BRASIL
Silveira reúne órgãos de segurança e fiscalização para apertar o cerco contra fraudes no setor de combustíveis
BRASIL
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, propôs nesta quarta-feira (28/05) a criação de uma força-tarefa a nível nacional entre órgãos de segurança e fiscalização para avançar no combate às fraudes no setor de combustíveis. Em reunião com representantes de diversos órgãos de segurança pública e fiscalização, Silveira reforçou o compromisso do Governo Federal com a proteção ao consumidor e debateu medidas de fortalecimento do combate a fraudes, sonegação e crimes em todo o território nacional.
“Estamos apertando o cerco contra fraudadores, sonegadores e organizações criminosas que atuam nesse mercado que é de extrema importância para a economia nacional e impacta diariamente a vida de brasileiras e brasileiros. Quem abastece seu veículo e é lesado com combustível adulterado ou fraudado precisa ter a certeza de que o Estado brasileiro está unido e vigilante, e que práticas como essa não serão toleradas”, afirmou.
O debate também discutiu o avanço de organizações criminosas no setor e a necessidade de intensificar a cooperação entre os órgãos públicos das esferas federal e estadual para coibir essa ação, com forte atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na fiscalização e apoio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Entre as fraudes mais comuns do setor estão a adulteração de combustíveis, a sonegação fiscal, o uso de “laranjas” ou sócios ocultos e as fraudes metrológicas, que ocorrem quando a quantidade de combustível entregue no tanque é menor do que a cobrada na bomba. Estima-se que as perdas anuais decorrentes dessas práticas ultrapassem R$ 30 bilhões, com impacto direto na arrecadação tributária e na competitividade do mercado.
Participaram da reunião o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Pietro Mendes; a diretora-geral interina da ANP, Patrícia Baran; os diretores da agência Daniel Vieira, Mariana Cavadinha e Symone Araújo; o secretário Nacional do Consumidor, Wadih Damous; o presidente do Cade, Alexandre Cordeiro Macedo; a secretária de Competitividade e Regulação do MDIC, Andrea Macera; o diretor de Metrologia Legal do Inmetro, Marcelo Morais; e a delegada da Polícia Federal, Simone Silva.
Protagonismo
Desde 2023, o Ministério de Minas e Energia (MME) lidera uma série de ações para que se alcance maior transparência e integridade no setor, com foco na captura indevida de margens por distribuidoras e revendas e nas fraudes na mistura obrigatória de biocombustíveis, bem como no endurecimento da atuação contra os grandes sonegadores, conhecidos como devedores contumazes.
Uma das principais medidas lideradas pelo MME foi a publicação do Decreto nº 12.437/2025, que reforça a integridade do RenovaBio, instituindo a possibilidade de suspensão das atividades de empresas inadimplentes, com aplicação de multas de até R$ 500 milhões para as reincidentes. Além disso, após articulação de Silveira, a ANP firmou convênio com as Secretarias Estaduais de Fazenda. O instrumento moderniza os instrumentos de fiscalização da agência, possibilitando acesso a dados fiscais e facilitando o cruzamento de dados para identificação de práticas irregulares.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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BRASIL
Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados
Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.
A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.
Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.
Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.
Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.
Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.
“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”
O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.
Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.
Operações em unidades prisionais
Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.
A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.
Plataformas digitais
Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.
O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.
“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.
De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.
“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.
A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.
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