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Turismo regenerativo é apontado como caminho para transformação social e ambiental
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Em um espaço que conecta diferentes vozes e experiências sobre o futuro do planeta, o estande do Ministério do Turismo na COP30, em Belém (PA), recebeu nesta quarta-feira (12), o painel “Turismo Regenerativo: memória e desenvolvimento sustentável”. A atividade reuniu representantes do poder público e especialistas para discutir como o turismo pode atuar servir de ferramenta de reconstrução ambiental, social e econômica.
O debate foi mediado por Juliana Oliveira, chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério do Turismo, que destacou a importância do tema na agenda climática nacional.
“O objetivo do painel é apresentar o tema do turismo regenerativo, que vem sendo amplamente debatido pela academia e pela sociedade civil, e refletir sobre sua relação com a governança climática, os dados territoriais e as políticas de adaptação”, explicou Juliana.
Ela lembrou que o Brasil enfrentou, em 2024, dez eventos climáticos extremos, três deles sem precedentes – a exemplo das chuvas no Rio Grande do Sul e da seca na Amazônia –, evidenciando a necessidade de fortalecer a compreensão dos riscos e a resposta a emergências.
“O turismo regenerativo propõe uma mudança de paradigma: não se trata apenas de reduzir impactos, mas de repensar o turismo e reestruturar ecossistemas e comunidades”, completou Juliana Oliveira.
Já a coordenadora de Emergências do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), do Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Cinthia Miranda, reforçou o papel da proteção social diante das crises climáticas.
“As pessoas mais vulneráveis são as que menos contribuem para as mudanças climáticas, mas as que mais sofrem com seus efeitos. É fundamental garantir acolhimento, acesso à renda e apoio psicossocial às famílias atingidas”, defendeu Cinthia.
REGENERAÇÃO – Durante o bate-papo, o deputado federal Pedro Aihara, bombeiro militar com experiência em desastres ambientais, apontou a capacidade transformadora do turismo regenerativo nos territórios afetados por tragédias como a de Brumadinho (MG).
“Brumadinho é lembrada pela tragédia, mas tem um enorme potencial turístico e cultural. O turismo pode ajudar a cicatrizar feridas e transformar cidades que foram palco de dor em espaços de reconstrução e cidadania”, comentou Aihara.
A deputada Tábata Amaral, também presente no debate, ressaltou a necessidade de políticas públicas transversalidade na agenda climática.
“O turismo regenerativo é uma oportunidade de repensar o desenvolvimento e fazer mais, de um jeito diferente e sustentável. Precisamos de criatividade e integração entre políticas públicas – como as do Meio Ambiente e do Turismo –para que os planos de adaptação se tornem realidade e tragam benefícios concretos para as comunidades mais vulneráveis”, explicou a parlamentar.
O painel reforçou o compromisso do Ministério do Turismo com a promoção de um turismo sustentável e inclusivo, alinhado às metas globais de adaptação climática e à economia regenerativa, que busca não apenas minimizar danos, mas gerar benefícios duradouros para pessoas e territórios.
PROGRAMAÇÃO – O estande do Ministério do Turismo terá uma programação robusta e estratégica ao longo das duas semanas da COP30. No Auditório Carimbó, especialistas nacionais e internacionais participarão de debates de alto nível sobre turismo regenerativo, financiamento climático, justiça ambiental e valorização de comunidades tradicionais, promovendo reflexões essenciais para o futuro do setor.
Por Lívia Albernaz
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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MEC divulga resultado de obras aprovadas do PNLD
O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta quinta-feira, 1º de outubro, o resultado final da avaliação das obras do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) para os anos iniciais do ensino fundamental.
Inscritas no PNLD Anos Iniciais 2027-2030, essas obras têm como objetivo apoiar a formação continuada e o trabalho pedagógico dos professores, especialmente em temas relacionados à alfabetização. Elas fazem parte do acervo da Biblioteca do Professor e permitem o contato com produções recentes sobre formação docente, além de trazer exemplos de práticas pedagógicas desenvolvidas em diferentes contextos.
O PNLD é responsável pela avaliação, seleção e aquisição de livros e outros materiais didáticos destinados às escolas públicas. O programa também inclui materiais voltados aos professores, como as obras de apoio teórico-metodológico avaliadas nesta etapa.
A lista completa das obras aprovadas e reprovadas está disponível no anexo da Portaria SEB/MEC nº 145, de 29 de setembro de 2026.
Essa seleção faz parte do Objeto 2 do Edital de Convocação nº 1/2025 – MEC/FNDE. O edital também contempla o Objeto 1, destinado à seleção das obras didáticas que serão utilizadas pelos estudantes.
Com a divulgação do resultado final, o processo segue para as próximas etapas de aquisição e distribuição, realizados pelo FNDE. Os pareceres que fundamentaram a avaliação serão disponibilizados na plataforma PNLD Avaliação – Módulo Editoras.
Os detentores dos direitos autorais que discordarem do resultado poderão apresentar manifestação no prazo de 10 dias corridos, conforme as regras previstas no edital.
Após a conclusão das próximas etapas e a aquisição dos materiais pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), as obras selecionadas poderão ser disponibilizadas aos professores por meio do PNLD Digital.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação



