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Universidades federais lideram ranking de inovação

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As universidades federais, vinculadas ao Ministério da Educação (MEC), lideraram os registros do recém-divulgado anuário de 2025 do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que mapeia as proteções de criação intelectual no país. O relatório aponta um domínio das universidades federais em categorias estratégicas para o desenvolvimento nacional, como o desenvolvimento de softwares. 

Segundo o documento, sete em cada dez dos maiores depositantes de patentes de invenção no Brasil são entidades públicas, sendo as universidades federais as principais responsáveis por esse desempenho. No ranking de Patentes de Invenção, das 51 posições ocupadas pelos maiores depositantes nacionais, 30 são de federais. O setor de educação responde isoladamente por 20,9% de todos os participantes ranqueados. 

Para o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David, os números apontam para o retorno prático à sociedade do investimento público nessas instituições. “As universidades federais são protagonistas da inovação brasileira. Sua presença entre os principais depositantes de patentes do país evidencia a capacidade de transformar conhecimento em soluções concretas para a sociedade. Além de formarem profissionais altamente qualificados, as universidades federais são espaços de produção científica, desenvolvimento tecnológico e geração de inovação. Cada patente depositada e cada software registrado representam avanços com potencial para fortalecer a indústria, aprimorar os serviços públicos, impulsionar a competitividade nacional e contribuir para a soberania científica e tecnológica do Brasil”.  

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Ranking – A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) conquistou a 3ª posição geral com 94 depósitos de patentes. A força da pesquisa na região Nordeste também chama atenção, consolidando a descentralização da ciência: a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba, aparece logo na sequência, na 4ª posição, com 84 depósitos, seguida pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) em 7º lugar, com 62 pedidos. A Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) dividem a 8ª posição com o setor privado, somando 53 depósitos cada. 

O levantamento também destaca o poder de articulação da rede pública com o setor produtivo. A Petrobras, 2ª colocada geral, tem a UFRJ – que abriga o Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) – como uma de suas maiores parceiras. A estatal colabora diretamente com depósitos conjuntos a uma teia de federais, incluindo UFMG, UFCG, UFRPE, além das universidades federais de São João del-Rei (UFSJ), de Viçosa (UFV), do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Uberlândia (UFU), de Pernambuco (UFPE), do Ceará (UFC), da Paraíba (UFPB), de Brasília (UnB), de Juiz de Fora (UFJF), do Rio Grande do Norte (UFRN), da Bahia (Ufba), de Alagoas (Ufal), Tecnológica do Paraná (UTFPR), de Santa Catarina (Ufsc) e do Espírito Santo (Ufes).  

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Programas de computador – Quando o assunto é o desenvolvimento de softwares, o protagonismo das universidades federais também se destaca. Um total de 24 universidades federais figura entre os maiores depositantes desta categoria.  

A vice-liderança nacional pertence à Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), com 104 depósitos de programas de computador. O top 10 conta, ainda, com a Ufsc, na 5ª posição (74 depósitos), a UFCG na 7ª (61 depósitos) e a Universidade Federal de Sergipe (UFS) na 8ª (56 depósitos). 

Modelos de utilidade e desenhos industriais – Nas categorias voltadas a melhorias funcionais e design, as universidades federais também mantêm forte presença. Entre os maiores depositantes de Modelos de Utilidade, seis universidades federais compõem o ranking de destaque: a Ufersa desponta novamente na 4ª posição nacional (nove depósitos), acompanhada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 8º lugar (seis depósitos), além de UFU, UnB, UFCG e UTFPR.  

Em Desenhos Industriais, segmento tradicionalmente dominado pelo varejo e pela indústria de bens de consumo (como calçados e móveis), duas universidades federais garantiram espaço: a UFRJ (28ª posição, com 24 depósitos) e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) na 42ª posição, com 19 depósitos.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu 

Fonte: Ministério da Educação

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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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