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Turismo nacional: as estratégias que reposicionaram o Brasil no cenário global

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Nos últimos dois anos e meio, o turismo brasileiro registrou avanços relevantes em indicadores econômicos, institucionais e internacionais. Sob a gestão do ministro Celso Sabino, o Ministério do Turismo adotou uma agenda voltada à estruturação de políticas públicas, ao fortalecimento do turismo interno, à ampliação do fluxo de visitantes internacionais e ao reposicionamento do Brasil no cenário global do setor.

Desde o início da gestão, as ações priorizaram planejamento, integração federativa e diálogo com estados, municípios e o setor produtivo. Esse direcionamento resultou em marcos regulatórios e estratégicos, como a aprovação da nova Lei Geral do Turismo (LGT) e a implementação do Plano Nacional de Turismo 2024–2027, cujas metas iniciais foram superadas ainda no primeiro ano de vigência.

Entre as iniciativas estruturantes, destaca-se a retomada do Salão do Turismo, após 12 anos de interrupção. O evento voltou a integrar o calendário nacional, reunindo os 26 estados e o Distrito Federal para promover destinos, produtos turísticos, gastronomia e manifestações culturais, alinhado às diretrizes da Política Nacional de Turismo e ao Programa de Regionalização.

O ministro Celso Sabino, durante o balanço de sua gestão, destacou que “cada integrante do Ministério do Turismo pode bater no peito e dizer que está na ponta, que está entre os primeiros colocados, que ajudou a mudar a história do setor do turismo no Brasil, porque isso de fato aconteceu e isso continua acontecendo. De 2023 para cá, o turismo no Brasil apresentou para a sociedade brasileira uma nova alternativa de ganhar dinheiro montando seu próprio negócio, de ter um emprego. Nunca tantos empreendedores resolveram abrir uma pousada, um restaurante, abrir um hotel, uma agência de viagem, uma transportadora de turismo, nunca tantos brasileiros pensaram em fazer e fizeram isso, em tão pouco tempo, da mesma forma, nunca tantos brasileiros foram contratados de carteira assinada para trabalhar no setor do turismo como vencendo nos últimos meses”, disse.

Turismo internacional e impacto econômico

O Brasil caminha para chegada de 9 milhões de visitantes estrangeiros em 2025, o maior volume já registrado. O número já supera, com folga, a marca recorde alcançada ainda em 2024, quando o país fechou o ano com 6,7 milhões de turistas internacionais, superando a meta anual de 6,4 milhões. Apenas até outubro deste ano, esses turistas deixaram US$ 6,617 bilhões na economia brasileira, recorde histórico de receitas cambiais no setor.

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Outro feito inédito, foi a liderança do Brasil no crescimento do turismo internacional em 2025. De acordo com dados da ONU Turismo, o país teve um aumento de 45% nas chegadas de visitantes entre janeiro e setembro, na comparação com o mesmo período de 2024. O desempenho superou o de outros destinos relevantes, como Vietnã e Egito (21%) e Etiópia e Japão (18%).

Programas, investimentos e geração de empregos

No campo social e econômico, o Ministério do Turismo implementou programas de incentivo a viagens e acesso ao turismo, como o “Conheça o Brasil” (Realiza, Voando e Cívico), além de iniciativas de descontos em hospedagem voltadas a professores e mulheres. Também foi inaugurada, em Belém (PA), a primeira Escola Nacional de Turismo do país, com foco na capacitação profissional.

O acesso ao crédito foi ampliado por meio do Fundo Geral de Turismo (Fungetur), que, nos últimos três anos, celebrou 4.998 contratos, totalizando R$ 2,346 bilhões em financiamentos. No mesmo período, foram concluídas 1.327 obras com recursos do Ministério do Turismo, somando R$ 1,075 bilhão em investimentos e gerando cerca de 23.650 empregos diretos.

Segundo dados do Caged, nos últimos 12 meses, o setor registrou mais de 1,5 milhão de admissões formais, com saldo positivo de 90.506 novos postos de trabalho. Já no primeiro semestre de 2025, o faturamento do turismo alcançou R$ 108 bilhões, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2024, conforme projeção da Fecomércio SP.

Agenda internacional e protagonismo institucional

A atuação internacional do Brasil foi ampliada com participação ativa em fóruns multilaterais e feiras do setor. O país assumiu a presidência do Conselho Executivo da ONU Turismo, tendo o primeiro brasileiro a ocupar o cargo. O país também foi escolhido para sediar o Escritório Regional da ONU Turismo para as Américas e o Caribe, no Rio de Janeiro, mostrando o potencial turístico local.

No âmbito das agendas globais, o Brasil liderou articulações no BRICS, com a assinatura da Declaração do Cerrado, e no G20, com a Declaração de Belém, que estabelece diretrizes para o desenvolvimento sustentável do turismo em escala global. O país também foi homenageado como destino destaque em eventos internacionais, como a FITUR, na Espanha, e a FIT, na Argentina.

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Infraestrutura, conectividade e investimentos

O setor aéreo acompanhou o crescimento do turismo. Em 2025, 83,2 milhões de passageiros circularam em voos domésticos nos primeiros dez meses do ano, consolidando o Brasil como o quarto maior mercado doméstico de aviação do mundo.

Para fortalecer o ambiente de negócios, o Ministério do Turismo lançou o Guia “Atração de Investimentos em Turismo do Brasil”, em parceria com a ONU Turismo e o CAF, além do Boletim de Inteligência de Investimentos 2025. Atualmente, 70 projetos estão disponíveis no Portal de Investimentos do Ministério, com potencial para gerar cerca de 710 mil empregos e atrair aproximadamente US$ 5,8 bilhões.

