BRASIL
Senad publica edital em parceria com a UnB para apoiar projetos de pesquisa científica
BRASIL
Brasília, 24/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou o edital DPG nº 07/2026 para financiar pesquisas científicas. A iniciativa é resultado de parceria entre a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) e a Universidade de Brasília (UnB), no âmbito do projeto Pensando o Direito, coordenado pela Secretaria de Assuntos Legislativos (Sal), também do MJSP.
As inscrições devem ser feitas pelo e-mail [email protected] até 20 de maio. Podem participar docentes e pesquisadores vinculados a Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICT), com título de doutor e currículo Lattes atualizado.
O objetivo é selecionar estudos que contribuam para resolver problemas reais da sociedade brasileira nas áreas de justiça e segurança pública, com foco em pesquisas no campo de políticas sobre drogas. Serão selecionados até 132 estudos, com duração máxima de quatro meses, e o orçamento total ultrapassa R$ 2 milhões, financiado com recursos do Fundo Nacional Antidrogas (Funad).
A secretária da Senad, Marta Machado, afirma que “a iniciativa fortalece pesquisas voltadas aos desafios das políticas públicas no Brasil”.
A execução contará com o envolvimento de diferentes áreas da universidade, como os decanatos e programas de pós-graduação, ampliando a abordagem multidisciplinar e o alcance das pesquisas.
O projeto reforça a missão institucional da UnB de articular ensino, pesquisa e extensão, promovendo a aplicação do conhecimento acadêmico em diálogo com a sociedade. Ao aproximar a produção científica das demandas concretas do poder público, a iniciativa contribui para soluções mais qualificadas, especialmente em áreas sensíveis como a segurança pública e a formulação de políticas.
Para o secretário de Assuntos Legislativos (Sal), Paulo Modesto, o Pensando o Direito fortalece a atuação do MJSP na formulação de respostas alinhadas à realidade do País.
“O projeto reafirma o papel essencial da pesquisa acadêmica na construção de políticas públicas mais qualificadas, ao incentivar universidades e pesquisadores a contribuir, com base científica, para o aprimoramento da legislação brasileira, especialmente em temas complexos”, enfatiza.
Os valores das bolsas, o número de vagas e os 15 eixos estratégicos estão disponíveis no edital. O projeto deve ser enviado em formato PDF, com as seguintes especificações:
• Ter no máximo sete páginas
• Título
• Resumo
• Enunciado do problema e justificativa
• Objetivos e resultados esperados, incluindo descrição do produto a ser apresentado ao final da execução do projeto
• Metodologia
• Plano de atividades e cronograma
• Referências
Acesse aqui o edital completo.
BRASIL
É falso que o Ministério do Turismo vai monitorar dados pessoais de turistas; confira tudo sobre a Ficha Digital de Hóspedes
Meios de hospedagem de todo o Brasil, como hotéis, pousadas, hostels e resorts, vêm implementando a nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNHR). O que antes era feito no papel, tomando tempo de turistas e gerando custos ao setor, agora é feito em formato 100% digital, que agiliza a identificação de clientes cumprindo rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Inspirada nos check-ins de aeroportos, a plataforma passou a ser exigida desde segunda-feira (20). A ficha digital é preenchida pelo hóspede, que pode digitar as informações ou optar pelo preenchimento automático pelo Gov.br.
A FNRH Digital foi desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e pode ser preenchida antes da chegada no hotel, por link enviado pela hospedagem, ou direto no balcão da recepção, por meio de um QRCode. Pessoas sem celular podem fazer pelo serviço próprio da hospedagem.
A nova Ficha Digital de Hóspedes foi aprovada pelo Congresso Nacional (deputados[a] e senadores[a]) e sancionada em 2024 pela Presidência da República, e foi apoiada pelo setor. O processo de adesão da hotelaria à ferramenta – iniciado ainda em novembro do ano passado, com a permanente orientação do Ministério ao setor – marca o fim da era do papel e da burocracia desnecessária no balcão dos empreendimentos de norte a sul do país.
Aos viajantes, o benefício é imediato: rapidez. Com o sistema, o check-in agora pode ser concluído em segundos. Já para os meios de hospedagem, a plataforma representa redução de custos, eliminando a necessidade de se manter arquivos físicos por longos períodos.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça a segurança do novo sistema e incentiva a adequação da hotelaria.
“Todo o sistema foi construído sob o rigor da LGPD, com dados criptografados e total respeito à privacidade. O que estamos fazendo é usar a tecnologia para facilitar a vida do hóspede e profissionalizar o setor, garantindo que ele esteja preparado para oferecer as melhores experiências possíveis aos seus clientes. Especialmente no momento em que o turismo brasileiro vem alcançando recordes históricos de desempenho”, destaca o ministro.
A VERDADE SOBRE A FICHA – Para que hóspedes e hoteleiros possam aproveitar as vantagens da nova ficha digital de registro, o Ministério do Turismo esclarece alguns dos principais pontos da ferramenta e desmente falsas informações sobre a plataforma. Confira!
– A coleta de dados de hóspedes começou com a nova FNRH Digital?
Não. A Lei Geral do Turismo de 2008 definiu o envio de dados ao Ministério do Turismo, e a portaria nº 41 do Ministério do Turismo, de 14 de novembro de 2025, apenas estabeleceu a digitalização do processo, tornando-o mais rápido e seguro.
– O sistema permite a apropriação indevida de dados?
Não. O Gov.br funciona somente como um validador de identidade. O sistema apenas confirma o CPF do hóspede para evitar fraudes e erros de preenchimento, garantindo que o cliente é quem diz ser.
– As informações recolhidas pelo sistema ficam expostas?
Não. Os registros são criptografados e armazenados no banco de dados do Serpro. O Ministério do Turismo acessa apenas dados macro (quantitativos); dados individuais só são acessados por ordem judicial ou policial, como já ocorre hoje.
– A ferramenta colhe informações sobre gastos dos hóspedes?
Não. A FNRH Digital não coleta dados a respeito de despesas dos hóspedes. Ela serve exclusivamente para estatísticas oficiais de fluxo turístico e apoio à segurança pública.
– O check-in vai ficar mais difícil com a nova ficha digital?
Não. Quem utiliza a conta Gov.br finaliza o registro em segundos. O processo é antecipado via sistema Gov.br e concluído por meio da leitura de QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo próprio estabelecimento.
– É obrigatório fazer o check-in antes de chegar ao meio de hospedagem?
Não. O check-in pode ser feito previamente ou, caso o hóspede prefira, é possível optar pelo preenchimento digital já no hotel, com auxílio do atendente diretamente no balcão do estabelecimento.
– O novo sistema é pago pelo meio de hospedagem?
Não. O sistema oficial é gratuito, o Ministério do Turismo não cobra pelo acesso. Eventuais custos dependem apenas do contrato do hotel com seus fornecedores de softwares de gestão (PMS).
– Hoteleiros ainda podem aderir ao sistema da FNRH Digital?
Sim, empreendimentos não adequados ainda podem fazê-lo. O Ministério do Turismo reforça que está à disposição da hotelaria de todo o país para orientar o processo de transição.
– Como o Ministério do Turismo vem acompanhando a transição?
O foco inicial é sensibilizar o setor quanto à necessidade de adaptação, conscientizando quanto aos benefícios da utilização do sistema para seus hóspedes e a gestão dos próprios negócios.
ORIENTAÇÕES – O Ministério reitera que o processo de transição para a nova FNRH Digital exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.
A Pasta disponibiliza uma página eletrônica com todo o passo a passo da ferramenta para hóspedes e hoteleiros. (Acesse AQUI)
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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