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MJSP integra grupo de trabalho para proteger integridade esportiva e combater manipulação de resultados

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Brasília, 29/09/2025 — Um esporte justo é um direito de todos. Com esse compromisso, teve início, nesta segunda-feira (29), o I Encontro Técnico Nacional sobre Combate à Manipulação de Resultados Esportivos, que segue até quarta-feira (1º/10), no Ministério do Esporte, em Brasília. O evento marca um passo importante na construção de uma política pública permanente voltada à proteção da integridade esportiva e ao combate às fraudes e irregularidades associadas às apostas ilegais.

A iniciativa é fruto da atuação conjunta entre o Ministério do Esporte (Mesp), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Ministério da Fazenda (MF), além de contar com a participação da Polícia Federal, Polícias Civis, entidades esportivas e instituições de integridade. Juntos, os participantes trabalham na definição de fluxos operacionais, protocolos de cooperação e instrumentos normativos que garantam uma resposta coordenada e eficaz ao fenômeno da manipulação de resultados.

Atuação do MJSP

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) tem papel estratégico nesse processo e integra o Grupo de Trabalho Interministerial responsável por elaborar a proposta da Política Nacional de Combate à Manipulação de Resultados Esportivos. Participam do GT a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e Polícia Federal.

O secretário Nacional de Segurança Pública substituto do MJSP, Rodney Silva, esteve presente no Encontro Nacional e ressaltou que a manipulação de resultados esportivos é um desafio complexo e de longa data, que exige ação integrada do Estado. “A manipulação de resultados não é um fato recente. Por isso, a criação desse grupo interministerial é fundamental para alinhar competências, harmonizar normas e estruturar uma política nacional que permita ao governo federal atuar de forma cooperativa, adotando as melhores práticas internacionais”, afirmou.

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Rodney reforçou ainda que a integridade esportiva está diretamente ligada ao enfrentamento de outras práticas criminosas. “Quando falamos de ética e integridade no esporte, também estamos falando de combate ao crime organizado, tanto na prevenção, quanto na repressão dessa modalidade criminosa”, finalizou.

Na mesma linha, o coordenador-geral de Articulação Institucional da Senajus, do MJSP, Bernardo Machado Mota, afirmou que a manipulação de resultados está associada a interesses financeiros ilícitos e pode ser utilizada por organizações criminosas.

“O futebol move paixões, mas também é um grande negócio. Qualquer mercado tem vulnerabilidades para o crime, e o de apostas não é exceção. Muitas vezes, a manipulação é impulsionada por ganhos financeiros e envolve o crime organizado. O Grupo de Trabalho Interministerial nos permite analisar o problema sob diversos ângulos, desde o combate à lavagem de dinheiro até a proteção da integridade do apostador. Nosso objetivo é claro: garantir que esse mercado não seja utilizado pela criminalidade”, explicou.

Para o secretário de Apostas Esportivas e de Desenvolvimento Econômico do Esporte, Giovanni Roca, a criação de uma Política Nacional de Combate à Manipulação de Resultados Esportivos representa um marco na história do esporte brasileiro.

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“A missão do Comitê é deixar para as futuras gerações um ambiente esportivo mais justo, limpo e inspirador. Essa política se sustenta em três pilares: a educação da base em ética e transparência; a garantia de que as regras serão aplicadas com justiça; e, sobretudo, a mensagem clara de que não há espaço para fraude no esporte”, destacou.

Resultados esperados e próximos passos

O encontro técnico tem como meta produzir insumos para a formulação da Política Nacional, além de capacitar agentes públicos, integrar órgãos de regulação e segurança e implementar medidas preventivas e repressivas para coibir irregularidades.

Durante o evento, também foi lançado o Manual de Combate à Manipulação de Resultados Esportivos, que vai padronizar as ações em todo o país e servir de guia para a construção de uma atuação conjunta e permanente, deixando um legado de diretrizes e boas práticas para as futuras gerações.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Com apoio do Projeto Captura, polícia prende foragido investigado por roubos e furtos de veículos

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Rio de Janeiro, 9/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Projeto Captura, apoiou ação que resultou na prisão de um foragido da Justiça investigado por integrar organização criminosa envolvida em roubos, furtos e receptação de veículos nos estados de Minas Gerais e São Paulo. A operação foi realizada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCRJ), nesta terça-feira (9), em articulação com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu o foragido da Justiça Mario Sergio Junqueira no bairro de Campo Grande. Ele estava com mandado de prisão em aberto em Minas Gerais pelos crimes de roubo, tráfico de drogas, receptação, posse de arma de fogo, uso de documento falso, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e resistência.

O preso estava morando no Rio de Janeiro há três anos e usava o nome falso de Diogo Matarazzo. O investigado, de 40 anos, atuava encomendando veículos a criminosos especializados em roubos e furtos, com pagamentos que variavam de R$ 5 mil a R$ 10 mil por veículo. Depois, os veículos eram adulterados e revendidos. Ele também é investigado por ser um dos principais responsáveis pelo aumento dos roubos de veículos na região de Poços de Caldas (MG), especialmente de caminhonetes de grande porte.

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Histórico criminal

Em decorrência das investigações conduzidas em Minas Gerais, o suspeito mudou-se para o estado de São Paulo, onde passou a utilizar identidade falsa. Naquele estado, foi preso pelos crimes de roubo, clonagem de veículos e tráfico de drogas. Em 2022, fugiu da Penitenciária de Araraquara (SP).

Após a fuga, transferiu-se para o estado do Rio de Janeiro, onde voltou a utilizar identidade falsa e manteve a atuação criminosa, sendo responsável por encomendar veículos subtraídos em Minas Gerais, que eram posteriormente enviados para o território fluminense.

O investigado é considerado de altíssima periculosidade e possui condenações que somam 40 anos de prisão. Informações obtidas durante as investigações indicam que ele mantém ligação com uma facção criminosa.

Além disso, o investigado mantinha um padrão de vida elevado utilizando identidade falsa, possuindo empresa formalmente registrada em nome fraudulento e até mesmo uma filha registrada sob a identidade falsa utilizada por ele.

A ação policial contou com o apoio do Projeto Captura, força-tarefa voltada ao apoio aos estados na localização e prisão de foragidos da Justiça.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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