BRASIL
Silveira fortalece diálogo com representantes do setor mineral
BRASIL
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, recebeu nesta quarta-feira (3/09) representantes do setor mineral brasileiro para debater avanços, desafios e perspectivas da atividade no país. Durante o encontro, o ministro ressaltou que a mineração é estratégica para o desenvolvimento nacional, ao garantir segurança alimentar, segurança energética e contribuir diretamente para o crescimento sustentável.
“Queremos que o Brasil se consolide como a potência que tem condições de ser, atuando como protagonista no crescimento da transição energética. Para isso, é fundamental fortalecer nossos parceiros, o que também fortalece o Brasil. A disponibilidade e a contribuição do setor privado é indispensável para o crescimento do país. Nosso propósito é claro: fazer sempre o melhor para os setores de mineração e energia e para o povo brasileiro”, afirmou Silveira.
Na ocasião, representantes do setor privado apresentaram os principais entraves enfrentados pelas empresas que desejam investir e expandir o setor mineral no Brasil. Entre os pontos destacados, estiveram os desafios entre atividades minerárias e a criação de unidades de conservação, a necessidade de incentivos ao financiamento de projetos minerários, a agilidade nos processos de licenciamento e a priorização de marcos legais, além da criação de políticas que deem suporte às garantias, especialmente para médias e pequenas empresas, que dependem de apoiadores e interlocutores fortes para viabilizar investimentos no país.
O ministro reforçou que é possível conciliar crescimento e sustentabilidade, e que a Pasta tem atuado no desenvolvimento de políticas que contribuam para o desenvolvimento econômico do país sem comprometer o meio ambiente. “Sabemos que é possível crescer com sustentabilidade. Queremos administrar nossos recursos minerais da forma mais adequada para alinharmos potencialidades com responsabilidade ambiental. Estamos engajados nesse trabalho”, completou.
Silveira também defendeu a necessidade de fortalecer o Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) como órgão de governança do setor mineral brasileiro.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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BRASIL
Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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