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UFMA e IFMA vencem o Prêmio LED 2025

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A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e o Instituto Federal do Maranhão (IFMA), instituições vinculadas ao Ministério da Educação (MEC), foram reconhecidos nacionalmente com o Prêmio Luz na Educação (LED) 2025. A premiação foi conquistada pelo projeto Astronomia no Sertão, desenvolvido pela professora Daniely Gaspar, da UFMA, em parceria com o professor Genilson Martins, do IFMA. 

Selecionado entre mais de duas mil iniciativas de todo o Brasil, o projeto foi um dos seis vencedores da quarta edição do prêmio, na categoria Educadores Inovadores. A proposta foi reconhecida pelos critérios de inovação, impacto, escala, replicabilidade e rigor metodológico.  

Emocionada, Daniely destacou o caráter afetivo e transformador do projeto. “A emoção é gigantesca porque esse projeto envolve sentimentos e sonhos, e lidar com sonhos é algo muito mágico, é algo que transcende o racional. Hoje, deixamos de lado a ciência, a parte racional, e somos só emoção. Hoje é o momento de pensar só com o coração”, afirmou. 

O reitor da UFMA, Fernando Carvalho, enfatizou o valor simbólico do reconhecimento. “Esse é um prêmio inédito para nossa universidade, para o Centro de Ciências de Grajaú e para o interior do Maranhão. É o reconhecimento de um trabalho que leva ciência, cultura e encantamento às comunidades rurais e povos originários do nosso estado. A UFMA se orgulha dos nossos pesquisadores e de toda a equipe envolvida nesse projeto de difusão do saber e transformação social”, declarou. 

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Já Genilson ressaltou a importância da visibilidade nacional. “Para nós, é muito importante ver que o nosso projeto tem ganhado essa repercussão, porque queremos expandir cada vez mais. Essa premiação vai nos ajudar muito a levar esse projeto para mais crianças, adolescentes, jovens e adultos”, pontuou o docente do IFMA. 

A premiação é promovida pela Globo e pela Fundação Roberto Marinho. A cerimônia de premiação foi exibida pela TV Globo e acompanhada ao vivo por moradores da aldeia Arymy, que celebraram a conquista em uma tenda e um telão montados especialmente para o evento. 

Astronomia no Sertão – Criado em 2019, o projeto surgiu a partir da disciplina optativa Introdução à Astronomia, do curso de licenciatura em Ciências Naturais Química da UFMA. As primeiras atividades consistiam em observações com o telescópio modelo Celestron, da universidade. O projeto tem como objetivo principal promover e popularizar a ciência e a tecnologia, especialmente a astronomia, junto a comunidades tradicionais de Grajaú, como a aldeia Arymy. 

A iniciativa conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapena) e do Governo Federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Os eventos promovidos pelo projeto reúnem atividades de extensão científica, como oficinas de robótica e demonstrações com foguetes, além de exposições culturais, vendas de artesanato e de alimentos produzidos pelas próprias comunidades, destacadas as atrações culturais e as atividades relacionadas aos foguetes. 

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A iniciativa vem se consolidando como uma experiência de ciência cidadã e engajamento comunitário, ampliando o acesso ao conhecimento e estimulando a valorização da cultura local. O reconhecimento nacional reafirma o papel da educação pública como agente de transformação social. 

 

Este conteúdo é uma produção da UFMA, com apoio da Secretaria de Educação Superior (Sesu/MEC) 
 

Fonte: Ministério da Educação

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Em ação inédita, São João de Campina Grande (PB) ensina a prevenir e a combater racismo contra turistas

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Numa ação inédita, trabalhadores do São João de Campina Grande (PB) receberam treinamento para prevenir e combater o racismo e para promover a igualdade racial. A iniciativa teve como uma das inspirações um boletim do Ministério do Turismo dedicado ao afroturismo. Nele, são destacados a história do afroturismo, a relação com os patrimônios culturais brasileiros, o perfil da demanda, a oferta nas regiões brasileiras e o programa Rotas Negras.

Seguranças, controladores de acesso, promotores, entre outros trabalhadores, participaram de uma oficina de letramento racial, na qual foram abordados temas como a diversidade da festa, o racismo estrutural e formas de enfrentar situações de preconceito e discriminação. Cartazes de alerta sobre o crime de racismo foram espalhados pelo Parque do Povo (local da festa) para conscientizar tanto os trabalhadores quanto o público.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a medida é um exemplo de responsabilidade social e ajuda a promover um ambiente cada vez mais inclusivo, respeitoso e acolhedor. “O São João de Campina Grande tem essa característica social, e o combate ao racismo é fundamental, assim como a outras formas de preconceito e discriminação. No maior São João do Mundo, queremos a felicidade das pessoas”, afirmou.

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Afroturismo em crescimento

De acordo com o 13º Boletim de Inteligência do Ministério do Turismo, 41% dos negócios dedicados ao afroturismo no Brasil foram criados nos últimos três anos. O segmento é impulsionado principalmente por mulheres: 66,4% dos empreendimentos são liderados por mulheres negras. E há alto nível de qualificação, com mais de 40% dos empreendedores tendo ensino superior e 36% sendo pós-graduados.

A demanda também acompanha o crescimento. O boletim aponta que 82% das pessoas negras preferem consumir serviços turísticos geridos por empreendedores negros, enquanto 91% participariam de experiências ligadas à cultura afro-brasileira. O interesse global também avança: buscas por experiências afrocentradas cresceram 30% entre 2024 e 2025.

“O boletim traz informações qualificadas para orientação do mercado, da iniciativa privada e dos gestores públicos. Ficamos felizes em saber que a organização do São João de Campina se inspirou no material. Estamos reforçando o afroturismo como instrumento de inclusão produtiva, geração de renda e promoção da igualdade racial. É um vetor estratégico para o desenvolvimento do turismo”, afirmou o ministro Gustavo Feliciano.

Formação para acolher e prevenir

A oficina de letramento racial foi feita pela jornalista, professora e pesquisadora de relações étnico-raciais Carla Borba. Durante o encontro, promovido pela Arte Produções, empresa que organiza o São João de Campina Grande, os participantes tiveram acesso a reflexões sobre diferentes formas de preconceito e discriminação, além da análise de estudos de caso que contribuíram para a compreensão de situações vivenciadas no cotidiano e para a construção de ambientes mais seguros e acolhedores.

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Além de informar e preparar as equipes para lidar com possíveis ocorrências relacionadas ao racismo e outras formas de violação de direitos, a atividade proporcionou um espaço de diálogo, escuta e troca de experiências, estimulando a reflexão coletiva sobre atitudes que podem contribuir para uma convivência mais respeitosa dentro e fora da festa.

Para Carla Borba, iniciativas como a realizada em Campina Grande ganham força quando são apoiadas por dados e diagnósticos sobre a realidade do setor. “A iniciativa reforça o compromisso da organização com a promoção da igualdade, o respeito à diversidade e a valorização dos direitos humanos. Esse estudo do Ministério do Turismo é muito importante porque dimensiona esse segmento”, declarou a pesquisadora.

 

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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