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Senacon debate o papel da cooperação nacional no fortalecimento da defesa do consumidor
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Porto Alegre, 28/08/2025 – Porto Alegre (RS) sediou, nessa quarta-feira (27), a 36ª Reunião Ordinária da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) com o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC). O encontro, no edifício do Ministério Público do Rio Grande do Sul, reuniu representantes de órgãos públicos, entidades civis, acadêmicos e especialistas para discutir os rumos e os desafios da Política Nacional de Defesa do Consumidor.
O evento promovido pela Senacon, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), teve como objetivo fortalecer a cooperação entre os entes federativos, capacitar gestores públicos, incentivar a troca de boas práticas e alinhar estratégias voltadas à modernização e à eficiência do SNDC. Essa iniciativa é essencial para responder, de forma integrada, aos desafios trazidos pela transformação digital e pelas novas demandas regulatórias, como é o caso das casas de apostas, conhecidas como bets.
A segunda reunião ordinária de 2025 também foi uma oportunidade para a Senacon avaliar ações, identificar novos cenários e compartilhar soluções. Além disso, o encontro foi uma oportunidade para o alinhamento das políticas públicas e das boas práticas entre diferentes atores do sistema, reforçando a necessidade de uma atuação integrada e coordenada em todo o País.
“Nossos encontros ao longo dos anos têm sido muito importantes para fortalecer a colaboração e permitir avanços concretos na defesa do consumidor. Essa parceria mostra como o trabalho integrado é fundamental para garantir direitos e construir um sistema cada vez mais eficiente”, destacou o secretário Nacional do Consumidor, Wadih Damous.
Já o diretor o diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), Vitor Hugo do Amaral Ferreira, ressaltou que a reunião é um espaço para projetar o futuro e avaliar o que já foi feito. “As dificuldades são muitas e os desafios são constantes, mas é justamente nesse espaço que buscamos caminhos para fortalecer a política de defesa do consumidor. É essencial avaliarmos o que nos falta e identificar quais ferramentas podem nos fortalecer.”
A presidente da Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor, Thelma Leal, destacou a relevância dos Institutos de Defesa do Consumidor. “Os Procons são fundamentais, pois são a porta de entrada das demandas do cidadão. Fortalecê-los significa atuar de forma mais firme, concentrada e eficaz, garantindo que todos, especialmente os mais vulneráveis, tenham seus direitos protegidos”, disse.
Para o procurador de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul André Marchesan, a defesa do consumidor exige persistência e integração. “Nossa responsabilidade é garantir que os Procons funcionem plenamente e que os cidadãos tenham seus direitos protegidos, mesmo em situações extremas”, pontuou.
Programação
Durante o dia, os presentes participaram de painéis temáticos, reuniões setoriais e uma plenária final entre a Senacon e as principais lideranças do SNDC. Entre os assuntos abordados, destacaram-se os 50 anos das associações civis de defesa do consumidor, os 18 anos da Escola Nacional de Defesa do Consumidor e a importância da educação para o consumo. O encontro reforçou o alinhamento das ações entre os diferentes atores do sistema e contribuiu para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção do consumidor.
BRASIL
Brasil apresenta à OCDE avanços do primeiro Plano Nacional sobre Migração, Refúgio e Apatridia
Atualmente em consulta pública, o I PlaNaMigra reúne medidas voltadas à integração socioeconômica de migrantes e refugiados, ao reconhecimento de qualificações profissionais, à ampliação do acesso ao mercado de trabalho, ao incentivo ao empreendedorismo e ao aprimoramento do uso de dados para a formulação de políticas públicas.
Experiência brasileira em grandes fluxos migratórios
O encontro reuniu representantes de governos e especialistas para debater governança migratória, integração, mobilidade laboral e respostas aos deslocamentos internacionais. Durante a agenda, o Brasil compartilhou experiências reconhecidas internacionalmente no acolhimento, na integração e na proteção de pessoas migrantes, refugiadas e apátridas.
O governo brasileiro destacou a resposta ao fluxo de pessoas provenientes da Venezuela, especialmente por meio da Operação Acolhida e da aplicação ampliada da definição regional de refugiado prevista na Declaração de Cartagena, que possibilitou mecanismos de reconhecimento mais ágeis e abrangentes para pessoas que fugiram de graves e generalizadas violações de direitos humanos.
Também foi apresentado o Programa Brasileiro de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário para nacionais afegãos, recentemente institucionalizado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública e atualmente em fase de expansão.
A iniciativa é considerada referência internacional por combinar proteção humanitária, regularização migratória, documentação, acesso a serviços públicos, integração local e promoção da autonomia.
A delegação contou com a participação do diretor do Departamento de Migrações da Secretaria Nacional de Justiça (Demig), Victor Semple, e da representante da Polícia Federal, a delegada Juliana Teixeira. A equipe se reuniu com o embaixador Sarquis José Buainain Sarquis, representante permanente do Brasil junto à OCDE.
“Os desafios decorrentes dos deslocamentos em larga escala exigem cooperação com diferentes organismos internacionais, e a OCDE reúne grandes países receptores de migrantes e refugiados, como o Brasil”, afirma Victor Semple.

- Foto: Divulgação
Cooperação internacional
A OCDE é um organismo internacional que reúne atualmente 38 países membros, com o objetivo de promover políticas públicas voltadas ao crescimento econômico sustentável, à geração de empregos, à inclusão social e ao aprimoramento da governança pública.
A organização funciona como um importante fórum de cooperação e intercâmbio de experiências, produzindo estudos, indicadores e recomendações em áreas como economia, trabalho, educação, migração, meio ambiente e inovação. O Brasil participa de diversos comitês e iniciativas da OCDE e está em processo de adesão formal à organização.
A participação brasileira reforça o compromisso do MJSP com o fortalecimento da governança migratória, a promoção de vias regulares de migração e a ampliação da cooperação internacional. O intercâmbio de experiências com os países membros da OCDE contribui para o aperfeiçoamento das políticas públicas brasileiras e para o desenvolvimento de sistemas migratórios mais eficientes, inclusivos e resilientes.