Sustentabilidade, inclusão e governança

A gestão também avançou em pautas estruturantes, como o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo, o incentivo ao afroturismo e a valorização de territórios historicamente menos inseridos nas políticas nacionais, com destaque para a Região Norte e a Amazônia.

No campo institucional, foi publicada portaria que permite o cadastramento de produtores rurais e agricultores familiares no Cadastur, ampliando o alcance do turismo rural. O Conselho Nacional de Turismo (CNT) foi retomado e atualmente conta com 90 membros, fortalecendo a governança do setor.

COP30

Durante a COP30, realizada em Belém (PA), o Ministério do Turismo apresentou ações voltadas ao turismo sustentável, climático e regenerativo, reforçando o papel do setor na agenda ambiental e no desenvolvimento sustentável. Entre as ações, destacam-se o lançamento da Trilha Amazônica, o Mapeamento de Comunidades Indígenas, o Catálogo de Experiências Turísticas do Brasil e a assinatura do acordo interministerial para dar novo impulso ao Programa Orla.

Reconhecimento

Como parte do encerramento do ciclo, o Prêmio Nacional de Turismo reconheceu iniciativas e profissionais que contribuíram para o fortalecimento do setor em diferentes regiões do país.

O conjunto de ações e resultados consolida o turismo como um dos vetores estratégicos do desenvolvimento econômico, da geração de empregos e da inserção internacional do Brasil, com políticas públicas estruturadas, ampliação de investimentos e fortalecimento institucional.

Por Fábio Marques

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Enem possibilita que estudantes façam exame em Classe Hospitalar

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Um problema de saúde que necessita de um longo tratamento ou uma doença que exige o isolamento não precisa ser um impeditivo para que o estudante consiga participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para esses casos, o Ministério da Educação (MEC) possibilita que o participante faça a prova no ambiente hospitalar, sem necessidade de deslocamento e com toda a estrutura essencial para garantir a segurança e a tranquilidade dos pacientes. Para isso, é necessário que o participante tenha solicitado, no ato da inscrição, a aplicação em classe hospitalar e que o hospital tenha emitido uma declaração garantindo a aplicação em espaço escolar e com total segurança.

A estudante Ana Clara Martinez, 18 anos, de Mogi das Cruzes (SP), tem um tumor no nervo óptico que faz com que ela tenha dificuldades visuais nos dois olhos. Ela fará o Enem no hospital pela terceira vez e comentou sobre essa experiência. “Na primeira vez, no momento da inscrição, eu solicitei para fazer a prova ampliada, mas o meu déficit visual me atrapalhou muito e eu não consegui concluir a redação. No ano seguinte, em decorrência do meu problema de saúde, eu descobri que tinha direito não só à prova ampliada, mas também a um escriba, um leitor e tempo extra de prova, o que melhorou muito minha experiência com o Enem. Neste ano, eu vou seguir por esse caminho mais uma vez, com o objetivo de conseguir cursar psicologia”, completou.

Ana Clara recebe diploma da Escola Móvel
Ana Clara recebe diploma da Escola Móvel
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Anualmente, cerca de 50 candidatos solicitam a aplicação do exame em hospitais, por motivos que vão desde o tratamento de um câncer a patologias que exigem imunossupressão ou transplantes. No momento da inscrição no Enem, o estudante deve realizar o pedido de atendimento especial, contendo laudo médico assinado, com diagnóstico e justificativa da internação. Na solicitação, precisa constar uma declaração do hospital informando a disponibilidade de instalações adequadas à realização da prova e a confirmação da internação do estudante. 

Classe Hospitalar – As Classes Hospitalares surgiram para garantir a continuidade ao processo de aprendizagem de estudantes que estejam impossibilitados de frequentar a escola em razão de tratamento de saúde. A modalidade foi criada para atender à legislação educacional que reconhece que a condição clínica do estudante não pode representar obstáculo ao acesso, à permanência e à continuidade da vida escolar. Cabe às redes de ensino garantirem aos educandos o atendimento educacional em ambiente hospitalar, segundo suas singularidades e demandas, contando com professores e equipes multiprofissionais.  

Próximo de completar o 3º ano do ensino médio, o estudante João Paulo da Cruz, 18 anos, de São Paulo, foi aluno da Escola Móvel do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc) durante o tratamento de tumor e participará do exame pela segunda vez. A mãe dele, Rosangela da Cruz, destacou o papel da classe hospitalar na trajetória do filho. “Em decorrência do tratamento, João precisou ficar dois anos afastado da escola comum. Nesse período, ele conseguiu seguir com estudos por meio da classe hospitalar, que se preocupa não só em cuidar dos pacientes, mas também garantir que eles não tenham atrasos educacionais, que estejam preparados para regressar ao ensino regular e até que consigam realizar o Enem”, finalizou.

João Paulo e Rosangela na comemoração de 18 anos do estudante
João Paulo e Rosangela na comemoração de 18 anos do estudante
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Para aderir a uma Classe Hospitalar, o estudante precisa estar matriculado na escola de ensino regular, que manterá contato constante com as equipes que atuam nas unidades de saúde. Os profissionais que trabalham nos hospitais enviarão informações pedagógicas, como relatórios, notas e registros de frequência, para as escolas, com o objetivo de assegurar o alinhamento de conteúdos, facilitar o retorno dos estudantes, dar continuidade ao ensino e evitar a reprovação por faltas ou atrasos pedagógicos. 

Enem – O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é utilizado como mecanismo de acesso à educação superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam os resultados do Enem como critério único ou complementar em seus processos seletivos. As notas individuais do exame podem, ainda, ser utilizadas em processos seletivos de instituições de educação superior portuguesas que possuem acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para o aproveitamento dos resultados do Enem. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep 

Fonte: Ministério da Educação

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