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Sisu 2026 concentra instituições públicas bem avaliadas

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O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 reúne 136 instituições públicas de educação superior, o que faz da edição a maior em número de entidades participantes desde a criação do sistema, em 2010. Indicadores oficiais do Ministério da Educação (MEC), combinados com dados de avaliações internacionais, mostram que essas instituições possuem, em sua maioria, os níveis mais altos de qualidade acadêmica.

A análise considera o Índice Geral de Cursos (IGC), indicador do MEC que avalia as instituições de educação superior a partir de informações sobre a qualidade da graduação e da pós-graduação. Na escala do IGC, o conceito 3 indica desempenho satisfatório; o conceito 4 equivale ao desempenho acima da média nacional; e o conceito 5 corresponde ao nível máximo de qualidade institucional.

Entre as instituições participantes do Sisu 2026 com IGC atribuído no ciclo avaliativo mais recente, 76,4% (104 instituições) obtiveram conceitos 4 ou 5. No grupo com melhor desempenho institucional, 25 instituições alcançaram o conceito máximo (IGC 5), enquanto 79 obtiveram IGC 4, reforçando a presença expressiva de instituições com avaliação acima da média nacional.

Ranking internacional – Além da avaliação nacional, a maioria das instituições participantes do Sisu 2026 também figura em classificações internacionais. Do total de 136 universidades e institutos federais, 71 (52,2%) foram classificadas como as melhores instituições de educação superior da América Latina e do Caribe, segundo o QS World University Rankings: Latin America & The Caribbean 2026.

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Entre as cem primeiras posições do ranking estão as universidade federais do Rio de Janeiro (UFRJ); de Minas Gerais (UFMG); do Rio Grande do Sul (UFRGS); de Santa Catarina (UFSC); de São Paulo (Unifesp); de São Carlos (UFSCar); do Paraná (UFPR); de Pernambuco (UFPE); Fluminense (UFF); da Bahia (UFBA); do Ceará (UFC); de Santa Maria (UFSM); de Viçosa (UFV); do Rio Grande do Norte (UFRN); de Pelotas (UFPel); e da Paraíba (UFPB); além da Universidade de Brasília (UnB), que retornou ao Sisu em 2026, e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que passou a integrar o sistema nesta edição.

Elaborado pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS), o ranking avalia instituições de educação superior da região a partir de indicadores como reputação acadêmica, reputação junto a empregadores, professores com doutorado, proporção de professores/estudantes, produção científica e impacto digital.

Estudos bibliométricos baseados em bases internacionais de indexação também demonstram a importância dessas instituições na produção de conhecimento nacional. Mais de 95% da produção científica brasileira é realizada por universidades públicas, responsáveis pela maior parte da pesquisa e da formação de pesquisadores no Brasil.

Diversidade institucional – O Sisu 2026 reúne instituições públicas com diferentes perfis e missões acadêmicas, incluindo universidades e institutos federais, universidades estaduais, municipais, entre outras. Mesmo com diversidade, os dados de avaliação institucional indicam um padrão consolidado de desempenho e reconhecimento nacional e internacional.

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Inscrição – A inscrição é gratuita, e o candidato poderá realizá-la no período de 19 a 23 de janeiro de 2026, exclusivamente pela internet, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. É possível se inscrever em até duas opções de curso.

Assim como em 2025, esta edição do Sisu terá somente uma etapa de inscrição para as vagas ofertadas pelas instituições participantes. Dessa forma, os inscritos concorrerão, em um único processo seletivo, às vagas disponibilizadas para todo o ano letivo. O resultado da única chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro de 2026. Todos os estudantes selecionados dentro das vagas disponíveis, tanto na chamada regular quanto por meio da lista de espera, deverão realizar a matrícula no período indicado no edital da instituição.

Sisu – O Sistema de Seleção Unificada foi instituído pela Portaria Normativa nº 2, de 26 de janeiro de 2010, e atualmente está regulamentado pela Portaria Normativa nº 21, de 5 de novembro de 2012. O Sisu reúne as vagas ofertadas por instituições públicas de educação superior do Brasil que aderiram ao processo seletivo vigente, tendo como critério o resultado do Exame Nacional do Ensino Medio (Enem). A maioria das instituições participantes é da rede federal de ensino, com destaque para universidades e institutos federais.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior

Fonte: Ministério da Educação

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Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira

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Brasília, 11/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou nesta quinta-feira (11), no Palácio do Itamaraty, da cerimônia de premiação do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação. A iniciativa reconheceu trabalhos jornalísticos e projetos de comunicação voltados à defesa dos direitos humanos, do meio ambiente, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.

Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

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Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.

“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.

Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.

Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.

“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.

Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente

Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.

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Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.

Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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