CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

Sistema Mediador de Negociação Coletiva do Brasil é modelo para a América Latina

Publicados

BRASIL

O Sistema de Negociação Coletiva de Trabalho (Mediador) do Ministério do Trabalho e Emprego, uma ferramenta importante para a negociação coletiva no Brasil, construída a partir dos princípios da Constituição da Organização Internacional do Trabalho (OIT), tem se tornado referência para os países da América Latina, não apenas porque modernizar e agilizar os processos de negociação coletiva no Brasil, mas também por se consolidar como um modelo seguido internacionalmente, contribuindo para a construção de um ambiente de trabalho mais justo e democrático em todo o continente.

No período de 2023 a 2025, foram mais de 90.5 mil instrumentos de negociação coletiva registrados no Sistema Mediador, sendo desse total mais de 75 mil acordos coletivos, além de mais de 16 mil convenções coletivas.

De acordo com a especialista em Relações do Trabalho e Diálogo Social da OIT para América Latina, Maria Carolina Martins da Costa, a negociação coletiva é um direito fundamental do trabalho, reconhecido na Constituição da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e reafirmado na Declaração da OIT de 1998 sobre Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho. Ela afirma que é um direito essencial para a construção de relações trabalhistas justas, permitindo que empregadores e trabalhadores estabeleçam, por meio do diálogo social, salários e condições de trabalho adequados. “Na América Latina e no Caribe, todos os países ratificaram a Convenção Nº 98 da OIT, que trata do direito de se organizar e participar de negociações coletivas, formando a base do diálogo social. Para apoiar os constituintes da OIT a aprimorar as relações coletivas de trabalho por meio do diálogo social, a OIT criou a Iniciativa Regional para Fortalecimento do Diálogo Social e das Relações Coletivas de Trabalho na América Latina e Caribe (IRDS). Essa Iniciativa tem como objetivo fornecer assistência técnica baseada em evidências, compilar e sistematizar práticas bem-sucedidas e promover a liberdade de associação e a negociação coletiva em toda a região”, explica Carolina.

Leia Também:  Escuta de professores que ensinam matemática termina domingo (6)

Implementado pelo MTE em 2007, o Sistema de Negociação Coletiva de Trabalho Mediador, como informa a Coordenadora-Geral de Relações do Trabalho do órgão, Rafaele Rodrigues Mascarenhas Menezes, permite o registro e a consulta pública de acordos e convenções coletivas de trabalho, além de disponibilizar um canal para mediação de negociações coletivas em todo o território nacional. “O Mediador contribui significativamente para a transparência e eficiência das negociações coletivas, permitindo que empregadores, sindicatos e trabalhadores tenham acesso facilitado a informações sobre os instrumentos coletivos firmados. Isso possibilita a disseminação de boas práticas e o fortalecimento das relações trabalhistas baseadas no diálogo social”, ressalta.

Além disso, explica Rafaele, o registro de instrumentos coletivos no sistema gera dados administrativos valiosos, que podem ser utilizados pelas autoridades públicas para monitorar setores com baixa cobertura de negociação coletiva e direcionar esforços para estimular o diálogo social onde ele é menos presente. Essa base de dados também auxilia na prevenção e resolução de disputas trabalhistas, ao proporcionar maior clareza na aplicação dos acordos firmados.

Leia Também:  No Paraguai, chefe de gabinete do Ministério do Turismo participa do lançamento da Secretaria Técnica do Caminho dos Jesuítas na América do Sul

Diante da importância da negociação coletiva como mecanismo para a construção de sociedades mais inclusivas e sustentáveis, a experiência brasileira com o Mediador pode servir de referência para outros países da América Latina. O compartilhamento de conhecimento sobre esse sistema pode fortalecer a negociação coletiva na região, promovendo melhores condições de trabalho e relações laborais mais equilibradas.

Para conhecer o sistema e saber mais sobre suas funcionalidades, as informações estão disponíveis no site do MTE, com dados sobre negociações e acordos coletivos realizados pelas entidades sindicais brasileiras. A publicação, produzida em conjunto pela OIT e MTE tem tradução para o espanhol e o inglês.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Propaganda

BRASIL

MEC abre inscrições para edital de economia solidária

Publicados

em

O Ministério da Educação (MEC) abriu, nesta terça-feira, 23 de junho, as inscrições para o edital de seleção de projetos de Incubadoras Tecnológicas de Economia Solidária com investimento de R$ 3 milhões para apoiar e estruturar empreendimentos coletivos geridos pela Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, como associações produtivas e cooperativas de base comunitária. Os interessados têm até o dia 2 de agosto para submeter as propostas, pelo portal do Instituto Federal de São Paulo (IFSP).  

O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli, destacou a importância de unir a excelência técnica ao desenvolvimento social. “O MEC trabalha firmemente na indissociabilidade entre educação e prática social para a formação crítica e cidadã. O objetivo principal é utilizar a inovação, o empreendedorismo e a sustentabilidade como estratégias de acesso, permanência e êxito dos estudantes, reduzindo as desigualdades e gerando inclusão real nos territórios”, afirmou.  

O edital é realizado em parceria com o IFSP e conta com o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc). Segundo o diretor de Formação e Pesquisa da Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária do MTE, Sérgio Godoy, a retomada do Proninc, a reinstalação do Comitê Gestor, o envolvimento da sociedade civil, juntamente com esses editais, representa uma decisão de governo de fortalecer as incubadoras de economia solidária. É muito importante esse protagonismo da Setec [Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica] do MEC para consolidar a relação entre economia solidária, ensino, pesquisa e extensão na Rede Federal, disse. 

Leia Também:  Ministério do Turismo promove painel na COP30 sobre turismo sustentável na Amazônia

Como funciona Para garantir uma estruturação perene e sustentável, o desenvolvimento dos projetos ocorrerá em três fases consecutivas e interdependentes. A primeira etapa focará na capacitação metodológica e técnica de dez incubadoras, garantindo que pelo menos uma instituição de cada região do Brasil seja contemplada.  

Na sequência, a segunda fase fará o atendimento e a pré-incubação de até 20 Empreendimentos de Economia Solidária (EES) por quatro meses, com o limite de dois projetos por incubadora.  

Por fim, a terceira fase consistirá no processo de incubação e no acompanhamento desses empreendimentos ao longo de um ano. Cada proposta selecionada receberá suporte financeiro para o pagamento de auxílios mensais à equipe executora e R$ 15 mil para aquisição de equipamentos. Os empreendimentos também receberão investimento para aquisição de equipamentos e apoio à equipe. 

Em relação aos requisitos de participação, a submissão das propostas deve ser realizada por um servidor ativo do quadro de pessoal da Rede Federal, com nível superior, que assumirá a coordenaçãogeral.  

Leia Também:  Escuta de professores que ensinam matemática termina domingo (6)

Requisitos As instituições proponentes também precisam comprovar a disponibilidade de espaço físico adequado, dotado de salas de reunião e conexão à internet, para o atendimento presencial. Além disso, as incubadoras devem estar cadastradas na plataforma Rede Integra até o prazo final de envio, e os empreendimentos atendidos precisam constar no Cadastro de Empreendimentos Econômicos Solidários (Cadsol). 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec 

Fonte: Ministério da Educação

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA