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Vencedores do Hackathon de Segurança Pública são premiados em cerimônia no Palácio da Justiça
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Brasília, 21/03/2025 – Foram anunciados, nessa quinta-feira (20), os vencedores do primeiro Hackathon — Tecnologias Disruptivas para a Segurança Pública. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) premiou nove soluções inovadoras que contribuirão para o enfrentamento da criminalidade, o atendimento à população e a melhoria das condições de trabalho dos profissionais da área. A maratona de programação, promovida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), reuniu equipes de todas as regiões do País. Ao todo, foram distribuídos R$ 52,5 mil em prêmios.
Vencedores de cada categoria do Hackathon:
Desafio 01 – Plataforma de Colaboração entre Cidadãos e Polícia
Equipe Mais Seguro (DF): Marcelo José de Oliveira Santo; Leonardo Almeida Ribeiro; José Damião Pereira Faustino; e Marco Antonio Rocha Nunes.
Desafio 02 – Sistema de Rastreamento de Objetos Roubados
Equipe Alô Polícia (PA): Kim Lima de lima; Manoel Paulo de Oliveira Pimenta; Fantiny Santos dos Santos; João Samuel Dias Santos; e Sainy Gabriel Rosa Dias Antonio.
Desafio 03 – Plataforma de Autoavaliação de Saúde Mental
Equipe Ajuda + (PA): José Nilson Silva dos Santos; Rafhael da Silva Monteiro; Rosemiro Guedes de Sousa; Thiago Wellington Cardoso Syade; e Andreza Michelli Brito da Silva.
O diretor do Sistema Único de Segurança Pública substituto (Dsusp), Márcio Mattos, explicou que a competição foi planejada para fazer a diferença em uma área central para a sociedade, que é a segurança pública, e que o desenvolvimento de novas tecnologias pode melhorar a prestação do serviço.
“O que nós vimos aqui foi justamente isso: pessoas de diferentes perfis, universitários, profissionais de segurança pública, acadêmicos, pensando soluções para a segurança pública. Em especial, vimos muitos estudantes engajados em um propósito comum, que é desenvolver soluções práticas, inovadoras, para auxiliar na prestação de serviço da área de segurança pública”, disse.
Na ocasião, Mattos anunciou que a segunda edição do hackathon está planejada para o primeiro semestre de 2026. “A qualidade dos projetos apresentados e o engajamento de todos foi tamanho que nos motiva para a segunda edição. Ficamos tão satisfeitos com a adesão, com os resultados, que mais do que um planejamento, agora já é um compromisso”, informou.
Destaque para as mulheres
A secretária de Direito Digital (Sedigi), Lílian Cintra de Melo, comemorou a participação feminina na competição, ao afirmar que a área de tecnologia costuma ser um ambiente bastante masculino, inclusive no MJSP, apesar de ter muitas colegas mulheres liderando diretorias na pasta.
“Vejo aqui vários rostinhos femininos e, neste março, em que celebramos o Mês da Mulher, que a gente também possa, cada vez mais, promover essa participação feminina e ocupar esses espaços, porque eles também nos pertencem e nos ajudam”, disse.
Hackers do bem
O Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) será um dos destinatários das ideias apresentadas na competição. A diretora de Gestão e Integração de Informações (DGI), Vanessa Fusco, ressaltou que o hackathon vem do nome de maratona de hackers. “Vocês são hackers do bem, pois apresentaram boas soluções para fazermos uma segurança pública mais cidadã, que realmente atenda tanto o profissional que está na ponta, o policial, quanto, claro, o cidadão que é para quem se destina todo o nosso trabalho”, acrescentou.
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Diagnóstico Equidade 2026 mostra avanço das políticas de educação étnico-racial
Os dados do Diagnóstico Equidade 2026, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), mostram que as estratégias de equidade racial estão cada vez mais presentes nos estados e municípios brasileiros. Entre 2024 e 2026, o percentual de redes municipais que declararam contar com áreas especificas para a gestão dessas ações passou de 15% para 42%; entre as redes estaduais, o indicador chegou a 100% em 2026.
Esse diagnóstico é uma iniciativa criada em 2024 pelo MEC, pondo fim a uma lacuna de dados cuja ausência comprometia a capacidade estatal de promoção da equidade. Em sua segunda edição, o diagnóstico manteve participação próxima à universalidade, com resposta ao questionário de 97% das redes municipais e 100% das redes estaduais. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
Do ponto de vista institucional, por exemplo, houve um aumento no percentual de redes de ensino com áreas específicas para fazer a gestão de ações de equidade racial. Entre 2024 e 2026, o número saiu de 15% para 42% entre os municípios, e alcançou 100% em 2026 entre as redes estaduais. Além disso, a presença de normativa local relacionada à promoção da educação para as relações étnico-raciais (Erer) passou de 43% para 55% entre municípios e de 74% para 93% entre as redes estaduais.
Os dados também mostram crescimento percentual de redes municipais que realizam campanhas de declaração racial, ação para promover o reconhecimento e a valorização das identidades étnico-raciais, bem como para permitir análises educacionais racializadas cada vez mais precisas. O levantamento revela que este crescimento foi de 66% para 86% em dois anos nas redes municipais, e de 63% para 93% nas redes estaduais.
Houve também uma redução do percentual de estudantes sem declaração racial no Censo Escolar entre 2023 e 2025, representando uma queda de 24% para 10%, sendo que o indicador vinha se mantendo constante em torno de 26%, nos anos anteriores.
Os novos dados apresentam um crescimento da maturidade de organização das redes em diferentes frentes e que a temática da equidade racial entrou no centro da agenda da política pública, demonstrando as ações da Pneerq e de mecanismos indutores, tais como o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e a complementação-VAAR Fundeb da União.
O Diagnóstico Equidade 2026 tem o objetivo de identificar diferentes aspectos da implementação de políticas equitativas no país, particularmente aquelas ligadas à promoção da educação para as relações étnico-raciais, em cumprimento à Lei 10.639/03, modificada pela Lei 11.645/08, e ao fortalecimento da educação escolar quilombola.
Equidade racial no planejamento educacional – No indicador de incorporação da equidade racial como objetivo presente no Plano de Ações Articuladas (PAR), as redes municipais passaram de 30% para 67%. Nas redes estaduais, o avanço foi de 56% para 93%. Esse panorama revela a preocupação crescente das redes de ensino em planejar e buscar apoio técnico e financeiro para estratégias de enfrentamento das desigualdades.
Formação em relações étnico-raciais – Outro indicador que apresentou avanço foi o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial, passou de 48%, no ano de 2024, para 69%, em 2026. Todas as redes estaduais declararam realizar essa oferta. Esse resultado demonstra que o tema da equidade racial também foi inserido no planejamento formativo das secretarias, ação crucial para trabalhar a difusão de práticas pedagógicas antirracistas entre os professores da rede pública.
Monitoramento das Leis de Erer – O diagnóstico permitiu identificar o acompanhamento da implementação das leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. O indicador passou de 18% para 34% para as redes municipais, e de 30% para 59% para as redes estaduais. O monitoramento permite às redes identificarem escolas onde há maior dificuldade de execução de práticas pedagógicas de educação para as relações étnico-raciais e gargalos operacionais, e assim planejar de forma mais efetiva as estratégias para cumprimento das leis.
Identificação e resposta ao racismo e injúria racial – Cresceu também a adoção de protocolos para casos de racismo ou injúria racial nas redes estaduais, de 59% para 93% (mais de 30 pontos percentuais). Nas redes municipais, o percentual saiu de 36% para 53%. Nesse contexto, o Ministério da Educação publicou, em 2026, uma série de protocolos nacionais, os quais podem servir de referência para o trabalho das escolas públicas.
Práticas de gestão – O conjunto de perguntas com menor avanço no período foi o relacionado à dimensão das práticas de gestão das redes de ensino em relação a suas escolas. Acerca da evolução das respostas sobre protocolos de resposta ao racismo e de campanhas de declaração racial, que fazem parte desta dimensão, o Diagnóstico de Equidade 2026 permitiu identificar que alguns indicadores cruciais ainda não avançaram como o esperado.
Os pontos de atenção para o próximo ciclo estão na implementação de estratégias de incentivos às escolas e aos professores para a implementação da educação para as relações étnico-raciais, bem como a consideração de conhecimentos sobre Erer nos processos seletivos de professores e diretores escolares. No período, passou de 44% para 74% o percentual de redes estaduais que incluíram a avaliação de conhecimentos sobre relações étnico-raciais nos processos de escolha da gestão escolar.
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às Secretarias de Educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) e 12 sobre Educação Escolar Quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



