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Senasp reforça compromisso com a proteção das mulheres em agenda sobre medidas protetivas de urgência

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Brasília, 15/12/2025 – Em cerimônia realizada nesta segunda-feira (15), no Palácio da Justiça, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), participou do lançamento das Diretrizes Propostas para a Tramitação de Processos de Medidas Protetivas de Urgência, promovido pelo Ministério das Mulheres (MMulheres).

A cerimônia reuniu autoridades dos Poderes Executivo e Judiciário, Defensorias Públicas, Ministérios Públicos e participantes da sociedade civil organizada, consolidando o Fórum Nacional Permanente de Diálogos com o Sistema de Justiça como espaço de articulação interinstitucional em defesa da integridade e segurança das mulheres brasileiras.

Representando o MJSP, a diretora de Ensino e Pesquisa da Senasp, Michele Gonçalves, ressaltou os desafios e os avanços no enfrentamento à violência de gênero no Brasil. Para ela, a presença feminina em cargos de liderança na segurança pública e a destinação de recursos específicos demonstram o comprometimento do Estado com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

“A violência contra mulheres e meninas representa a forma mais evidente da desigualdade de gênero e raça no Brasil. A magnitude desse desafio demonstra a necessidade de unir esforços e multiplicar forças. Hoje, reafirmamos o compromisso com políticas que tratem a proteção da mulher não como pauta acessória, mas como eixo central da segurança pública, da justiça e da democracia”, declarou Michele Gonçalves.

As diretrizes lançadas resultam de um amplo processo de construção participativa que envolveu dezenas de instituições do Sistema de Justiça, órgãos públicos e entidades da sociedade civil. O objetivo do documento é uniformizar fluxos e procedimentos relacionados à aplicação das medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha. A iniciativa busca combater interpretações divergentes e inseguranças jurídicas que podem comprometer a efetividade da proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

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O evento contou ainda com a presença da secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Estela Bezerra, que destacou o papel das diretrizes como instrumentos essenciais para o aperfeiçoamento da democracia e da justiça no Brasil. Em sua fala, tratou da importância de fortalecer o diálogo institucional e de envolver todas as esferas da sociedade no enfrentamento à violência de gênero.

“Não pactuamos com a naturalização da violência contra as mulheres. Cada uma de nossas instituições tem papel fundamental na transformação da realidade. Essas diretrizes resultam de amplo diálogo e apontam um caminho concreto para salvar vidas. É fundamental que as mulheres conheçam seus direitos e que os profissionais do sistema de justiça estejam preparados para garanti-los”, afirmou a secretária.

Outro ponto relevante durante a abertura foi apresentado pela presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha, que comentou a respeito do caráter urgente e estruturante das novas diretrizes. Ela defendeu a construção de uma governança nacional capaz de oferecer respostas coordenadas e eficazes, independentemente do território, da renda ou da capacidade de mobilização da vítima.

“As medidas protetivas são, em muitos casos, a linha divisória entre a vida e a morte. Sua eficácia depende de rapidez, efetividade e monitoramento. Precisamos de uma resposta estatal previsível e integrada. No STM, temos buscado construir instrumentos institucionais voltados à equidade e ao fortalecimento dos direitos humanos”, disse a ministra, acrescentando que 30% das mulheres terceirizadas contratadas pelo tribunal vivenciavam situações de violência doméstica.

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Marco Institucional

O lançamento das normas representa um marco institucional no enfrentamento da violência contra a mulher no Brasil. A iniciativa busca estabelecer um fluxo único e nacional para a tramitação das medidas protetivas, respeitando as especificidades regionais e garantindo um padrão mínimo de atuação. Entre os principais pontos, destacam-se a definição da natureza jurídica das medidas protetivas, a padronização dos procedimentos de deferimento e monitoramento e a integração entre os diversos órgãos da rede de proteção.

Além da Senasp, participaram da elaboração e do endosso das diretrizes instituições como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Ministério Público, as Defensorias Públicas, a ONU Mulheres, o Instituto Maria da Penha, o Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar (Fonavid).

As diretrizes já haviam sido apresentadas em abril deste ano, durante seminário realizado na Escola Superior do Ministério Público da União, na capital federal, e passaram por ampla consulta pública com profissionais do sistema de justiça e entidades da sociedade civil. A publicação marca o encerramento de um ciclo de debates e o início de uma nova etapa: a implementação efetiva em todo o território nacional.

Ao final do encontro, a diretora Michele Gonçalves reiterou o engajamento da Senasp com a continuidade do trabalho conjunto e afirmou que o enfrentamento da violência contra a mulher será cada vez mais central na formulação de políticas públicas de segurança.

“Seguiremos fomentando a presença feminina em postos de comando e reforçando o papel das delegacias especializadas. Nossa jornada continuará sendo trilhada com coragem, técnica e compromisso”, concluiu.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais

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O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.

O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.

A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.

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Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.

Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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