selo Amazônia e o que ele pode agregar de valor aos produtos advindos da biodiversidade da região amazônica”, afirmou Rollemberg. “Essa é uma política pública que não só ajudará na promoção de produtos fabricados de forma sustentável como também favorecerá as populações locais, com uma maior inclusão social”, completou.

A definição dos macrocritérios ajudará a acelerar a agenda para implementação do selo. A expectativa do Comitê é de que, a partir de junho, seja possível avançar para a definição de quais serão os produtos-pilotos a capitanearem a iniciativa. Para tanto, os produtos precisarão seguir algumas características gerais, aprovadas na reunião.

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Pelo recorte de origem, estabelece-se a necessidade dos produtos contarem com preponderância de matéria-prima e insumos com origem na biodiversidade amazônica, inclusive quando a presença de determinado elemento for indispensável para a composição do bem final.

Já o recorte territorial determina a elegibilidade para produtos manufaturados com fabricação em um dos 9 estados da Amazônia Legal (AC, AM, AP, RR, RO, MT, PA, MA e TO), desde que os insumos pertençam ao bioma amazônico.

Por fim, definiu-se os produtos prioritários entre os quais serão escolhidos os produtos-pilotos do programa. São eles, por ordem de prioridade: alimentos e bebidas; fármacos, fitoterápicos e nutracêuticos; higiene, perfumaria e cosméticos; bioenergia e biocombustíveis; e moda, têxtil e ecodesign.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Brasil tem mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais em andamento, cíveis e penais

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Brasília, 27/05/2026 – O Brasil tem hoje em andamento mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais relacionados às áreas cíveis e penais, incluindo pedidos de extradição e de transferência de pessoas condenadas, somando-se os emitidos pelo país com os recebidos de outras nações.

O número foi informado, nesta quarta-feira (27), pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. “Tudo isso é um sinal de que o Brasil é ator relevante e demandado no Sistema Internacional de Justiça”, afirmou Lima.

Os pedidos são operados pela Secretaria Nacional de Justiça, sob comando da secretária Maria Rosa Guimarães Loula, especificamente pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), em articulação permanente com a Polícia Federal, o Ministério das Relações Exteriores, a Advocacia-Geral da União, o Ministério Público e a Defensoria Pública, além do Poder Judiciário e de outros parceiros.

“Esse trabalho apoia-se numa ampla rede normativa de mais de 120 acordos multilaterais e bilaterais. Na área penal, o Brasil mantém acordo de assistência jurídica com mais de 20 países e participa das Convenções das Nações Unidas contra o Crime Organizado, a Corrupção e os Crimes Cibernéticos. Vamos somar ainda, a tudo isso, tratados de extradição com cerca de 30 países e acordos de transferência de pessoas condenadas com outros 17. Instrumentos que dão efetividade às decisões judiciais com respeito à soberania e aos direitos fundamentais”, informou o ministro.

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Ele observou que decisões como a concessão de extradição ou a validação de atos internacionais são de competência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, conforme o caso, e que o Ministério só pode se manifestar publicamente sobre esses temas com base em comunicações formais e dentro dos limites legais, inclusive quanto à proteção de dados e ao sigilo de investigações e recursos.

“O devido processo legal deve ser seguido em seu absoluto rigor. O esforço do Ministério da Justiça deve ser nessa direção, de manter um alto padrão de institucionalidade, que é o meu empenho”, assegurou Lima.

O ministro compareceu à Comissão para falar sobre a atuação internacional da Polícia Federal. Em sua exposição inicial, Wellington César Lima esclareceu que sua pasta não exerce função de direção da Polícia Federal, mas de supervisão finalística das atividades, sem interferência na condução técnica das investigações, atribuição exclusiva das autoridades policiais, conforme previsto na Constituição e na Lei nº 12.830/2013.

Desta forma, observou, não compete ao Ministério da Justiça determinar investigações, acelerar procedimentos ou acessar diligências sigilosas, sendo o controle da atividade policial exercido pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário. Também enfatizou que a autonomia técnica das investigações decorre da especialização institucional da Polícia Federal.

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O ministro reiterou a disposição permanente da pasta em manter diálogo transparente com o Parlamento e incorporar contribuições legislativas ao debate sobre segurança pública como política de Estado.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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