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Senacon lidera plantão técnico nacional inédito contra abusos nos preços dos combustíveis

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Brasília, 25/3/2026 – Em uma ação inédita, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), realizou nesta quarta-feira (25) um plantão técnico nacional com órgãos de defesa do consumidor para alinhar e intensificar a fiscalização sobre aumentos abusivos nos preços de combustíveis.

O encontro reuniu aproximadamente 60 Procons de todo o País, sendo nove estaduais e 51 municipais, com representantes das cinco regiões e de 18 estados. A iniciativa integra uma série de reuniões promovidas pela Senacon.

Foram debatidos critérios técnicos para a classificação padronizada das infrações identificadas em todo o território nacional, especialmente relacionadas à elevação de preços sem justa causa. Também foram compartilhadas orientações sobre o cálculo das multas, com base no Código de Defesa do Consumidor.

A reunião reforçou as estratégias de integração entre os órgãos, com foco no monitoramento do mercado, na padronização de procedimentos e no fortalecimento do fluxo de informações entre os Procons e a Senacon. O plantão permanece aberto para prestar orientações técnicas contínuas aos 1.304 Procons que compõem o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC).

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Atuação conjunta

Desde o início da semana passada, a Senacon atua em conjunto com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Polícia Federal (PF) em operações em postos de combustíveis e distribuidoras. Balanço divulgado no último dia 20 indicava que 1.880 postos já haviam sido fiscalizados e 115 notificações foram emitidas a distribuidoras.
O secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, enfatizou o caráter inédito e estratégico da iniciativa.

“Nunca tivemos uma articulação dessa magnitude. Ao realizar centenas de fiscalizações simultâneas em todo o País, conseguimos adotar critérios comuns e mais consistentes, o que fortalece a atuação dos órgãos de defesa do consumidor e reduz o risco de questionamentos jurídicos que possam comprometer a responsabilização de infratores.”

O diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do MJSP, Osny da Silva Filho, ressaltou que a atuação integrada dos Procons é essencial para garantir que o consumidor não seja prejudicado por aumentos injustificados.
“Estamos trabalhando para harmonizar entendimentos e dar segurança técnica aos órgãos de defesa do consumidor em todo o Brasil”, completou.

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Novos encontros devem ocorrer semanalmente, conforme a necessidade, garantindo acompanhamento contínuo do cenário e suporte técnico aos Procons.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MME abre consulta sobre regras de comercialização, armazenamento e mercado livre de energia

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O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu, nesta segunda-feira (24/8), consulta pública para receber contribuições sobre a minuta de decreto que atualiza as regras de comercialização e de exploração dos serviços e instalações de energia elétrica. O texto adapta os Decretos nº 5.163/2004, nº 2.655/1998 e nº 5.177/2004 às mudanças introduzidas pela Lei nº 15.269/2025 e prepara a regulamentação para a abertura integral do mercado de energia.

A consulta ficará aberta por 45 dias. A iniciativa integra a implementação da reforma do setor elétrico e submete ao debate público tanto os ajustes exigidos pela nova legislação quanto outros pontos relevantes para o funcionamento do mercado. Consumidores, empresas, entidades setoriais e órgãos públicos poderão apresentar contribuições para o aperfeiçoamento da proposta.

Entre os principais temas, a minuta coloca em discussão a flexibilização da regra que exige de consumidores e distribuidoras a contratação da totalidade de sua carga. Também propõe critérios para a comprovação de lastro de venda em contratos bilaterais de agentes armazenadores, revê as diretrizes para os limites mínimo e máximo do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e permite reavaliar a periodicidade da contabilização e da liquidação do Mercado de Curto Prazo (MCP).

Mercado livre e armazenamento

Na frente de abertura do mercado, a proposta atualiza os prazos de migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL) e de retorno ao Ambiente de Contratação Regulada (ACR) dos consumidores atendidos em tensão igual ou superior a 2,3 kV. O texto também trata da dispensa de comprovação de lastro pelo supridor de última instância, agente responsável por assegurar o atendimento ao consumidor em situações excepcionais, e reabre a discussão sobre o enquadramento do consumidor parcialmente livre.

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O armazenamento de energia passa a ser incorporado de forma expressa à regulamentação. A minuta cria, na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a classe dos armazenadores autônomos na categoria de comercialização e prevê representação obrigatória para os agentes que comercializarem energia. Também permite que as condições gerais de acesso à rede contemplem requisitos de controle, capacidade, flexibilidade e armazenamento.

Para os supridores de última instância, a proposta determina a contabilização separada de despesas e custos. O texto ainda incorpora os novos limites legais de revisão da garantia física, inclui a flexibilidade entre as formas de contratação

de reserva de capacidade e retira o prazo mínimo de suprimento da energia proveniente de novos empreendimentos de geração.

Preços, encargos e contratação das distribuidoras

A minuta também revê regras de encargos e operação. Entre elas está a alocação dos Encargos dos Serviços do Sistema (ESS) de natureza elétrica conforme o consumo medido do autoprodutor, em alinhamento ao Acórdão nº 1.631/2026 do plenário do Tribunal de Contas da União (TCU). A proposta prevê ainda a cobertura, pelo ESS, de cortes de geração provocados por indisponibilidade externa ou por razões de confiabilidade elétrica, nos termos da legislação.

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Para as distribuidoras, o texto torna obrigatória a participação no Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits (MCSD) antes dos leilões de energia. O mecanismo permite que as empresas compensem entre si sobras e déficits contratuais antes de recorrer a novas compras. Também estão em discussão a simplificação do critério usado na apuração da exposição contratual, o submercado de entrega dos Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR) e o uso da origem da demanda, como reposição, recuperação ou crescimento do mercado, para definir se a contratação será feita em leilões de energia existente ou nova.

A revisão inclui ainda novas definições para autoprodutor, armazenador e supridor de última instância, novos parâmetros para a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) e para o cálculo do PLD e o compartilhamento, entre consumidores dos mercados regulado e livre, dos efeitos financeiros da sobrecontratação ou da exposição involuntária das distribuidoras decorrentes da migração de consumidores.

Acesse aqui o Portal de Consulta Pública do MME.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | (61) 99129-3578 (fins de semana e feriados)
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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